Muitas saudades dos Andes e tudo que tem por ali. Vontade de
mostrar estas maravilhas para Eliana. Vontade de por o pé (ou o pneu) na
estrada. Um plano antigo de passar Natal e Ano Novo longe de Curitiba, para ver
como é a sensação. Enfim – motivos é que não faltam pra gente encarar uma
destas.
No dia 22 novembro (2024) saímos cedinho rumo oeste e ai
(mais ou menos) seguimos o mapa que está ai embaixo. 45 dias depois (6 janeiro) e 10.700 km
rodados voltamos para casa. São e salvos. Felizes, com a alma e o corpo cheios
de experiências novas, pessoas muito legais e interessantes, lugares
maravilhosos.
Houve perrengues, sem duvidas. Mas já nem consigo lembrar
direito o que foi.
Quanto aos preços na Argentina - sim estão altos, mas dá para navegar. Acho que tá pior que nos anos 2000 quando tinha a paridade 1 peso para 1 dolar. Combustivel e hotel até que é razoavel. Supermercado tambem (uns 30% mais alto que aqui), mas restaurante pesa. Tem que escolher bem. Um bife de chorizo sem nada - 10 a 15 dolares (restaurante bom mas basico). Espresso - 3 dolares. Empanada é algo acessivel - sempre menos que 1 dolar. Refrigerante ou agua mineral num kiosque - 2 dolares. Cerveja no restaurante 4 dolares pelo menos. E assim vai
Reduzimos um pouco o tempo de viagem ("apenas" 45 dias) e fizemos varias refeições no hotel (alugando lugares com cozinha).
Não ir a Corona del Inca nem parques de Talampaya e Ischigualasto doeu um pouco, mas dá para voltar , sempre....
O chato mesmo é andar com um monte de dinheiro no bolso (a nota mais comum é de 1000 pesos - 1 dolar aprox. ). No cartao a grande maioria cobra 10% e vimos ate casos de 15 e 20% de sobrepreço...
E vamos aos detalhes.
Primeiro dia dormimos em Ciudad del Este. Iamos dormir em Foz, mas de repente lembramos que de manhã íamos perder um bom tempo para atravessar a ponte, então já fizemos a travessia de tarde e dia seguinte saímos sem maiores transtornos.
Estrada até Assunção pista dupla, muito movimentada, bem
cuidada. Tranquilissimo. Acho que vai longe o tempo que a gente era parado e
tinha que morrer com uma grana para apaziguar os policiais corruptos que
ficavam por ali.
ATENÇÃO - os pedagios neste trecho só aceitam em cash e somente guarani. Ficar precavido. Conseguimos passar o cartão num posto e o cara nos deu em guarani, sem cobrar nada, nem exigir vender algo.
Fomos dormir junto ao lago de Ypacarai. Queriamos conhecer o lugar, pois afinal a gente adora ficar ouvindo a famosa guarania com o mesmo nome. Foi um desapontamento. A cidade de San Bernardino, polo principal em volta do lago é uma cidade até com opções, cuidada. Mas a beira do lago é bem deprimente e o lago em sim – um horror. Agua super quente, escura tipo suja, Desagradavel mesmo. Mas o por do sol ali foi legal. A cidade tem um jeitão de balneario decadente. Gostoso.
Um pouco antes, logo apos Caacupe (cidade de eventos religiosos com muita gente), tem uma serrinha que desce rumo ao baixio do rio Paraguai. Chamam cordilheira... meio exagerado. Mas a vista é legal. O desnivel é na faixa de 200 metros.
Dia seguinte fomos para
Assunção. Cresceu muito desde que estive aqui pela ultima vez, em 2010. A
impressão é que tem muita coisa acontecendo. Muita agitação, bairros novos
(sempre na direção da famosa Av Espanha, Mora etc), prédios altos, enfim – cara
de cidade de alto padrão. Acho que o Paraguai está numa fase de crescimento econômico muito bom.
Pegamos um calor muito forte, então após o almoço tinha que
se proteger no hotel, ar- condicionado etc.
O transito em Assunção é um pouco tumultuado, mas o pessoal sempre de boa, dá a vez, não buzina, segue na paz. O que torna tudo bem mais tranquilo.
Comemos o tal de M`beiju. A base de tapioca com farinha de milho (30% desta) - mais leite, queijo ralado. Muito bom.
Tem uma tal Costanera que beira o rio Paraguai. Bonitas paisagens, do rio e da cidade. Mas sem sombra, sem atrativo algum. Meio que boa ideia com realização ruim.
Dali atravessamos a nova ponte (muito bonita) sobre o rio
Paraguai – a antiga fica um pouco mais pra cima ou a montante do rio. Esta
ponte é uma conexão do lado leste do Paraguai, bem mais desenvolvido, que vem
desde a fronteira com Brasil até a borda do rio. Onde tem mais agricultura,
população, PIB etc. depois da ponte vai começando o famoso Chaco - que sobe e avança na Bolviia só terminando
na floresta Amazonica. Tudo parte da gigantesca planície que é o centro ou
miolo da America do Sul. Enormes porções da Argentina, Paraguai e Bolivia
contem esta planície, que de certa forma se junta ao Pantanal e depois a
Amazonia.
Comentando sobre propinas (em espanhol e em portugues). O costume difundido tanto na Argentina como no Paraguai dos guardas ficarem mordendo na estrada. Não vimos nada nada nada. Raramente nos param, apenas para ver documentos e sem maiores conversas desagradaveis. Esta a propina em portugues, ja a gorjeta (propina em espanhol) , em geral não incluem na conta. Lugares mais frequentados por turista, o pessoal faz uma pressão mais ou menos forte pelos 10%. Mas bem tranquilo. No Chile, eles sempre perguntam se a gente aceita dar uma gorjeta e se topa (no caso de cartão) a gente mesmo tem que colocar o percentual na maquina. Achei super civilizado.
Enfim, tomamos o rumo da Argentina, a fronteira bem pertinho,
bem bagunçada, mas sem maiores sobressaltos e fomos para Resistencia. Nunca
tinha entrada na cidade e a mesma agradou a nós dois. Ruas largas e super
arborizadas, praças bem cuidadas, muitas esculturas na rua. Bem legal. Mas o
calor forte e úmido sempre onipresente. Na entrada da cidade comemos numa
churrascaria chamada Satafesino. Tudo meio ruim, preços muito altos pela
qualidade mas o mais engraçado é que era um buffet e uma chapa com carnes
assadas. Cada coisa que vc pegava tinha preço por kg diferente. Então a gente
ia pondo na bandeja potes de plástico com as diferentes comidas, para serem
pesadas separadamente. Uma coisa bem incomoda. Mas enfim.... Importante é
evitar de voltar lá...Rsrsrs
No final do dia fomos para Corrientes. Só a travessia do Rio
Paraná já é um espetáculo a parte. Uma ponte gigantesca (1700 metros
comprimento, 35 metros sobre o nível do rio), inaugurada em 1973 e com uma
vista fantástica do rio – que neste ponto já esta enorme, pois acabou de
receber o rio Paraguai. No trecho mais estreito tem 900 metros de largura o
rio.
Corrientes é uma cidade muito agradável, muitas praças e o
melhor de tudo a avenida- parque Costanera – que beira o rio por um longo
trecho. Tem um clima de praia mesmo. Com tanta agua e a temperatura tão
alta....
Em varias cidades argentinas e chilenas procuramos alugar
apartamentos ou casa (enfim – com cozinha) -
a gente se sente melhor fazendo nossas comidinhas quando quer.
Vou aproveitar o gancho e falar sobre os preços na Argentina.
Desde inicio de 2024 com o governo Millei a Argentina esta tentando por a casa
em ordem.... Tarefa bem complicada mas já houveram melhoras. Muitos acidentes e
desvios ainda virão, mas ate aqui o rumo é bom. Com isto a diferença do dólar
paralelo (blue como eles chamam) para o oficial foi baixando (em 2023 o blue
era quase o dobro, agora quando chegamos lá – estava na base de 10%
acima). Fora isto, o real tinha sofrido
uma boa desavalorização no final do ano de 24 e houve uma inflação forte de
preços na Argentina que a diferença de cambio não resolveu. Em resumo – um
espresso simples e básico – 2,5 a 3 dolares.
Um bife de chorizo (sozinho) na faixa de 10 a 16 dolares num
restaurante. Então a gente teve que se adaptar e procurar fazer mais refeições
em casa. Mas o que mais chateia é que
mesmo com este progresso eles ainda insistem em pagamentos cash (efectivo) e
não tem muita nota de valor mais alto. A nota mais comum é a de 1000 pesos
(alaranjada) – que vale um dólar aproximadamente. Então da-lhe carregar maços
de grana no bolso ou numa bolsa etc. E pra piorar – se vai pagar com cartão de
credito – 10% de acréscimo (em alguns lugares 15 a 20%). Enfim – uma pilha de
chatices. Quando era barato, a gente não dava muita bola, mas agora pagando
preço de 1º mundo e tendo processos de 4º mundo. Fica chato.... Pronto – só
isso sobre grana. Sigamos com o melhor, mais importante e que fica na memoria
passados décadas...
O fuso horario é o mesmo, Paraguai, Argentina e Chile (Bolivia 1 hora mais cedo) - então cada vez o sol nasce e se põe mais tarde. Nada especial, apenas a curiosidade de porque, especialmente o Chile, mantem o mesmo fuso que o de Brasilia.
Dali só nos restava atravessar o Chaco – rumo Salta. Um muito
longo trecho reto. 550 km ( a distancia total deste trajeto é 830 km) depois do trevo de Resistencia até chegar ao
fim do Chaco. Praticamente uma reta só. Varias cidades. Cada vez que passo mais
agitado (nem tanto) devido a agricultura que esta avançando por ali. Soja,
sempre a tal da soja...
Salta estava com clima chuvoso mas sempre uma cidade legal. Ficamos
num apartamento que tinha um elevador para carros – ou seja para colocar nosso
carro no subsolo, ao invés de uma rampa, tinha um elevador e a gente comandava
a subida ou descida dele de dentro do carro. Depois que pegava o jeito – bem
tranquilo. Mas interessante o que faz a necessidade de economizar espaço. No
prédio de Corrientes, tinha garagem num nível um pouco superior a entrada e outra
num nível um pouco inferior. Tinha uma rampa basculante que a gente comandava,
para chegar ao nível superior ou inferior.
Passeamos bastante por Salta, fomos ver as múmias de crianças
Incas achadas a mais de 6000 metros de altitude. Andamos pelas praças. Curtimos
uns bons lugares de café. Visitamos as igrejas (San Francisco e Catedral –
belíssimas). Achamos um armazém muito antigo – Casa Moderna na calle España.
Lugar gostoso de ficar imaginando quanto já rolou por ali.
O Museu do cabildo (na praça principal ) é gratis e muito gostoso de passar um tempo por ali. Vale a pena
Cambio de moedas, sempre foi assim em Salta, é feito numa quadra perto da Catedral. Na rua. Pode ir tranquilo. Ficam ali uns 5 ou 10 cambistas, se oferecendo. Todos mesma base.
No dia de ir embora, finalmente apareceu o sol e as
maravilhosas montanhas ao Oeste – inicio da Cordilheira. Eliana ficou extasiada
e eu – como sempre – feliz de poder estar ali de novo e saber que loguinho
íamos estar nos metendo no meio daquelas montanhas. Interessante que a primeira
faixa de montanhas junto a cidade já tem na faixa de 3500 a 4000 metros de
altitude. Partimos rumo Norte e subindo, enfim mudar um pouco o clima. Salta já
não estava tão quente, mas inicio da tarde era difícil caminhar por ali.
Outra coisa - tanto Chile e Argentina, raramente tem posto de gasolina na estrada. Só nas cidades. E nas menores, nem isto. Então cuidado, sempre manter o tanque acima da metade e se prevenir. Abastecer na Argentina tem que ter paciencia. Sao lentos.
Tomamos o vale do Rio Grande que vem lá do Norte – do
Altiplano e vai nos acompanhar por um bom tempo. Passamos direto por Jujuy pois
queríamos sair um pouco de cidades. Da minha parte fico com a impressão que as
cidades em geral (estou sendo super simplificador - eu sei) são muito parecidas e que
experiências, visões, sentimentos de fato interessantes a gente tem quando esta
no meio da Natureza mesmo.
Este Rio Grande nasce lá no altiplano, quase na Bolvia, vem
rumo Sul ate adiante de Jujuy, toma um rumo Nordeste (quase 180º de virada)
para acabar desaguando no famoso Bermejo (que vem da Bolivia também) e este vai
desaguar no Paraguai – uns 700 km a Sudeste em linha reta. Gosto de ver estas
hidrografias.
Enfim – parada em Purmamarca para ver o cerro das 7 colores .
Perto das outras paisagens que vamos ver, acho que este fica prejudicado. Mas
vale a pena de qualquer modo. Legar ver que Purmamarca esta bem melhor
organizada pro turismo. Proibiu veículos nas ruazinhas do centro etc. Voltamos
pra estrada principal (RN 9) e continuamos Norte. A paisagem neste vale é
sempre mutante e sempre maravilhosa. Muita coisa legal. Colocaram um trem
movido a energia solar que interliga algumas cidades. Ta bem ajeitado. Tomara
que de certo e prospere. Acho que é difícil. Mas de repente.... vai que dá certo.
As cidades são todas muito antigas. E as feições indígenas vao virando maioria
rapidamente. A partir de Jujuy é bem visível que o percentual de descendentes
de povos ancestrais aumenta muito rapidamente. Sempre a pracinha bem cuidada
com a igreja etc. Algo que a gente nota é que as escolas sempre com bastante
frequência e bem cuidada. Educação na Argentina é algo que ficou de períodos
passados e é levado num tom um pouco mais serio que outros lugares...
Em Tilcara fomos vistar a fortaleza (pukara) mas era segunda
feira e estava fechada.
Aqui faço mais uma parada para comentar. Como é importante
checar horários, dias de fechamento, se for o caso verificar em mais de um
lugar (pessoal não costuma atualizar todos os locais) e comprar ingressos
adiantados nas atrações mais visitadas. Torna tudo mais fácil. Sei (e lutei com
isto um bom tempo) que força um pouco o espirito solto da viagem. Mas o
desapontamento de não conseguir visitar algo ou perder um tempo muito longo é
muito forte. Nós temos preferido o caminho da prevenção. Sempre nos perguntam
sobre hotéis. A gente não marca – em geral – hotéis muito adiante da data que
estamos. Em geral tenta manter reserva para os próximos 3 a 4 dias no máximo.
Normalmente dá certo.
Em Uquia fomos no restaurante La Senorita (calle Vitipoco)
comer a famosa torta de framboesa que o casal que mora ali e atende o
restaurante faz. Pelo jeito tudo que tem ali é muito bom. A torta é uma delicia
total, mas caríssima. 8 dolares a fatia. Mas não dá para dizer que nos
arrepndemos de ir testar a mesma.
Passamos direto por Humahuaca (vamos voltar em seguida para
dormir aqui) e subimos para o famoso Hornocal ou morro das 14 cores. Subida
forte. 4700 metros de altitude, mas vale tanto a pena. Eliana animada ainda foi
mais adiante num mirante ainda mais próximo da formação. Basicamente placas de
diferentes cores que foram levantadas uns 45 graus e foram se desgastando,
então aparecem as diversas camadas com as cores diferenciadas. Lindo demais. E
a gente fica contemplando ou meditando ou analisando os detalhes e a cada instante
surge uma novidade.
Sobre altitude, alguns comentários. Ate 4.000 metros eu vou
tranquilo, Eliana parece que vai bem além. A questão nunca e a simples passagem
pela grande altitude (vamos dizer ate meia hora nesta altitude de 4 mil ou
mais), parece que o pulmão se vira bem neste tempo. O problema e se fica mais
tempo, se tenta fazer exercício (ate subir escada da um pique de respiração e batimentos) e –
pra mim o pior – dormir. Pessoal recomenda tomar Diamox (4 por dia) – eu tomei
dois por dia e não senti quase nada em lugar algum. Dormimos em La Quiaca que e
3700 metros e foi tranquilo e depois no Passo San Francisco, que são mais de 2
horas acima de 4 mil, também deu um enjoozinho. Levamos o oxigênio, bastou 4 ou
5 respiradas com oxigênio no mínimo e já ficou tudo bom. Foi bobagem levar o
oxigênio. Proxima vez, tem uns spray de oxigênio que devem bastar. Muito
empenho carregar aquele cilindro no carro. Fora o preco. Na questão do preco
talvez o spray saia quase o mesmo, mas o cilindro incomoda demais.... E tem que
ter cuidado para não machucar a válvula no topo dele.
Voltamos para Humahuaca, cidade simpática, bem empoeirada,
bem apertada, mas cheia de historia. Era lugar de passagem de rotas comerciais
já antes dos Europeus. Com estes so aumentou o transito por ali, afinal e onde
as tropas que iam e vinham da Bolivia (o famoso Cerro Rico de Potosi e outras
minas) paravam para se preparar para subir pro Altiplano ou descansar da
descida do Altiplano. Quanta coisa rolou nestas casinhas, ruelas etc.
Dia seguinte bem cedo fomos para o Norte, subindo pro
Altiplano. Quando estávamos quase la no alto, paramos para fazer nosso
delicioso cafezinho na beira da estrada (Chile muito e bem comum na Argentina –
pessoal so uso café solúvel). E começou a demorar, ate a gente sacar que estava
a mais de 3500 metros e portanto bem pouco oxigênio para queimar.... mas acabou
ficando pronto e tomamos
Mais adiante Eliana quis ir ver um rebanho de lhamas de
perto, fez amizade com a dona do rebanho, dona Saturnina. Coisa boa, trocar
ideia com esta turma. Que distancia da nossa vida. E como deve ser frio no inverno... Acabamos chegando a La Quiaca,
sempre quis ir ali, o final da Argentina (rumo Norte), na beirada com Bolivia.
Depois de comprar umas empanadas (a salvação em geral para um lanche rápido, ou
então sanduiche de miga – pao de forma sem a casca com presunto e queijo ou
algo assim) e fomos visitar Javi. Cidade histórica como sede de um grande
proprietário de terras e também ponto de passagem de rotas comerciais. Tem uma
igreja muito legal, museu, agua (nesta região ate que a gente ve bastante rio
com agua).. Voltamos em La Quiaca, deixamos o carro na fronteira e entramos na
Bolivia. La Quiaca já não tem cara de cidade tipicamente argentina, mas quando
a gente atravessa a ponte (sobre um rio seco e com um monte de gente
atravessando pelo rio, sem passar pela aduana) muda tudo.... Fica tudo
boliviano. Compramos umas roupas (baratas e boas, para o preco claro) e tomamos
uma Pacenha (infelizmente em lata), demos mais umas voltas e voltamos para
Argentina... Sobre esta volta vou comentar adiante. Encontramos 3 europeus
(Holanda e Belgica acho) que vinham percorrendo a America do Sul de bicicleta,
Iam dormir numa barraca dali a pouco e seguir sul pra dentro da Argentina. Que
animo e que exemplo legal ver os 3 animados pedalando. Dormimos tranquilos e
dia seguinte acordamos bem cedo, nascer do sol na estrada, rumo a San Pedro de
Atacama. Dia longuíssimo. Mas antes comento que os donos do hotel quando
souberam a hora que queríamos sair (tipo 5 da manha) disseram que o máximo que
podiam fazer era deixar na sala de café da manha tudo meio pronto para a gente
fazer o café, colocar leite, um pãozinho etc... Achamos tao simpático, um
pequeno esforço ou desvio do padrão deles, mas que nos ajudou muito.
Enfim, rumo sul de novo, descemos o altiplano (podíamos ter
ido direto por cima ate o Paso Jama, mas queria subir a cuesta de Lipan, que
vai de Purmamarca ate o altiplano). Em Tilcara chegamos cedo para visitar a
Pukara. Achei uma grande bobagem. Caro, não aceita cartão e são varias
construções recentes que – dizem eles – são iguais as originais. Na verdade o
mais tem ali e e bonito de ver são os cardones, cactos espigados. Mas em
verdade não recomendo a visita. Por outro lado, na volta paramos na cidade e
descobrimos uma cidade super agradável. Acho que tendo tempo eu ficaria uns
dias por ali, so andando, visitando uma coisa ou outra etc... A gente ainda
sonha de fazer uma viagem deste jeito, Quando acha uma cidade legal, ficar mais
tempo, sem roteiro, se destino, sem check list. Creio que seria um grande
ganho.
Descemos o vale do Rio Grande que já mencionei acima, mais um
pouco viramos a direita em Purmamarca, para subir a cuesta del Lipan. A gente
sai de 2200 metros e vai a 4300 e depois da uma descida para 4100 que seria o
altiplano. Para comparação, a subida ate Salinas Grandes.
Paisagens fantásticas, estrada linda. Passeio imperdível esta
cuesta del Lipan. Caminhoes descendo bem devagar – ainda bem..... La no alto as
salinas. Enormes depósitos de sal da época que tudo isto estava debaixo do mar.
E meio inacreditável ver aquele tamanho todo. Basicamente são duas salinas mais
ou menos do mesmo tamanho. A maior tem 44 km por 8 km de largura aproximada e
com profundidade indefinida.. Enfim – algo impressionante. Muita gente por ali
tirando fotos, brincadeiras, se divertindo. Eliana curtiu andar descalça no
sal....
Seguimos adiante até a fronteira – o famoso passo Jama.
Paisagem magnifica, local de encontro das fronteiras de Argentina, Chile e
pouco mais adiante Bolivia. Regiao bem desrertica, mas sempre a gente encontra
algum guanaco ou vicunha pastando não sei bem o que por ali. Aliás, nesta
viagem vimos muitos animais diferentes. Muitos pássaros, lhamas e alpacas,
guanacos e (acho eu) vicunhas. Varias raposinhas. Uma ou duas Viscachas (uma
lebre do deserto) e – com muita probabilidade, alguns condores na região das
sierras de Cordoba. Enfim – bem variado.
Na fronteira tivemos um contratempo pois o querido e prezado
funcionário argentino na entrada da Argentina (voltando da Bolivia) registrou a
entrada da Eliana e não registrou a minha.... Impasse. Eles disseram que se eu
tivesse o papelucho boliviano que dao na entrada e carimbam na saída, eles me
livravam.... Claro que eu tinha jogado fora.... Enfim – US$ 38 de multa. Pior é
não saber o que fazer para prevenir numa próxima vez. Enfim, seguimos em
frente. Na altitude (faixa de 3500 metros e acima) a TR4 que já não é um
prodigiio de torque e arrancada, fica mais lenta ainda. Tem que ir quase que
num passo de caminhão (nem tanto – mas quase....). O bom é que a maioria dos
carros ficam em situação similar. Depois a chegada, com por do sol ao fundo, ao
oásis, vale, salar onde fica San Pedro de Atacama (que já foi boliviana ate
1870 aproximadamente...).
Alugamos um casa muito gostosa, ampla, arejada, bem
instalada. Um pouquinho retirada, mas nada demais. Aparentemente um terreno
onde existem umas 5 ou 6 casas de famílias diferentes. Não sei direito como era
a historia ali.
Mesmo San Pedro sendo tão limitada, tem dois supermercados
onde pudemos comprar algumas coisas básicas (tava quase fechando quando
chegamos, pois o atraso foi grande na Aduana). Mesmo assim tinha o suficiente
para um lanche e café da manha. Bom estar no Chile. Paga com o cartão direto,
sem conversinhas, ressalvas ou o que seja.
Em San Pedro fomos visitar
- O Vale da Lua – bem sinalizado, mapeado, organizado.
Passeio imperdível mesmo.
- Claro que El Tatio (geyser) – a pesar do empenho em sair 4
da matina para pegar as fumacinhas no auge (6 da matina). Pelo que descobri até
hoje, na verdade o geyser emite agua quente o dia todo, mas no final da
madrugada, nascer do dia é quando a diferença de temperatura é maior e então o volume de vapor de agua é
máximo. No caminho pegamos – 9 graus e lá estava na faixa de zero grau. Um dos
geyseres emitia um vapor com muito enxofre, legal de aspirar... Se faz bem, não
creio. Na volta, tomamos um desvio a direita que é uma paisagem muito especial,
com vales, canyons, vista do vulcão São Pedro etc até Calama.
- Calama – como cresceu esta cidade. Crescimento ruim. Bem
bagunçado e trens enormes de minério ainda cortando ela bem pelo meio. Não
conseguimos visitar Chuquicamata. Desde a pandemia fecharam e, naturalmente
(ponto de vista da mineradora) não reabriram. Dizem que muito roubo por aqui. Cuidado.
- Lagunas dentro do salar de Atacama: Tebinquiche e Cejar.
São distantes uma da outra, mas creio que vale a pena visitar as duas.
- Não conseguimos ir na laguna Miscanti, pois quando fomos
comprar ingresso não tinha mais vaga para os dias que íamos estar lá. Estavamos
indo na laguna Baltinache mas acabamos desistindo pois vimos que estava fechada
para nadar. O legal é justamente entrar nela. Super salgada, tudo flutua ali.
Distancia muito grande para ver algo muito parecido com as outras lagunas.
- Passeios rápidos dentro da cidade, o museu e a igrejinha
antiga que foi o núcleo inicial de San Pedro. Sec 17. Fico imaginando como era
chegar ali naquela época... Que esforço e vontade de converter as pessoas ao
catolicismo.
Comentarios gerais. E comum ir num café, restaurante,
lanchonete etc (especialmente no Chile) e não ter Wi Fi. Nos compramos um chip
da Claro e foi muito bom. Voce vai numa loja autorizada da Claro, com
passaporte, Eles te dão (isto mesmo – custo zero) um chip e ai vc vai num
quiosque ou entra no site Mi Claro e compra o pacote que quer. Melhor – quando
entra no Chile vc compra um pacote de roaming a preço super razoável. Melhor
ainda, meu celular foi roubado (e o chip foi junto). Fui numa loja Claro,
mostrei o passaporte, na hora me deram um chip novo com o mesmo numero e
mantendo todos os créditos que eu tinha no anterior. Bom demais. Recomendo
totalmente.
A ideia inicial deste passeio era atravessar 6 passos dos
Andes. Mas 2 estavam fechados (Sico e Pircas Negras) e devido a logística
deixamos de passar no Agua Negra (o mais alto passo na fronteira Chile –
Argentina). Pena.
Ou seja, voltamos pra Argentina pelo passo Jama novamente.
Foi um dia longo, pesado, cansativo. Mas com paisagens maravilhosas. Voltamos
na Argentina pela ruta 52 (que vai para Purmamarca) e a certa altura (perto de
Susques) tomamos a direita rumo San Antonio de los Cobres. Estrada bem
complicada, muita curva, muita subida e descida. Tem que ir com muito
cuidado. Perigosa mesmo. Mas depois vai
ficando plana e bem mantida (tudo terra) e as paisagens são maravilhosas. Ate
que quando chega em San Antonio a gente passa embaixo do famoso viaduto
Polvorilla, ponto culminante da ferrovia que ligava Salta com Antofagasta.
Ainda usada para turismo.
San Antonio feinha como sempre (outra cidade dedicada a
mineração) e fomos subir para a Abra de Acay, o ponto mais alto que fomos nesta
viagem. O passo de Acay, pertinho do pico com este nome, fica a 4972 metros de
altitude. É o passo mais alto nas Americas e perde apenas para os que ficam no
Himalaia (aparentemente o passo mais alto do mundo é o Umling na India a 5883
metros...). Estrada estreita, muita curva, mas só ir tranquilo que chega lá.
Vento fortíssimo lá no alto. Uma raposinha ali por perto (Zorro como eles
chamam), fica de olho em alguém que de comida. Vista deslumbrante especialmente
do altiplano ao Norte. Mas o que mais me chamou a atenção foram as diferentes
cores que a montanha toma, seja pelas rochas em cada trecho, seja pela
vegetação. Mais uma vez, como é usual por aqui, os abobados que fazem adesivo e
depois não sabem onde colocar, tampam as placas que sinalizam o alto da
montanha com as bobagens dos adesivos. Deprimente ver aquilo.
Começamos a descida, que foi mais complicada, curvas mais
fechadas e muitos trechos com desbarrancamento, passagem estreita. Cruzamos com
alguns carros. Até ir chegando no vale do Clachaqui que segue na direção de
Cafayate e adiante. Vale lembrar que desde Susques, passando por San Antonio e
seguindo adiante, estamos de volta na famosa ruta 40.....
Finalmente chegamos na parte mais baixa, e fomos seguindo ate
Cachi. Onde íamos dormir esta noite. Na cidade anterior, uma festa muito
animada, tipo festa junina, com rodeio e quermesse. Acho que celebração de
algum santo, pois havíamos visto festas deste tipo, neste mesmo dia, em outras
duas cidades que passamos.
Cachi fica super encaixada no meio de um vale fechado. Tinha
uma lembrança meio neutra daqui, mas desta vez (talvez pela companhia...)
fiquei (ficamos) com ótima impressão da cidade. Gostosa mesmo de passear por
ali, ruas bem arrumadas, pessoal simpático, praças gostosas. Jantamos muito bem
e ficamos numa casinha construída pelo próprio dono, que mora vizinho. A casa
um pouco precária, mas muito agradável de ficar. Saimos dali para atravessar o parque dos
Cardones (milhares de cactos em todo o tipo de formato), a afamada reta do Tin
Tin (não passa de uma reta no meio do parque –mas a paisagem maravilhosa) e ao
final a gente desce para o vale onde ficam Salta etc pela cuesta del Obispo –
maravilhosa também. Interessante, que aqui a gente mudando do clima seco e arido
da montanha para uma região literalmente de clima tropical, florestas, rios com
muita agua, abafada enfim – uma mudança radical de clima em poucos quilômetros.
Passando dos 3200 metros snm para 1200 metros.
Dali fomos indo rumo sul, tomando o vale do rio das Conchas
em direção a Cafayate. Mais pros lados de Cafayate surgem um monte de atrações,
a viagem vai tendo varias paradas para contemplar as diferentes formações, as
cores das rochas, a formação de “anfiteatros” (na verdade lugares onde a agua
cavou tipo um funil de pedra e a gente entra dentro) etc. Trecho de estrada
magnifico.
Finalmente Cafayate, cada vez maior, mas sempre com um ar
agradável. A cidade se expandiu bastante. Mas a praça principal continua do
mesmo jeito. Interessante lembrar quando estive ali pela primeira vez (2003) e
a praça era poeirente e deserta. Que expansão que teve. Basicamente pelo vinho
Torrontes que faz a fama desta região.
Fomos visitar duas vinícolas (Porveniir e Yacochuia) – ambas
com um sistema legal de venda dos vinhos para prova em quantidades variáveis.
Tivemos bons momentos ali provando os diferentes vinhos. Fomos visitar a El Esteco – já é uma
construção mais arrojada, restaurante, hotel etc.. Mas bem vazia, pois o cambio
deve estar prejudicando e muito a atividade deles. Cafayate é gostosa
simplesmente de passear, andar por ali. Mas sem duvidas o crescimento da cidade
vai mudando um pouco o jeito dela. Pertinho da praça central tem uma pulperia
(termo que poderia ser tipo uma “venda”
do interior – vende pinga, feijão, inseticida etc...). Se chama La
ultima pulperia. Tem mais de 100 anos (assim o dono propaga). O dono é
descendente de italianos, da corrente que finge estar sempre meio mal humorada,
descontente com o universo ou algo assim. Mas divertido. Ele nos deixou de
sobreaviso, pois o Brasil é o único que fala Portugues na America do Sul
(segundo ele...) e os outros países (hispano falantes digamos assim) estão
prestes a nos invadir e dividir entre eles o resultado. Citou nominalmente a
Argentina (claro), Equador (que não tem fronteira conosco), Venezuela, Paraguai
e outros. Foi uma conversa provocante.
Seguindo pro sul paramos nas ruinas de Quilmes (construídas
ali pelo ano 800 DC). Estao bem cuidadas e é um lugar interessante de visitar.
Pouca reconstrução então dá para ver mais ou menos como era antes. Como é numa
encosta, a medida que a gente sobe a paisagem vai se abrindo, tanto para ver a
totalidade das ruinas, os campos em volta e as cadeias de montanhas, pois fica
num vale (assim como Cafayate).
Seguimos adiante, ainda na ruta 40, trechos com muitas
curvas, passando dentro de cidades etc. mais pra frente a estrada entra em
região bem deserta, muitas retas, um marco no km 4040 da ruta 40 (como o ser
humano constrói ideias a partir do nada e a gente para para tirar
foto...rsrsr).
Ate que chega num entrocamento, onde deixamos a ruta 40 no
seu rumo sul e tomamos rumo noroeste rumo ao passo San Francisco. Mas com
parada para dormir em Tinogasta. Cidadezinha pequena, simpática, extremamente
quente naquele dia (a piscina do hotel estava desagradavelmente quente). Mas
gostoso de repousar ali. Dia seguinte fomos adiante, num vale que vai se
estreitando, passamos por Fiambala que é região de aguas termais. Agua termal
tem para todo o canto por aqui. Questão de escolher o gosto de cada um. Eu
particularmente não curto. Eliana gosta.
E começam a surgir picos de pedra mesmo, alguns com um pouco
de gelo no topo, algunas com mais gelo e a gente vai subindo e subindo. Ate
chegar na divisa com o Chile, Longo trecho nas alturas. Laguna Verde, vários
vulcões, onde se destaca o famoso Ojos del Salado (vulcão mais alto do mundo),
muitos trechos desérticos ou vegetação bem rasteira com folhas em forma de
agulha. Vicunhas e Guanacos.
Dos passos que conheço, o São Francisco é de longe o mais
bonito. Esta travessia é uma coisa maravilhosa. Fantastica. Quase que vale toda
a viagem. Um panorama atrás do outro. Todos fantásticos.
Na aduana chilena fomos revistados de fio a pavio. Implicaram
com as folhas de coca (retiveram quase tudo), com uma faca, com os remédios que
levávamos e outras coisas mais. Bem
desagradável. Pessoal chato e sem ter o que fazer. Do tal SAG chileno. A titulo
de proteger o Chile da entrada de insetos e similares, eles exageram na mão e
se tornam opressores num lugar deserto. Bem chato, bem desagradável. Mas passou
e seguimos em frente.
Sem esquecer que neste trecho são mais de 450 km sem posto de
gasolina. Importante se prevenir.
Longa descida ate Copiapo. Região cada vez mais tumultuada
por causa da mineração. Triste de ver como esta cidade vai se desfigurando.
Ouvi falar ate que construíram um shopping center em cima de um rio seco (que
pode conduzir agua num degelo ou chuva mais forte). A cidade sempre foi feinha,
mas agora esta horrenda. Dali fomos visitar Baia Inglesa e Calera, balneário e
cidade de pesca e porto, ambas no Pacifico. Passeio legal. Foi gostoso. Eliana
viu o Pacifico pela primeira vez. Agua gelada, como é usual.
Rumo sul, fomos para La Serena, que forma um conjunto urbano
enorme com Coquimbo ao lado. Estas me lembro bem de quando vim a primeira vez
(1976) e cresceu absurdamente. Totalmente desorganizada, ruas sem saída, ruas
de terra, transito desordenado. Tumulto geral. A cidade de La Serena em si é
simpática. Mas a parte junto ao mar é um horror. Ouvi falar que o pessoal que
vem pra cá, seja da Argentina, seja de Santiago, procura mais o frescor
constante do mar. Alias pegamos bastante neblina causada pela agua fria.
Mais uma pernada rumo Valparaiso. Movimento nas rodovias só
aumenta. Muitos parque eólicos e de painéis solares. Tomamos um desvio a
direita fora da Panamericana (ruta 5) para ir pelo litoral. Passamos pelo
trecho ConCon e Reñaca (totalmente tomadas por condomínios). Antes passamos por
vários balneários menores desde Papudo ate Maintencillo. Logo depois vem o
porto de Ventanas, gigantesco. Ponto de entrada e saída de caminhões, trens,
navios etc... Bem tumultuado.
Interessante lembrar que em 76 acampamos num terreno baldio
dentro de Concon e agora não tem lugar para estacionar... que expansão. Pena
não ter comprado um sitio a beira mar por ali. Ia ser ótimo investimento.
Vina del Mar sempre foi agitada e continua e finalmente
Valparaiso. Ficamos num apartamento com vista pra baia e pro oceano,
maravilhoso. Tudo muito bom.
Um dia fomos a Viña, de metro de superfície (mais um trem de
subúrbio) que sai de Valparaiso, beira o mar e vai adiante para outras cidades.
Muito agradável. Tranquilo.
Lá andamos pela cidade, parque Vergara (tem um auditório para
shows etc muito legal), beira mar, ruas bem arborizadas. Parece um lugar tipo
balneário mesmo.
Outro dia fomos ate Isla Negra, a casa mais famosa de Pablo Neruda. Fica a um pouco mais de 1 hora de Valparaiso. Passeio gostoso e a casa muito interessante, cheia de objetos e coleções do gosto dele, pelo jeito foi sendo construída em partes, com umas conexões meio engraçadas entre as partes. Mas a vista do mar fantástica. A coleção que mais gostei foi a de caracois. Formas que nem imaginava.
Neste mesmo dia fomos fazer uma degustação na
Veramonte (vale de Colchagua). Foi interessante. Rapida passada pela produção,
eles são dedicados a vinhos orgânicos e é instrutivo ver as soluções dadas para
contornar a falta de herbicida e adubo artificial. Provamos 3 vinhos bem
aceitáveis (faixa de 6 dolares cada um...).
Os outros dois dias nos dedicamos a andar por Valparaiso.
Parte baixa (menos – inclusive parece ser perigosa) e a parte alta. Tem áreas
mais bem patrulhadas, legal de andar pelas ruelas, planos inclinados,
escadarias, passagens, grafites aos montes. Casas de todo o tipo. Fomos no
museu Baburizza – tanto a construção como as obras expostas valem a pena, fora
isto as vistas do porto e da baia são legais. Vale lembrar que Valparaiso foi
desde o inicio da conquista europeia da America, um porto importante na costa Oeste da America
do Sul. Alem de ser ponto de parada para os navios que iam ou vinham da
travessia do Pacifico. Muita coisa rolou por ali.
E então fomos para Santiago. Cada vez mais agitada, maior.
Muitas vias pedagiadas. Neste caso dá para comprar num posto COPEC um vale
diário (5 dolares) e circular tranquilo (bem difícil saber se uma pista é
pedagiada ou não, fora isto, tentar escapar destas vias vai transformar teus
passeios em longas esperas em congestionamento....Se não comprar o vale, dali
11 dias aparece a tua placa e a divida por dia utilizado (12 dolares por dia).
Não consegui pagar. Ficou a divida lá.... Não creio que hajam maiores
consequências.
Centro da cidade perigoso, muito agito, ajuntamento de gente.
Pessoas de tipos variados.
Da para circular mas muita atenção. Foi roubado meu celular,
do bolso da minha calça, numa rua lateral da Catedral. Bobeira minha. Tem umas
casas de cambio ali e me distrai por uns momentos olhando a cotação do Real, do
Peso Chileno etc... E nesta, meu bolso já tava vazio. Enfim – cuidado
Fomos no museu Pre Colombiano, que gosto muito pois é bem
organizado, não tem exagero de peças e é agradável de andar por ele. Se tem
interesse, não perca.
Andamos pelo Paris Londres (ruas antigas com um estilo
levemente europeu – mas não sei direito o que é aquilo – mas é legal de andar).
Algumas igrejas, Bella Vista, Providencia e acima. Passamos o Natal em
Santiago. Só nós dois. Foi bem gostoso, paz e tranquilidade.
Legal entrar pelas galerias do centro com lojinhas de todo o tipo.
O Mercado Municipal, depois da Plaza Mayor perto do rio Mapocho, continua cada vez pior. Tudo ruim ali. A se evitar a todo o custo.
Na manha do 25 subimos ate as estaçoes de sky (La Parva etc)
, muito ciclista subindo a montanha. Acho um passeio fantástico em Santiago. Em
1 hora, 50 km a gente vai de 600 a 2700 metros de altitude. Pouco gelo, muita
pedra. Muita curva. O trecho de subida mesmo são 40 curvas em dois trechos
principais.
Caminhadas por Providencia também é bom. Ruas gostosas
Outro dia fomos ate o dique de El Yeso no vale do Maipo.
Praticamente na divisa com Argentian. Belissimo. A subida um pouco complicada.
Curvas estreitas (cuidado e não se esqueça que quem sobe tem a preferencial),
trechos bem inclinados, trechos de terra com muita pedra. Mas praticamente
qualquer carro passa, basta ir com calma.
Na chegada ao lago (é uma represa que fornece agua para
Santiago) tem longos trechos para um carro só e circulam caminhões de minério
(sempre tem isto por toda a parte do Chile). Ai precisa ir com bastante
cuidado. Mas pelo menos eles andam devagar também. Na volta fomos na vinícola
Aylan. Um pouco adiante da Concha y Toro em Pirque (vale del Maipo também).
Muito legal. Varios vinhos, lugar agradável (gostei especialmente do Panacea)', Grupo (quase so brasileiros) bem
animado, uma jantinha frugal (Eliana pensou que era a entrada, rsrsrsrs) mas
bem saborosa. Duro é 10 da noite voltar para casa. Mais de uma hora ate
Providencia, passando pelas vias pedagiadas.....
Como eu já havia visto na vez anterior que estive no Chile, restaurantes peruanos estão dominando a paisagem. Vale a pena dar uma olhada.
Dia 26 de dezembro, com o sol nascendo, fomos cruzar os Andes
pela ultima vez. Este trecho traz muitas recordações para mim, desde a primeira
vez em 1976. Paralelo aos Andes, depois entrando no vale do Aconcagua, depois
os Caracoles e o vale bem mais amplo da descida para a Argentina, com direito a
uma vista espetacular do Aconcagua no caminho.
Dia maravilhoso, fila gigantesca de carros argentinos
esperando para entrar no Chile (inicio da temporada de férias...). Em Uspallata
tomamos o caminho a esquerda ao invés da ruta normal de asfalto a direita, via
Potrerillos.
Vistas dos Andes, ate uma pontinha do Aconcagua da para ver,
subida para o parque Villavicencio, vida silvestre, campos ondulados e depois a
descida rumo a grande e infindável planice Argentina. Do topo da estrada, em 30
km a gente vai de 3.000 metros para 1400 numa serie grande de curvas,
estreitas. Cuidado. Estrada de terra, tem que ficar de olho ao longe em quem
está vindo. Mas o passeio é fantástico.
Finalmente chegamos a Mendoza. Sempre arborizada. Muito
quente nesta época. Mas uma cidade particularmente agradável para o meu gosto.
Paseio pelo centro, trocar dinheiro (sempre os maços de notas de 1.000 pesos –
1 dolar) e ir recordando a cidade.
Ida as vinícolas em geral bem complicada. Caro. Fora isto,
Eliana e eu não somos grandes fãs de visita a Vinicola. Enfim, acabamos indo
apenas na Carmelo Patti e foi algo muito muito legal. O próprio Carmelo nos
levou a visitar e experimentar os vinhos. Uma tarde legal. As 5 praças que
fomam o centro – uma no meio maior (Independencia) e outras 4 orbitando nos 4
cantos de um quadrado virtual já são um bom passeio. A arquitetura nas ruas. As
lojas de vinhos, as ruas para pedestres, a antiga estação de trem (agora tem um
tipo trem urbano, pelo jeito pouco útil
que circula nos antigos trilhos que vinham de Buenos Aires rumo Valparaiso).
Fomos no mercado municipal, nada especial. Enfim, passeamos tranquilso por ali.
Ah sim e o gigantesco parque San Martin – no rumo da Cordilheira, com muito
verde a o monumento a guerra de Independencia lá no topo dele. Passeio
imperdível. O monumento tem cenas da batalha pela Independencia.
As acequias (desde antes dos europeus) seguem paralelas as ruas, com agua do degelo para irrigar as muitas arvores da cidade. Sorte delas e nossa...
Interessante ver que se formam tempestades, mas nunca chove em Mendoza mesmo.
Em seguida rumo Leste, dai definitivamente rumo Brasil. Para
tras vistas dos Andes com os topos nevados e fomos dormir em San Carlos Minas,
um povoadinho na parte noroeste das Sierras de Cordoba. Que região legal. Muito
verde, muita agua, vilarejos simpáticos,
Belo passeio.
Dia seguinte, resolvemos atravessar a Serra pelo meio. Em La
Hiquera (ao norte de San Carlos) tomamos
a direita e fomos em frente. Passamos pela famosa redução da Candelaria – que eu
queria muito conhecer e de onde (dizem) vieram as mulas etc que foram pro Rio
Grande do Sul e posteriormente os tropeiros levaram para vender em Sorocaba
passando pelo Parana e criando as historias sobre tropeirismo em toda esta
região.
E fomos em frente, belíssimas paisagens, rios de agua
cristalina, alguns condores sobrevoando. Realmente um passeio maravilhoso.
Saimos no asfalto em La Falda. Dai tomamos sul novamente e fomos dormir em
Villa Carlos Paz. Cidade agitada, para pessoal de Cordoba vir passear e se
refrescar mas não muito agradável.
Dali tomamos o rumo de Alta Gracia, onde morou o Che e local
de uma redução jesuítica também. Vale comentar que os jesuítas fundaram reduções
na região de Cordoba logo no inicio do seu projeto de conversão dos índios...
Fizemos o trajeto entre Carlos Paz e Alta Gracia por um caminho no topo das
montanhas, paisagem muito bonita, um pouco mais longo mas vale muito a pena. Ruta
14 e depois passando pelo observatório astronômico.
Gostamos de Alta Gracia e dali finalmente chegamos a Cordoba.
Passeios, as construções religiosas no centro, o rio primeiro canalizado
beirando a cidade, parque Sarmiento, a igreja do Sagrado Coração de Jesus
etc. Cidade para passear sem atrativos
muito especiais. Fora a vista do apartamento que alugamos, um pouco fora do
centro, mas totalmente envidraçado, muito bom.
A partir dai, retorno mesmo. Continuam as retas, pouso em
Curuzu Cuatia (simpática mas complicada de hotel), entrada no Brasil em São Borja,
Pouso em Ijui (gosto desta cidade) visita a redução de São Miguel das Missões
que acho especialmente bonita pela localização física dela meio num elevado e
depois o salto do Yacumã – um salto transversal no rio Uruguai que estava
especialmente visível e bonito no dia. Operado pelo pessoal do Macuco (Foz), tá
bem organizado o acesso etc.
Pouso em Chapeco – como cresceu esta cidade. Quase inacreditável.
Interessante ver o estilo parecido das cidades que vivem sob a forte influencia
do agro negocio. Sempre parecidas. Muita grana rolando e pessoal gastando como
pode.
Nos 3 paises (Bolivia não conta - muito rapido) - não vimos praticamente nada de separação de lixo. Tudo junto e jogo que segue. Em compensação, especialmente no Chile, um pouco na Argentina - complicado ter saco plastico no super mercado. Arranje uma caixa lá dentro (pouco provavel) ou leve na mão ou leve sacola.
Caminhoes em geral no maximo com 5 eixos, 6 eixos raramente. Acima de 6 nao vimos nenhum. Protege a estrada ?
Pedagios no Chile não sao baratos. Em geral 2 a 4 dolares, cada 100 km.
Depois de uns 10 dias de viagem demos uma boa alterada no plano
E finalmente em Curitiba. Saudades de casa, apesar de uma viagem
especialmente legal.
DICAS DE LUGARES
1) Assunção
Gran Hotel del Paraguay – que lugar especial. Um
verdadeiro jardim botânico praticamente no centro da cidade.
Bar e restaurante Bolsi – no
centro. Antigo, tradicional, muito bom
Helados dona Angela – perto do
Bolsi. Delicia total.
Cafe Teatro. legal.
Cafe de Acá perto do hotel Factoria. Muuuito legal. Parece que tem outro em algum lugar. Mas este muito bom. Local, atendimento, bebidas e comidinhas. Tudo otimo.
2) Salta
Bendito café – numa praça.
Dona Salta – sempre bom ou ótimo
La tacita café- super simples, mas
empanadas deliciosas. Em frente a igreja de San Francisco.
La Salteneria - simples, aconchegante e otimas salteñas.... outro nome para empanada.
3) Corrientes
Garbis Café no centro.
4) Purmamarca
Rest Algarrobo na calle Lavalle – bem simples mas tudo bem feito ali.
Tilcara
Cafe la Molle. Bem agradavel.
5) Tinogasta
Hotel Adobe
Rest El Rancho Parrila – na Moreno
– mesma rua do hotel.
6) Copiapo
Hotel Vento - super pratico, funciona super bem, não é no centro mas pra quem tá de viagem é uma mão na roda
Rest Mancora Beach – peruano – fica
em cima de um super mercado...
7) La Serena
Rest Mar Adentro – quase em Coquimbo, familiar. Muito bom
8) Valparaiso
Café del Poeta – para almoçar. Super tradicional
Puro Café – Plaza Bolivar –
atendimento bem relapso – mas doces e cafes bem bons.
9) Santiago
Singular Cofee Roasters na Av
Suecia –muito bom
Super Mercado – o Jumbo parece ser
o melhor.
EVITAR AO MAXIIMO – el mundo del
vino – era uma loja muito boa de comprar
vinhos. Não é mais. Tudo ruim ali... Melhor comprar no supermercado.
10) Mendoza
Pizzaria Bigallia na Sarmiento
Rest La Gloria em Lujan – não é
barato, não é perto (fica perto de muitas vinícolas) mas é muito bom
Vinhos – na Sol y Vino na Sarmiento
– excelente dicas. Mas a época não é para comprar vinhos na Argentina.
Empanadas La Continental. - bom demais.
Cafes Jockey (otimo) e Miraflores (bem bom) - no centro.
11) Cordoba
Rest estacion 27 na 27 de abril. Simples e bom.
Empanadas – Vieja Esquina –
Belgrano – eita lugar bom de ir. Tudo bom ali
Abierto Café na Cañada – super bom.
Cafe Nicolasia.
Abaixo mapa com o roteiro simplificado
os Andes ao fundo - varias cores de pedra - não é neve
Chegando em Cafayate - as cores, as formações, o verde nos vales
o anfiteatro e a entrada dele - quanta agua passou ai para corroer deste jeito
região de Cafayate
uma Alpaca (ou Lhama)nas ruinas de Quilmes
Abaixo as ruinas de Quilmes - perto de Cafayate - construida seculo 8 a 9 (era atual) e chegaram a viver (estimativa) 5.000 pessoas
Eliana teve pique de ir mais no alto... a vista só ia ficando mais bonita e abrangente
a ruta 40 entre Cafayate e Tinogasta
Vistas no caminho do Paso San Francisco
varios vulcoes no caminho.
vegetação amarelada
marco antigo na divisa
abaixo o Ojos del Salado - vulcão mais alto do mundo. 6893 metros
Laguna Verde
companheiros ideais para esta e outras viagens... ao fundo o Ojos novamente
O Ojos mais de perto.... nem parece tanto né? eheheh
Bahia Inglesa - no Pacifico - agua gelada
Barcos de pesca em Calera
Museu Baburizza - muito legal - a construção e as obras lá dentro e mais as vistas da cidade...
Vistas de Valparaiso
um chuveiro com ducha no palacio Baburizza
escada colorida na parte alta de Valparaiso
museu Pre Colombiano em Santiago - ainda acho um dos melhores que já visitei sobre o assunto. Poucas peças e representativas, bem organizado. Bom de acompanhar
Os quipus dos Incas - sistema de contabilidade deles - meio misterioso ate hoje
os passeios (ruas de pedestre) no centro de Santiago
entrada com parede de agua no espaço cultural La Moneda - abaixo tambem
Casa Colorada
vale del Maipo - começando a subida
represa El Yeso - nos afluentes do rio Maipo
a arquitetura moderna de Santiago
indo para Fallerones e outras estaçoes de Ski - tambem quase divisa com Argentina
Santiago lá embaixo... na neblina
zig zag ou caracoles
uma vista de perto do Aconcagua - ponto mais alto fora da Asia
no lado argentino - ponte ferroviaria abandonada
indo para Mendoza (via parque Vilavicencio) - vista dos Andes - parece que com tempo propicio dá para ver até o Aconcagua daqui
mais uma rapozinha- parque Vilavicencio -
descida do parque (3 mil para mil metros de altitude ) rumo Mendoza
Cena da fundação de Mendoza
Cafe servido na rua - nao experimentamos - mas parecia ser bem feito
o famos e antigo predio das Comunicaçoes em Mendoza ...
o pampa argentino
nas sierras de Cordoba
nas sierras - palmeiras diferentes... região umida com certeza
rios na parte alta da sierra
a famosa estancia jesuitica de Candelaria - isoladissima no meio das sierras - dizem que dali vieram as mulas que foram parar no RS e depois foram levadas pelos tropeiros para Sorocaba - passando pelo PR (Lapa, Palmeira, Castro etc...)
dupla de vigilantes
rio canalizado em Cordoba e ponte imitando a famosa ponte do Calatrava no puerto Madero...
homenagem a uma professora em Cordoba
que impressão me causou esta estatua em madeira
patio dos Jesuitas em Cordoba
A Cañada de Cordoba - agua parecia bem limpa
Nem vou comentar... Bom viajar (demais até...) - mas quando a gente ve as marcas do nosso pais - é bom demais tambem
Sao Miguel das Missoes
Museu projetado pelo Lucio Costa
Balsa ligando RS com SC - Itapiranga - rio Uruguai
Pois -é agora saltou pro inicio da viagem - Lago Ypcarai perto de Assunção
a magnifica ponte sobre o rio Paraguai em Assunção - mais pra cima tem a ponte antiga - da ruta Transchaco
a cobertura com bambu ou taquara - Assunção
Palacio do governo em Assunção
Museu do Barro em Assunção
arquitetura mais ousada em Assunção
a ponte mais fantastica - cruzando o rio Parana em Corrientes - rumo ao Chaco Argentino
plaza maior em Salta
catedral Salta e Convento San Bernardo (só abre pelas 7 da manhã)
As esquinas de origem espanhola - ou assim ou balcão no andar de cima ou a quina cortada em 45 graus
o morro das 7 cores em Purmamarca
paleta del pintor se chama - pela variaçao de cores
Hornocal ou morro das 14 cores...
outra montanha com varias cores
igreja de San Francisco em Yavi
Tear antigo em Yavi
entrando na Bolivia - mudam os trajes
e mais multi colores
garganta na quebrada de Humahuaca
reconstrução na Pukara - muito fake - não convence. Bobagem...
a cuesta de Lipan ao longe e abaixo - ja tendo subido um pouco
Salinas Grandes
Pedras no altiplano
do paso Jama para San Pedro Atacama - as paisagens sempre maravilhosas
la embaixo San Pedro, salar, oasis, vale - lugar especial
Vale da Lua em San Pedro
nos geisers de El Tatio - frio... mas maravilhoso
acumulo de deposição na saida do geiser
mais uma raposinha
as lagunas de agua no meio do salar
flamingos e seu jeito peculiar de achar comida no fundo da laguna
o vulcão Licacanbur...
o famoso viaduto da Polvorilla - trem das nuvens - etc..
a montanha Acay e a direita o seu passo
Lá no alto
vinicola Alyan no vale del Maipo
brindando o por do sol...
o Mapocho em Santiago - as montanhas ao fundo...
arte de rua
descida para Mendoza - vindo de Uspallata pelo caminho mais complicado
Lujan de Cuyo e na vinicola Carmelo Patti - com ele mesmo (ao vivo e mais jovem ao fundo)
nas sierras de Cordoba
aproveitando a agua fresca nas sierras
cafe na estancia Candelaria
fim de tarde em Cordoba - as sierras ao fundo
ruas de Cordoba
fim de tarde - vista do nosso apto em Cordoba
Sao Miguel das Missoes