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sábado, 25 de janeiro de 2025

NORTE CHILE, NOROESTE ARGENTINA e um pouco no Paraguay e algumas horas na Bolvia - 94_2024 (raspando em 2025)


Muitas saudades dos Andes e tudo que tem por ali. Vontade de mostrar estas maravilhas para Eliana. Vontade de por o pé (ou o pneu) na estrada. Um plano antigo de passar Natal e Ano Novo longe de Curitiba, para ver como é a sensação. Enfim – motivos é que não faltam pra gente encarar uma destas.

No dia 22 novembro (2024) saímos cedinho rumo oeste e ai (mais ou menos) seguimos o mapa que está ai embaixo.  45 dias depois (6 janeiro) e 10.700 km rodados voltamos para casa. São e salvos. Felizes, com a alma e o corpo cheios de experiências novas, pessoas muito legais e interessantes, lugares maravilhosos.

Houve perrengues, sem duvidas. Mas já nem consigo lembrar direito o que foi.


Quanto aos preços na Argentina - sim estão altos, mas dá para navegar. Acho que tá pior que nos anos 2000 quando tinha a paridade 1 peso para 1 dolar. Combustivel e hotel até que é razoavel. Supermercado tambem (uns 30% mais alto que aqui), mas restaurante pesa. Tem que escolher bem. Um bife de chorizo sem nada - 10 a 15 dolares (restaurante bom mas basico). Espresso - 3 dolares. Empanada é algo acessivel - sempre menos que 1 dolar. Refrigerante ou agua mineral num kiosque - 2 dolares. Cerveja no restaurante 4 dolares pelo menos. E assim vai

Reduzimos um pouco o tempo de viagem ("apenas"  45 dias) e fizemos varias refeições no hotel (alugando lugares com cozinha). 

Não ir a Corona del Inca nem parques de Talampaya e Ischigualasto doeu um pouco, mas dá para voltar , sempre....

O chato mesmo é andar com um monte de dinheiro no bolso (a nota mais comum é de 1000 pesos - 1 dolar aprox. ). No cartao a grande maioria cobra 10% e vimos ate casos de 15 e 20% de sobrepreço... 

E vamos aos detalhes.

 

 Primeiro dia dormimos em Ciudad del Este. Iamos dormir em Foz, mas de repente lembramos que de manhã íamos perder um bom tempo para atravessar a ponte, então já fizemos a travessia de tarde e dia seguinte saímos sem maiores transtornos.

Estrada até Assunção pista dupla, muito movimentada, bem cuidada. Tranquilissimo. Acho que vai longe o tempo que a gente era parado e tinha que morrer com uma grana para apaziguar os policiais corruptos que ficavam por ali.


ATENÇÃO - os pedagios neste trecho só aceitam em cash e somente guarani. Ficar precavido. Conseguimos passar o cartão num posto e o cara nos deu em guarani, sem cobrar nada, nem exigir vender algo. 

Fomos dormir junto ao lago de Ypacarai. Queriamos conhecer o lugar, pois afinal a gente adora ficar ouvindo a famosa guarania com o mesmo nome. Foi um desapontamento. A cidade de San Bernardino, polo principal em volta do lago é uma cidade até com opções, cuidada. Mas a beira do lago é bem deprimente e o lago em sim – um horror. Agua super quente, escura tipo suja, Desagradavel mesmo. Mas o por do sol ali foi legal.  A cidade tem um jeitão de balneario decadente. Gostoso. 

Um pouco antes, logo apos Caacupe (cidade de eventos religiosos com muita gente), tem uma serrinha que desce rumo ao baixio do rio Paraguai. Chamam cordilheira... meio exagerado. Mas a vista é legal. O desnivel é na faixa de 200 metros. 

Dia seguinte fomos para Assunção. Cresceu muito desde que estive aqui pela ultima vez, em 2010. A impressão é que tem muita coisa acontecendo. Muita agitação, bairros novos (sempre na direção da famosa Av Espanha, Mora etc), prédios altos, enfim – cara de cidade de alto padrão. Acho que o Paraguai está numa fase de  crescimento econômico muito bom.

Pegamos um calor muito forte, então após o almoço tinha que se proteger no hotel, ar- condicionado etc.

O transito em Assunção é um pouco tumultuado, mas o pessoal sempre de boa, dá a vez, não buzina, segue na paz. O que torna tudo bem mais tranquilo. 

Comemos o tal de M`beiju. A base de tapioca com farinha de milho (30% desta) - mais leite, queijo ralado. Muito bom. 

Tem uma tal Costanera que beira o rio Paraguai. Bonitas paisagens, do rio e da cidade. Mas sem sombra, sem atrativo algum. Meio que boa ideia com realização ruim. 

Dali atravessamos a nova ponte (muito bonita) sobre o rio Paraguai – a antiga fica um pouco mais pra cima ou a montante do rio. Esta ponte é uma conexão do lado leste do Paraguai, bem mais desenvolvido, que vem desde a fronteira com Brasil até a borda do rio. Onde tem mais agricultura, população, PIB etc. depois da ponte vai começando o famoso Chaco  - que sobe e avança na Bolviia só terminando na floresta Amazonica. Tudo parte da gigantesca planície que é o centro ou miolo da America do Sul. Enormes porções da Argentina, Paraguai e Bolivia contem esta planície, que de certa forma se junta ao Pantanal e depois a Amazonia.

Comentando sobre propinas (em espanhol e em portugues). O costume difundido tanto na Argentina como no Paraguai dos guardas ficarem mordendo na estrada. Não vimos nada nada nada. Raramente nos param, apenas para ver documentos e sem maiores conversas desagradaveis. Esta a propina em portugues, ja a gorjeta (propina em espanhol) , em geral não incluem na conta. Lugares mais frequentados por turista, o pessoal faz uma pressão mais ou menos forte pelos 10%.  Mas bem tranquilo. No Chile, eles sempre perguntam se a gente aceita dar uma gorjeta e se topa (no caso de cartão) a gente mesmo tem que colocar o percentual na maquina. Achei super civilizado. 

Enfim, tomamos o rumo da Argentina, a fronteira bem pertinho, bem bagunçada, mas sem maiores sobressaltos e fomos para Resistencia. Nunca tinha entrada na cidade e a mesma agradou a nós dois. Ruas largas e super arborizadas, praças bem cuidadas, muitas esculturas na rua. Bem legal. Mas o calor forte e úmido sempre onipresente. Na entrada da cidade comemos numa churrascaria chamada Satafesino. Tudo meio ruim, preços muito altos pela qualidade mas o mais engraçado é que era um buffet e uma chapa com carnes assadas. Cada coisa que vc pegava tinha preço por kg diferente. Então a gente ia pondo na bandeja potes de plástico com as diferentes comidas, para serem pesadas separadamente. Uma coisa bem incomoda. Mas enfim.... Importante é evitar de voltar lá...Rsrsrs

No final do dia fomos para Corrientes. Só a travessia do Rio Paraná já é um espetáculo a parte. Uma ponte gigantesca (1700 metros comprimento, 35 metros sobre o nível do rio), inaugurada em 1973 e com uma vista fantástica do rio – que neste ponto já esta enorme, pois acabou de receber o rio Paraguai. No trecho mais estreito tem 900 metros de largura o rio.

Corrientes é uma cidade muito agradável, muitas praças e o melhor de tudo a avenida- parque Costanera – que beira o rio por um longo trecho. Tem um clima de praia mesmo. Com tanta agua e a temperatura tão alta....

Em varias cidades argentinas e chilenas procuramos alugar apartamentos ou casa (enfim – com cozinha) -  a gente se sente melhor fazendo nossas comidinhas quando quer.

Vou aproveitar o gancho e falar sobre os preços na Argentina. Desde inicio de 2024 com o governo Millei a Argentina esta tentando por a casa em ordem.... Tarefa bem complicada mas já houveram melhoras. Muitos acidentes e desvios ainda virão, mas ate aqui o rumo é bom. Com isto a diferença do dólar paralelo (blue como eles chamam) para o oficial foi baixando (em 2023 o blue era quase o dobro, agora quando chegamos lá – estava na base de 10% acima).  Fora isto, o real tinha sofrido uma boa desavalorização no final do ano de 24 e houve uma inflação forte de preços na Argentina que a diferença de cambio não resolveu. Em resumo – um espresso simples e básico – 2,5 a 3 dolares.  Um bife de chorizo (sozinho) na faixa de 10 a 16 dolares num restaurante. Então a gente teve que se adaptar e procurar fazer mais refeições em casa.  Mas o que mais chateia é que mesmo com este progresso eles ainda insistem em pagamentos cash (efectivo) e não tem muita nota de valor mais alto. A nota mais comum é a de 1000 pesos (alaranjada) – que vale um dólar aproximadamente. Então da-lhe carregar maços de grana no bolso ou numa bolsa etc. E pra piorar – se vai pagar com cartão de credito – 10% de acréscimo (em alguns lugares 15 a 20%). Enfim – uma pilha de chatices. Quando era barato, a gente não dava muita bola, mas agora pagando preço de 1º mundo e tendo processos de 4º mundo. Fica chato.... Pronto – só isso sobre grana. Sigamos com o melhor, mais importante e que fica na memoria passados décadas...

O fuso horario é o mesmo, Paraguai, Argentina e Chile (Bolivia 1 hora mais cedo) - então cada vez o sol nasce e se põe mais tarde. Nada especial, apenas a curiosidade de porque, especialmente o Chile, mantem o mesmo fuso que o de Brasilia. 

Dali só nos restava atravessar o Chaco – rumo Salta. Um muito longo trecho reto. 550 km ( a distancia total deste trajeto é 830 km)  depois do trevo de Resistencia até chegar ao fim do Chaco. Praticamente uma reta só. Varias cidades. Cada vez que passo mais agitado (nem tanto) devido a agricultura que esta avançando por ali. Soja, sempre a tal da soja... 

Salta estava com clima chuvoso mas sempre uma cidade legal. Ficamos num apartamento que tinha um elevador para carros – ou seja para colocar nosso carro no subsolo, ao invés de uma rampa, tinha um elevador e a gente comandava a subida ou descida dele de dentro do carro. Depois que pegava o jeito – bem tranquilo. Mas interessante o que faz a necessidade de economizar espaço. No prédio de Corrientes, tinha garagem num nível um pouco superior a entrada e outra num nível um pouco inferior. Tinha uma rampa basculante que a gente comandava, para chegar ao nível superior ou inferior.

Passeamos bastante por Salta, fomos ver as múmias de crianças Incas achadas a mais de 6000 metros de altitude. Andamos pelas praças. Curtimos uns bons lugares de café. Visitamos as igrejas (San Francisco e Catedral – belíssimas). Achamos um armazém muito antigo – Casa Moderna na calle España. Lugar gostoso de ficar imaginando quanto já rolou por ali.

O Museu do cabildo (na praça principal ) é gratis e muito gostoso de passar um tempo por ali. Vale a pena

Cambio de moedas, sempre foi assim em Salta, é feito numa quadra perto da Catedral. Na rua. Pode ir tranquilo. Ficam ali uns 5 ou 10 cambistas, se oferecendo. Todos mesma base. 

No dia de ir embora, finalmente apareceu o sol e as maravilhosas montanhas ao Oeste – inicio da Cordilheira. Eliana ficou extasiada e eu – como sempre – feliz de poder estar ali de novo e saber que loguinho íamos estar nos metendo no meio daquelas montanhas. Interessante que a primeira faixa de montanhas junto a cidade já tem na faixa de 3500 a 4000 metros de altitude. Partimos rumo Norte e subindo, enfim mudar um pouco o clima. Salta já não estava tão quente, mas inicio da tarde era difícil caminhar por ali.

Outra coisa - tanto Chile e Argentina, raramente tem posto de gasolina na estrada. Só nas cidades. E nas menores, nem isto. Então cuidado, sempre manter o tanque acima da metade e se prevenir. Abastecer na Argentina tem que ter paciencia. Sao lentos. 

 

Tomamos o vale do Rio Grande que vem lá do Norte – do Altiplano e vai nos acompanhar por um bom tempo. Passamos direto por Jujuy pois queríamos sair um pouco de cidades. Da minha parte fico com a impressão que as cidades em geral (estou sendo super simplificador  - eu sei) são muito parecidas e que experiências, visões, sentimentos de fato interessantes a gente tem quando esta no meio da Natureza mesmo.

Este Rio Grande nasce lá no altiplano, quase na Bolvia, vem rumo Sul ate adiante de Jujuy, toma um rumo Nordeste (quase 180º de virada) para acabar desaguando no famoso Bermejo (que vem da Bolivia também) e este vai desaguar no Paraguai – uns 700 km a Sudeste em linha reta. Gosto de ver estas hidrografias.

Enfim – parada em Purmamarca para ver o cerro das 7 colores . Perto das outras paisagens que vamos ver, acho que este fica prejudicado. Mas vale a pena de qualquer modo. Legar ver que Purmamarca esta bem melhor organizada pro turismo. Proibiu veículos nas ruazinhas do centro etc. Voltamos pra estrada principal (RN 9) e continuamos Norte. A paisagem neste vale é sempre mutante e sempre maravilhosa. Muita coisa legal. Colocaram um trem movido a energia solar que interliga algumas cidades. Ta bem ajeitado. Tomara que de certo e prospere. Acho que é difícil. Mas de repente.... vai que dá certo. As cidades são todas muito antigas. E as feições indígenas vao virando maioria rapidamente. A partir de Jujuy é bem visível que o percentual de descendentes de povos ancestrais aumenta muito rapidamente. Sempre a pracinha bem cuidada com a igreja etc. Algo que a gente nota é que as escolas sempre com bastante frequência e bem cuidada. Educação na Argentina é algo que ficou de períodos passados e é levado num tom um pouco mais serio que outros lugares...

Em Tilcara fomos vistar a fortaleza (pukara) mas era segunda feira e estava fechada.

Aqui faço mais uma parada para comentar. Como é importante checar horários, dias de fechamento, se for o caso verificar em mais de um lugar (pessoal não costuma atualizar todos os locais) e comprar ingressos adiantados nas atrações mais visitadas. Torna tudo mais fácil. Sei (e lutei com isto um bom tempo) que força um pouco o espirito solto da viagem. Mas o desapontamento de não conseguir visitar algo ou perder um tempo muito longo é muito forte. Nós temos preferido o caminho da prevenção. Sempre nos perguntam sobre hotéis. A gente não marca – em geral – hotéis muito adiante da data que estamos. Em geral tenta manter reserva para os próximos 3 a 4 dias no máximo. Normalmente dá certo.

Em Uquia fomos no restaurante La Senorita (calle Vitipoco) comer a famosa torta de framboesa que o casal que mora ali e atende o restaurante faz. Pelo jeito tudo que tem ali é muito bom. A torta é uma delicia total, mas caríssima. 8 dolares a fatia. Mas não dá para dizer que nos arrepndemos de ir testar a mesma.

Passamos direto por Humahuaca (vamos voltar em seguida para dormir aqui) e subimos para o famoso Hornocal ou morro das 14 cores. Subida forte. 4700 metros de altitude, mas vale tanto a pena. Eliana animada ainda foi mais adiante num mirante ainda mais próximo da formação. Basicamente placas de diferentes cores que foram levantadas uns 45 graus e foram se desgastando, então aparecem as diversas camadas com as cores diferenciadas. Lindo demais. E a gente fica contemplando ou meditando ou analisando os detalhes e a cada instante surge uma novidade.

Sobre altitude, alguns comentários. Ate 4.000 metros eu vou tranquilo, Eliana parece que vai bem além. A questão nunca e a simples passagem pela grande altitude (vamos dizer ate meia hora nesta altitude de 4 mil ou mais), parece que o pulmão se vira bem neste tempo. O problema e se fica mais tempo, se tenta fazer exercício (ate subir escada  da um pique de respiração e batimentos) e – pra mim o pior – dormir. Pessoal recomenda tomar Diamox (4 por dia) – eu tomei dois por dia e não senti quase nada em lugar algum. Dormimos em La Quiaca que e 3700 metros e foi tranquilo e depois no Passo San Francisco, que são mais de 2 horas acima de 4 mil, também deu um enjoozinho. Levamos o oxigênio, bastou 4 ou 5 respiradas com oxigênio no mínimo e já ficou tudo bom. Foi bobagem levar o oxigênio. Proxima vez, tem uns spray de oxigênio que devem bastar. Muito empenho carregar aquele cilindro no carro. Fora o preco. Na questão do preco talvez o spray saia quase o mesmo, mas o cilindro incomoda demais.... E tem que ter cuidado para não machucar a válvula no topo dele.

Voltamos para Humahuaca, cidade simpática, bem empoeirada, bem apertada, mas cheia de historia. Era lugar de passagem de rotas comerciais já antes dos Europeus. Com estes so aumentou o transito por ali, afinal e onde as tropas que iam e vinham da Bolivia (o famoso Cerro Rico de Potosi e outras minas) paravam para se preparar para subir pro Altiplano ou descansar da descida do Altiplano. Quanta coisa rolou nestas casinhas, ruelas etc.

Dia seguinte bem cedo fomos para o Norte, subindo pro Altiplano. Quando estávamos quase la no alto, paramos para fazer nosso delicioso cafezinho na beira da estrada (Chile muito e bem comum na Argentina – pessoal so uso café solúvel). E começou a demorar, ate a gente sacar que estava a mais de 3500 metros e portanto bem pouco oxigênio para queimar.... mas acabou ficando pronto e tomamos

Mais adiante Eliana quis ir ver um rebanho de lhamas de perto, fez amizade com a dona do rebanho, dona Saturnina. Coisa boa, trocar ideia com esta turma. Que distancia da nossa vida. E como deve ser frio  no inverno... Acabamos chegando a La Quiaca, sempre quis ir ali, o final da Argentina (rumo Norte), na beirada com Bolivia. Depois de comprar umas empanadas (a salvação em geral para um lanche rápido, ou então sanduiche de miga – pao de forma sem a casca com presunto e queijo ou algo assim) e fomos visitar Javi. Cidade histórica como sede de um grande proprietário de terras e também ponto de passagem de rotas comerciais. Tem uma igreja muito legal, museu, agua (nesta região ate que a gente ve bastante rio com agua).. Voltamos em La Quiaca, deixamos o carro na fronteira e entramos na Bolivia. La Quiaca já não tem cara de cidade tipicamente argentina, mas quando a gente atravessa a ponte (sobre um rio seco e com um monte de gente atravessando pelo rio, sem passar pela aduana) muda tudo.... Fica tudo boliviano. Compramos umas roupas (baratas e boas, para o preco claro) e tomamos uma Pacenha (infelizmente em lata), demos mais umas voltas e voltamos para Argentina... Sobre esta volta vou comentar adiante. Encontramos 3 europeus (Holanda e Belgica acho) que vinham percorrendo a America do Sul de bicicleta, Iam dormir numa barraca dali a pouco e seguir sul pra dentro da Argentina. Que animo e que exemplo legal ver os 3 animados pedalando. Dormimos tranquilos e dia seguinte acordamos bem cedo, nascer do sol na estrada, rumo a San Pedro de Atacama. Dia longuíssimo. Mas antes comento que os donos do hotel quando souberam a hora que queríamos sair (tipo 5 da manha) disseram que o máximo que podiam fazer era deixar na sala de café da manha tudo meio pronto para a gente fazer o café, colocar leite, um pãozinho etc... Achamos tao simpático, um pequeno esforço ou desvio do padrão deles, mas que nos ajudou muito.

Enfim, rumo sul de novo, descemos o altiplano (podíamos ter ido direto por cima ate o Paso Jama, mas queria subir a cuesta de Lipan, que vai de Purmamarca ate o altiplano). Em Tilcara chegamos cedo para visitar a Pukara. Achei uma grande bobagem. Caro, não aceita cartão e são varias construções recentes que – dizem eles – são iguais as originais. Na verdade o mais tem ali e e bonito de ver são os cardones, cactos espigados. Mas em verdade não recomendo a visita. Por outro lado, na volta paramos na cidade e descobrimos uma cidade super agradável. Acho que tendo tempo eu ficaria uns dias por ali, so andando, visitando uma coisa ou outra etc... A gente ainda sonha de fazer uma viagem deste jeito, Quando acha uma cidade legal, ficar mais tempo, sem roteiro, se destino, sem check list. Creio que seria um grande ganho.

Descemos o vale do Rio Grande que já mencionei acima, mais um pouco viramos a direita em Purmamarca, para subir a cuesta del Lipan. A gente sai de 2200 metros e vai a 4300 e depois da uma descida para 4100 que seria o altiplano. Para comparação, a subida ate Salinas Grandes.

Paisagens fantásticas, estrada linda. Passeio imperdível esta cuesta del Lipan. Caminhoes descendo bem devagar – ainda bem..... La no alto as salinas. Enormes depósitos de sal da época que tudo isto estava debaixo do mar. E meio inacreditável ver aquele tamanho todo. Basicamente são duas salinas mais ou menos do mesmo tamanho. A maior tem 44 km por 8 km de largura aproximada e com profundidade indefinida.. Enfim – algo impressionante. Muita gente por ali tirando fotos, brincadeiras, se divertindo. Eliana curtiu andar descalça no sal....

Seguimos adiante até a fronteira – o famoso passo Jama. Paisagem magnifica, local de encontro das fronteiras de Argentina, Chile e pouco mais adiante Bolivia. Regiao bem desrertica, mas sempre a gente encontra algum guanaco ou vicunha pastando não sei bem o que por ali. Aliás, nesta viagem vimos muitos animais diferentes. Muitos pássaros, lhamas e alpacas, guanacos e (acho eu) vicunhas. Varias raposinhas. Uma ou duas Viscachas (uma lebre do deserto) e – com muita probabilidade, alguns condores na região das sierras de Cordoba. Enfim – bem variado.

Na fronteira tivemos um contratempo pois o querido e prezado funcionário argentino na entrada da Argentina (voltando da Bolivia) registrou a entrada da Eliana e não registrou a minha.... Impasse. Eles disseram que se eu tivesse o papelucho boliviano que dao na entrada e carimbam na saída, eles me livravam.... Claro que eu tinha jogado fora.... Enfim – US$ 38 de multa. Pior é não saber o que fazer para prevenir numa próxima vez. Enfim, seguimos em frente. Na altitude (faixa de 3500 metros e acima) a TR4 que já não é um prodigiio de torque e arrancada, fica mais lenta ainda. Tem que ir quase que num passo de caminhão (nem tanto – mas quase....). O bom é que a maioria dos carros ficam em situação similar. Depois a chegada, com por do sol ao fundo, ao oásis, vale, salar onde fica San Pedro de Atacama (que já foi boliviana ate 1870 aproximadamente...).

Alugamos um casa muito gostosa, ampla, arejada, bem instalada. Um pouquinho retirada, mas nada demais. Aparentemente um terreno onde existem umas 5 ou 6 casas de famílias diferentes. Não sei direito como era a historia ali.

Mesmo San Pedro sendo tão limitada, tem dois supermercados onde pudemos comprar algumas coisas básicas (tava quase fechando quando chegamos, pois o atraso foi grande na Aduana). Mesmo assim tinha o suficiente para um lanche e café da manha. Bom estar no Chile. Paga com o cartão direto, sem conversinhas, ressalvas ou o que seja. 


Em San Pedro fomos visitar

- O Vale da Lua – bem sinalizado, mapeado, organizado. Passeio imperdível mesmo.

- Claro que El Tatio (geyser) – a pesar do empenho em sair 4 da matina para pegar as fumacinhas no auge (6 da matina). Pelo que descobri até hoje, na verdade o geyser emite agua quente o dia todo, mas no final da madrugada, nascer do dia é quando a diferença de temperatura é  maior e então o volume de vapor de agua é máximo. No caminho pegamos – 9 graus e lá estava na faixa de zero grau. Um dos geyseres emitia um vapor com muito enxofre, legal de aspirar... Se faz bem, não creio. Na volta, tomamos um desvio a direita que é uma paisagem muito especial, com vales, canyons, vista do vulcão São Pedro etc até Calama.

- Calama – como cresceu esta cidade. Crescimento ruim. Bem bagunçado e trens enormes de minério ainda cortando ela bem pelo meio. Não conseguimos visitar Chuquicamata. Desde a pandemia fecharam e, naturalmente (ponto de vista da mineradora) não reabriram. Dizem que muito roubo por aqui. Cuidado. 

- Lagunas dentro do salar de Atacama: Tebinquiche e Cejar. São distantes uma da outra, mas creio que vale a pena visitar as duas.

- Não conseguimos ir na laguna Miscanti, pois quando fomos comprar ingresso não tinha mais vaga para os dias que íamos estar lá. Estavamos indo na laguna Baltinache mas acabamos desistindo pois vimos que estava fechada para nadar. O legal é justamente entrar nela. Super salgada, tudo flutua ali. Distancia muito grande para ver algo muito parecido com as outras lagunas.

- Passeios rápidos dentro da cidade, o museu e a igrejinha antiga que foi o núcleo inicial de San Pedro. Sec 17. Fico imaginando como era chegar ali naquela época... Que esforço e vontade de converter as pessoas ao catolicismo.

 

Comentarios gerais. E comum ir num café, restaurante, lanchonete etc (especialmente no Chile) e não ter Wi Fi. Nos compramos um chip da Claro e foi muito bom. Voce vai numa loja autorizada da Claro, com passaporte, Eles te dão (isto mesmo – custo zero) um chip e ai vc vai num quiosque ou entra no site Mi Claro e compra o pacote que quer. Melhor – quando entra no Chile vc compra um pacote de roaming a preço super razoável. Melhor ainda, meu celular foi roubado (e o chip foi junto). Fui numa loja Claro, mostrei o passaporte, na hora me deram um chip novo com o mesmo numero e mantendo todos os créditos que eu tinha no anterior. Bom demais. Recomendo totalmente.

A ideia inicial deste passeio era atravessar 6 passos dos Andes. Mas 2 estavam fechados (Sico e Pircas Negras) e devido a logística deixamos de passar no Agua Negra (o mais alto passo na fronteira Chile – Argentina). Pena.

Ou seja, voltamos pra Argentina pelo passo Jama novamente. Foi um dia longo, pesado, cansativo. Mas com paisagens maravilhosas. Voltamos na Argentina pela ruta 52 (que vai para Purmamarca) e a certa altura (perto de Susques) tomamos a direita rumo San Antonio de los Cobres. Estrada bem complicada, muita curva, muita subida e descida. Tem que ir com muito cuidado.  Perigosa mesmo. Mas depois vai ficando plana e bem mantida (tudo terra) e as paisagens são maravilhosas. Ate que quando chega em San Antonio a gente passa embaixo do famoso viaduto Polvorilla, ponto culminante da ferrovia que ligava Salta com Antofagasta. Ainda usada para turismo.

San Antonio feinha como sempre (outra cidade dedicada a mineração) e fomos subir para a Abra de Acay, o ponto mais alto que fomos nesta viagem. O passo de Acay, pertinho do pico com este nome, fica a 4972 metros de altitude. É o passo mais alto nas Americas e perde apenas para os que ficam no Himalaia (aparentemente o passo mais alto do mundo é o Umling na India a 5883 metros...). Estrada estreita, muita curva, mas só ir tranquilo que chega lá. Vento fortíssimo lá no alto. Uma raposinha ali por perto (Zorro como eles chamam), fica de olho em alguém que de comida. Vista deslumbrante especialmente do altiplano ao Norte. Mas o que mais me chamou a atenção foram as diferentes cores que a montanha toma, seja pelas rochas em cada trecho, seja pela vegetação. Mais uma vez, como é usual por aqui, os abobados que fazem adesivo e depois não sabem onde colocar, tampam as placas que sinalizam o alto da montanha com as bobagens dos adesivos. Deprimente ver aquilo.

Começamos a descida, que foi mais complicada, curvas mais fechadas e muitos trechos com desbarrancamento, passagem estreita. Cruzamos com alguns carros. Até ir chegando no vale do Clachaqui que segue na direção de Cafayate e adiante. Vale lembrar que desde Susques, passando por San Antonio e seguindo adiante, estamos de volta na famosa ruta 40.....

Finalmente chegamos na parte mais baixa, e fomos seguindo ate Cachi. Onde íamos dormir esta noite. Na cidade anterior, uma festa muito animada, tipo festa junina, com rodeio e quermesse. Acho que celebração de algum santo, pois havíamos visto festas deste tipo, neste mesmo dia, em outras duas cidades que passamos.

Cachi fica super encaixada no meio de um vale fechado. Tinha uma lembrança meio neutra daqui, mas desta vez (talvez pela companhia...) fiquei (ficamos) com ótima impressão da cidade. Gostosa mesmo de passear por ali, ruas bem arrumadas, pessoal simpático, praças gostosas. Jantamos muito bem e ficamos numa casinha construída pelo próprio dono, que mora vizinho. A casa um pouco precária, mas muito agradável de ficar.  Saimos dali para atravessar o parque dos Cardones (milhares de cactos em todo o tipo de formato), a afamada reta do Tin Tin (não passa de uma reta no meio do parque –mas a paisagem maravilhosa) e ao final a gente desce para o vale onde ficam Salta etc pela cuesta del Obispo – maravilhosa também. Interessante, que aqui a gente mudando do clima seco e arido da montanha para uma região literalmente de clima tropical, florestas, rios com muita agua, abafada enfim – uma mudança radical de clima em poucos quilômetros. Passando dos 3200 metros snm para 1200 metros.

Dali fomos indo rumo sul, tomando o vale do rio das Conchas em direção a Cafayate. Mais pros lados de Cafayate surgem um monte de atrações, a viagem vai tendo varias paradas para contemplar as diferentes formações, as cores das rochas, a formação de “anfiteatros” (na verdade lugares onde a agua cavou tipo um funil de pedra e a gente entra dentro) etc. Trecho de estrada magnifico.

Finalmente Cafayate, cada vez maior, mas sempre com um ar agradável. A cidade se expandiu bastante. Mas a praça principal continua do mesmo jeito. Interessante lembrar quando estive ali pela primeira vez (2003) e a praça era poeirente e deserta. Que expansão que teve. Basicamente pelo vinho Torrontes que faz a fama desta região.

Fomos visitar duas vinícolas (Porveniir e Yacochuia) – ambas com um sistema legal de venda dos vinhos para prova em quantidades variáveis. Tivemos bons momentos ali provando os diferentes vinhos.  Fomos visitar a El Esteco – já é uma construção mais arrojada, restaurante, hotel etc.. Mas bem vazia, pois o cambio deve estar prejudicando e muito a atividade deles. Cafayate é gostosa simplesmente de passear, andar por ali. Mas sem duvidas o crescimento da cidade vai mudando um pouco o jeito dela. Pertinho da praça central tem uma pulperia (termo que poderia ser tipo uma “venda”  do interior – vende pinga, feijão, inseticida etc...). Se chama La ultima pulperia. Tem mais de 100 anos (assim o dono propaga). O dono é descendente de italianos, da corrente que finge estar sempre meio mal humorada, descontente com o universo ou algo assim. Mas divertido. Ele nos deixou de sobreaviso, pois o Brasil é o único que fala Portugues na America do Sul (segundo ele...) e os outros países (hispano falantes digamos assim) estão prestes a nos invadir e dividir entre eles o resultado. Citou nominalmente a Argentina (claro), Equador (que não tem fronteira conosco), Venezuela, Paraguai e outros. Foi uma conversa provocante.

Seguindo pro sul paramos nas ruinas de Quilmes (construídas ali pelo ano 800 DC). Estao bem cuidadas e é um lugar interessante de visitar. Pouca reconstrução então dá para ver mais ou menos como era antes. Como é numa encosta, a medida que a gente sobe a paisagem vai se abrindo, tanto para ver a totalidade das ruinas, os campos em volta e as cadeias de montanhas, pois fica num vale (assim como Cafayate).

Seguimos adiante, ainda na ruta 40, trechos com muitas curvas, passando dentro de cidades etc. mais pra frente a estrada entra em região bem deserta, muitas retas, um marco no km 4040 da ruta 40 (como o ser humano constrói ideias a partir do nada e a gente para para tirar foto...rsrsr).

Ate que chega num entrocamento, onde deixamos a ruta 40 no seu rumo sul e tomamos rumo noroeste rumo ao passo San Francisco. Mas com parada para dormir em Tinogasta. Cidadezinha pequena, simpática, extremamente quente naquele dia (a piscina do hotel estava desagradavelmente quente). Mas gostoso de repousar ali. Dia seguinte fomos adiante, num vale que vai se estreitando, passamos por Fiambala que é região de aguas termais. Agua termal tem para todo o canto por aqui. Questão de escolher o gosto de cada um. Eu particularmente não curto. Eliana gosta.

E começam a surgir picos de pedra mesmo, alguns com um pouco de gelo no topo, algunas com mais gelo e a gente vai subindo e subindo. Ate chegar na divisa com o Chile, Longo trecho nas alturas. Laguna Verde, vários vulcões, onde se destaca o famoso Ojos del Salado (vulcão mais alto do mundo), muitos trechos desérticos ou vegetação bem rasteira com folhas em forma de agulha. Vicunhas e Guanacos.

Dos passos que conheço, o São Francisco é de longe o mais bonito. Esta travessia é uma coisa maravilhosa. Fantastica. Quase que vale toda a viagem. Um panorama atrás do outro. Todos fantásticos.

Na aduana chilena fomos revistados de fio a pavio. Implicaram com as folhas de coca (retiveram quase tudo), com uma faca, com os remédios que levávamos e outras coisas mais.  Bem desagradável. Pessoal chato e sem ter o que fazer. Do tal SAG chileno. A titulo de proteger o Chile da entrada de insetos e similares, eles exageram na mão e se tornam opressores num lugar deserto. Bem chato, bem desagradável. Mas passou e seguimos em frente.

Sem esquecer que neste trecho são mais de 450 km sem posto de gasolina. Importante se prevenir.

Longa descida ate Copiapo. Região cada vez mais tumultuada por causa da mineração. Triste de ver como esta cidade vai se desfigurando. Ouvi falar ate que construíram um shopping center em cima de um rio seco (que pode conduzir agua num degelo ou chuva mais forte). A cidade sempre foi feinha, mas agora esta horrenda. Dali fomos visitar Baia Inglesa e Calera, balneário e cidade de pesca e porto, ambas no Pacifico. Passeio legal. Foi gostoso. Eliana viu o Pacifico pela primeira vez. Agua gelada, como é usual.

Rumo sul, fomos para La Serena, que forma um conjunto urbano enorme com Coquimbo ao lado. Estas me lembro bem de quando vim a primeira vez (1976) e cresceu absurdamente. Totalmente desorganizada, ruas sem saída, ruas de terra, transito desordenado. Tumulto geral. A cidade de La Serena em si é simpática. Mas a parte junto ao mar é um horror. Ouvi falar que o pessoal que vem pra cá, seja da Argentina, seja de Santiago, procura mais o frescor constante do mar. Alias pegamos bastante neblina causada pela agua fria.

Mais uma pernada rumo Valparaiso. Movimento nas rodovias só aumenta. Muitos parque eólicos e de painéis solares. Tomamos um desvio a direita fora da Panamericana (ruta 5) para ir pelo litoral. Passamos pelo trecho ConCon e Reñaca (totalmente tomadas por condomínios). Antes passamos por vários balneários menores desde Papudo ate Maintencillo. Logo depois vem o porto de Ventanas, gigantesco. Ponto de entrada e saída de caminhões, trens, navios etc... Bem tumultuado. 

Interessante lembrar que em 76 acampamos num terreno baldio dentro de Concon e agora não tem lugar para estacionar... que expansão. Pena não ter comprado um sitio a beira mar por ali. Ia ser ótimo investimento.

Vina del Mar sempre foi agitada e continua e finalmente Valparaiso. Ficamos num apartamento com vista pra baia e pro oceano, maravilhoso. Tudo muito bom.

Um dia fomos a Viña, de metro de superfície (mais um trem de subúrbio) que sai de Valparaiso, beira o mar e vai adiante para outras cidades. Muito agradável. Tranquilo.

Lá andamos pela cidade, parque Vergara (tem um auditório para shows etc muito legal), beira mar, ruas bem arborizadas. Parece um lugar tipo balneário mesmo.

Outro dia fomos ate Isla Negra, a casa mais famosa de Pablo Neruda. Fica a um pouco mais de 1 hora de Valparaiso. Passeio gostoso e a casa muito interessante, cheia de objetos e coleções do gosto dele, pelo jeito foi sendo construída em partes, com umas conexões meio engraçadas entre as partes. Mas a vista do mar fantástica. A coleção que mais gostei foi a de caracois. Formas que nem imaginava. 

Neste mesmo dia fomos fazer uma degustação na Veramonte (vale de Colchagua). Foi interessante. Rapida passada pela produção, eles são dedicados a vinhos orgânicos e é instrutivo ver as soluções dadas para contornar a falta de herbicida e adubo artificial. Provamos 3 vinhos bem aceitáveis (faixa de 6 dolares cada um...).

Os outros dois dias nos dedicamos a andar por Valparaiso. Parte baixa (menos – inclusive parece ser perigosa) e a parte alta. Tem áreas mais bem patrulhadas, legal de andar pelas ruelas, planos inclinados, escadarias, passagens, grafites aos montes. Casas de todo o tipo. Fomos no museu Baburizza – tanto a construção como as obras expostas valem a pena, fora isto as vistas do porto e da baia são legais. Vale lembrar que Valparaiso foi desde o inicio da conquista europeia da America,  um porto importante na costa Oeste da America do Sul. Alem de ser ponto de parada para os navios que iam ou vinham da travessia do Pacifico. Muita coisa rolou por ali.

E então fomos para Santiago. Cada vez mais agitada, maior. Muitas vias pedagiadas. Neste caso dá para comprar num posto COPEC um vale diário (5 dolares) e circular tranquilo (bem difícil saber se uma pista é pedagiada ou não, fora isto, tentar escapar destas vias vai transformar teus passeios em longas esperas em congestionamento....Se não comprar o vale, dali 11 dias aparece a tua placa e a divida por dia utilizado (12 dolares por dia). Não consegui pagar. Ficou a divida lá.... Não creio que hajam maiores consequências.

Centro da cidade perigoso, muito agito, ajuntamento de gente. Pessoas de tipos variados.

Da para circular mas muita atenção. Foi roubado meu celular, do bolso da minha calça, numa rua lateral da Catedral. Bobeira minha. Tem umas casas de cambio ali e me distrai por uns momentos olhando a cotação do Real, do Peso Chileno etc... E nesta, meu bolso já tava vazio. Enfim – cuidado

Fomos no museu Pre Colombiano, que gosto muito pois é bem organizado, não tem exagero de peças e é agradável de andar por ele. Se tem interesse, não perca.

Andamos pelo Paris Londres (ruas antigas com um estilo levemente europeu – mas não sei direito o que é aquilo – mas é legal de andar). Algumas igrejas, Bella Vista, Providencia e acima. Passamos o Natal em Santiago. Só nós dois. Foi bem gostoso, paz e tranquilidade.

Legal entrar pelas galerias do centro com lojinhas de todo o tipo. 

O Mercado Municipal, depois da Plaza Mayor perto do rio Mapocho, continua cada vez pior. Tudo ruim ali. A se evitar a todo o custo. 

Na manha do 25 subimos ate as estaçoes de sky (La Parva etc) , muito ciclista subindo a montanha. Acho um passeio fantástico em Santiago. Em 1 hora, 50 km a gente vai de 600 a 2700 metros de altitude. Pouco gelo, muita pedra. Muita curva. O trecho de subida mesmo são 40 curvas em dois trechos principais.

Caminhadas por Providencia também é bom. Ruas gostosas

Outro dia fomos ate o dique de El Yeso no vale do Maipo. Praticamente na divisa com Argentian. Belissimo. A subida um pouco complicada. Curvas estreitas (cuidado e não se esqueça que quem sobe tem a preferencial), trechos bem inclinados, trechos de terra com muita pedra. Mas praticamente qualquer carro passa, basta ir com calma.

Na chegada ao lago (é uma represa que fornece agua para Santiago) tem longos trechos para um carro só e circulam caminhões de minério (sempre tem isto por toda a parte do Chile). Ai precisa ir com bastante cuidado. Mas pelo menos eles andam devagar também. Na volta fomos na vinícola Aylan. Um pouco adiante da Concha y Toro em Pirque (vale del Maipo também). Muito legal. Varios vinhos, lugar agradável (gostei especialmente do Panacea)', Grupo (quase so brasileiros) bem animado, uma jantinha frugal (Eliana pensou que era a entrada, rsrsrsrs) mas bem saborosa. Duro é 10 da noite voltar para casa. Mais de uma hora ate Providencia, passando pelas vias pedagiadas.....

Como eu já havia visto na vez anterior que estive no Chile, restaurantes peruanos estão dominando a paisagem. Vale a pena dar uma olhada. 

Dia 26 de dezembro, com o sol nascendo, fomos cruzar os Andes pela ultima vez. Este trecho traz muitas recordações para mim, desde a primeira vez em 1976. Paralelo aos Andes, depois entrando no vale do Aconcagua, depois os Caracoles e o vale bem mais amplo da descida para a Argentina, com direito a uma vista espetacular do Aconcagua no caminho.

Dia maravilhoso, fila gigantesca de carros argentinos esperando para entrar no Chile (inicio da temporada de férias...). Em Uspallata tomamos o caminho a esquerda ao invés da ruta normal de asfalto a direita, via Potrerillos.

Vistas dos Andes, ate uma pontinha do Aconcagua da para ver, subida para o parque Villavicencio, vida silvestre, campos ondulados e depois a descida rumo a grande e infindável planice Argentina. Do topo da estrada, em 30 km a gente vai de 3.000 metros para 1400 numa serie grande de curvas, estreitas. Cuidado. Estrada de terra, tem que ficar de olho ao longe em quem está vindo. Mas o passeio é fantástico.

 

Finalmente chegamos a Mendoza. Sempre arborizada. Muito quente nesta época. Mas uma cidade particularmente agradável para o meu gosto. Paseio pelo centro, trocar dinheiro (sempre os maços de notas de 1.000 pesos – 1 dolar) e ir recordando a cidade.

Ida as vinícolas em geral bem complicada. Caro. Fora isto, Eliana e eu não somos grandes fãs de visita a Vinicola. Enfim, acabamos indo apenas na Carmelo Patti e foi algo muito muito legal. O próprio Carmelo nos levou a visitar e experimentar os vinhos. Uma tarde legal. As 5 praças que fomam o centro – uma no meio maior (Independencia) e outras 4 orbitando nos 4 cantos de um quadrado virtual já são um bom passeio. A arquitetura nas ruas. As lojas de vinhos, as ruas para pedestres, a antiga estação de trem (agora tem um tipo trem urbano, pelo jeito  pouco útil que circula nos antigos trilhos que vinham de Buenos Aires rumo Valparaiso). Fomos no mercado municipal, nada especial. Enfim, passeamos tranquilso por ali. Ah sim e o gigantesco parque San Martin – no rumo da Cordilheira, com muito verde a o monumento a guerra de Independencia lá no topo dele. Passeio imperdível. O monumento tem cenas da batalha pela Independencia.

As acequias (desde antes dos europeus) seguem paralelas as ruas, com agua do degelo para irrigar as muitas arvores da cidade. Sorte delas e nossa...

Interessante ver que se formam tempestades, mas nunca chove em Mendoza mesmo. 

 

Em seguida rumo Leste, dai definitivamente rumo Brasil. Para tras vistas dos Andes com os topos nevados e fomos dormir em San Carlos Minas, um povoadinho na parte noroeste das Sierras de Cordoba. Que região legal. Muito verde, muita agua, vilarejos simpáticos,  Belo passeio.

 

Dia seguinte, resolvemos atravessar a Serra pelo meio. Em La Hiquera (ao norte de San Carlos)  tomamos a direita e fomos em frente. Passamos pela famosa redução da Candelaria – que eu queria muito conhecer e de onde (dizem) vieram as mulas etc que foram pro Rio Grande do Sul e posteriormente os tropeiros levaram para vender em Sorocaba passando pelo Parana e criando as historias sobre tropeirismo em toda esta região.

E fomos em frente, belíssimas paisagens, rios de agua cristalina, alguns condores sobrevoando. Realmente um passeio maravilhoso. Saimos no asfalto em La Falda. Dai tomamos sul novamente e fomos dormir em Villa Carlos Paz. Cidade agitada, para pessoal de Cordoba vir passear e se refrescar mas não muito agradável.

Dali tomamos o rumo de Alta Gracia, onde morou o Che e local de uma redução jesuítica também. Vale comentar que os jesuítas fundaram reduções na região de Cordoba logo no inicio do seu projeto de conversão dos índios... Fizemos o trajeto entre Carlos Paz e Alta Gracia por um caminho no topo das montanhas, paisagem muito bonita, um pouco mais longo mas vale muito a pena. Ruta 14 e depois passando pelo observatório astronômico.

Gostamos de Alta Gracia e dali finalmente chegamos a Cordoba. Passeios, as construções religiosas no centro, o rio primeiro canalizado beirando a cidade, parque Sarmiento, a igreja do Sagrado Coração de Jesus etc.  Cidade para passear sem atrativos muito especiais. Fora a vista do apartamento que alugamos, um pouco fora do centro, mas totalmente envidraçado, muito bom.

A partir dai, retorno mesmo. Continuam as retas, pouso em Curuzu Cuatia (simpática mas complicada de hotel), entrada no Brasil em São Borja, Pouso em Ijui (gosto desta cidade) visita a redução de São Miguel das Missões que acho especialmente bonita pela localização física dela meio num elevado e depois o salto do Yacumã – um salto transversal no rio Uruguai que estava especialmente visível e bonito no dia. Operado pelo pessoal do Macuco (Foz), tá bem organizado o acesso etc.

Pouso em Chapeco – como cresceu esta cidade. Quase inacreditável. Interessante ver o estilo parecido das cidades que vivem sob a forte influencia do agro negocio. Sempre parecidas. Muita grana rolando e pessoal gastando como pode.

Nos 3 paises (Bolivia não conta - muito rapido) - não vimos praticamente nada de separação de lixo. Tudo junto e jogo que segue. Em compensação, especialmente no Chile, um pouco na Argentina - complicado ter saco plastico no super mercado. Arranje uma caixa lá dentro (pouco provavel) ou leve na mão ou leve sacola. 

Caminhoes em geral no maximo com 5 eixos, 6 eixos raramente. Acima de 6 nao vimos nenhum. Protege a estrada ?  

Pedagios no Chile não sao baratos. Em geral 2 a 4 dolares, cada 100 km. 

Depois de uns 10 dias de viagem demos uma boa alterada no plano 

 

E finalmente em Curitiba. Saudades de casa, apesar de uma viagem

 especialmente legal.

 

 DICAS DE LUGARES

1)      Assunção

Gran Hotel del Paraguay – que lugar especial. Um verdadeiro jardim botânico praticamente no centro da cidade.

Bar e restaurante Bolsi – no centro. Antigo, tradicional, muito bom

Helados dona Angela – perto do Bolsi. Delicia total.

Cafe Teatro. legal. 

Cafe de Acá perto do hotel Factoria. Muuuito legal. Parece que tem outro em algum lugar. Mas este muito bom. Local, atendimento, bebidas e comidinhas. Tudo otimo. 

 

2)      Salta

         Bendito café – numa praça.

Dona Salta – sempre bom ou ótimo

La tacita café- super simples, mas empanadas deliciosas. Em frente a igreja de San Francisco.

La Salteneria - simples, aconchegante e otimas salteñas.... outro nome para empanada. 

 

3)      Corrientes

Garbis Café no centro.

 

4)      Purmamarca

 Rest Algarrobo na calle Lavalle – bem simples mas tudo bem feito ali.

Tilcara

Cafe la Molle. Bem agradavel. 

 

5)      Tinogasta

Hotel Adobe

Rest El Rancho Parrila – na Moreno – mesma rua do hotel.


6)      Copiapo

 Hotel Vento  - super pratico, funciona super bem, não é no centro mas pra           quem tá de viagem é uma mão na roda

Rest Mancora Beach – peruano – fica em cima de um super mercado...

 

7)      La Serena

 Rest Mar Adentro – quase em Coquimbo, familiar. Muito bom

 

8)      Valparaiso

 Café del Poeta – para almoçar. Super tradicional

Puro Café – Plaza Bolivar – atendimento bem relapso – mas doces e cafes bem bons.


9)      Santiago

Singular Cofee Roasters na Av Suecia –muito bom

Super Mercado – o Jumbo parece ser o melhor.

EVITAR AO MAXIIMO – el mundo del vino – era uma loja muito boa de comprar   vinhos. Não é mais. Tudo ruim ali... Melhor comprar no supermercado.

 

10)  Mendoza

Pizzaria Bigallia na Sarmiento

Rest La Gloria em Lujan – não é barato, não é perto (fica perto de muitas vinícolas) mas é muito bom

Vinhos – na Sol y Vino na Sarmiento – excelente dicas. Mas a época não é para comprar vinhos na Argentina.

Empanadas La Continental. - bom demais. 

Cafes Jockey (otimo) e Miraflores (bem bom) - no centro. 

11)  Cordoba

Rest  estacion 27 na 27 de abril. Simples e bom.

Empanadas – Vieja Esquina – Belgrano – eita lugar bom de ir. Tudo bom ali

 Abierto Café na Cañada – super bom.

Cafe Nicolasia. 


 

 Abaixo mapa com o roteiro simplificado





E ai vão as fotos - depois vou legendar. Pra variar não sei como colocar em ordem sequencial, cronologica. Ate sei - mas o metodo que conheço é muito cansativo....


subindo pro Paso de Acay - as cores das montanhas - 4900 metros snm

região de Purmamarca - muito destes papagaios verde escuro... Bandos

os Andes ao fundo - varias cores de pedra - não é neve

a famosa reta de Tin Tin no parque dos Cardones


Os cardones e uma moça curtindo eles...

Estas encostas de varias cores tem varias...

Descendo rumo Salta do outro lado d


um Zorro (raposinha) esperando alguma comida

estação de trem desativada, mas que virou ponto de parada - entre Salta e Cafayate

Chegando em Cafayate - as cores, as formações, o verde nos vales
Eliana num dos anfiteatros de pedra que tem  no trecho 

o anfiteatro e a entrada dele - quanta agua passou ai para corroer deste jeito

região de Cafayate 
Vinicola El Esteco - bem arrumadinha. tem hotel etc

as vinicolas em Cafayate

uma Alpaca (ou Lhama)nas ruinas de Quilmes

Abaixo as ruinas de Quilmes - perto de Cafayate - construida seculo 8 a 9 (era atual) e chegaram a viver (estimativa) 5.000 pessoas 


Eliana teve pique de ir mais no alto... a vista só ia ficando mais bonita e abrangente


a ruta 40 entre Cafayate e Tinogasta 

marco famoso....

o sol no fim de tarde

primeira placa indicando cidades chilenas, ainda na Argentina - daqui pra frente gasolina só em Copiapo

Vistas no caminho do Paso San Francisco

abaixo - Guanacos?  acho que são Vicunhas mesmo (o mais raro dos 4 camelideos que andam por aqui) 



varios vulcoes no caminho. 

vegetação amarelada

marco antigo na divisa
abaixo o Ojos del Salado - vulcão mais alto do mundo. 6893 metros


Laguna Verde

companheiros ideais para esta e outras viagens... ao fundo o Ojos novamente



O Ojos mais de perto.... nem parece tanto né?  eheheh
Bahia Inglesa - no Pacifico - agua gelada

Barcos de pesca em Calera

fazendo um cafezinho na Pan Americana - protegido do vento

o Pacifico no rumo de Vina del Mar

Con Con - perto de Vina del Mar

barcos em Valparaiso

um dos planos inclinados em Valparaiso. Acho que tem uns 20. Varios desativados. Mas os que tem são uteis e da pra se divertir subindo e descendo eles (0,1 dolar cada trecho) 

Museu Baburizza - muito legal - a construção e as obras lá dentro e mais as vistas da cidade...

Um dos passeios agradaveis na parte alta de Valparaiso 

Vistas de Valparaiso




um chuveiro com ducha no palacio Baburizza 



escada colorida na parte alta de Valparaiso

muito grafite legal nas ruas



museu Pre Colombiano em Santiago - ainda acho um dos melhores que já visitei sobre o assunto. Poucas peças e representativas, bem organizado. Bom de acompanhar

Os quipus dos Incas - sistema de contabilidade deles - meio misterioso ate hoje

Plaza de Armas e Catedral de Santiago

Catedral enorme de Santiago

abaixo no bairro Paris Londres

os passeios (ruas de pedestre) no centro de Santiago

entrada com parede de agua no espaço cultural La Moneda - abaixo tambem

Casa Colorada

torre Sky em Providencia - predio mais alto de Santiago - 300 metros de altura - deve ser legal sentir um terremoto lá em cima....

vale del Maipo - começando a subida 


represa El Yeso - nos afluentes do rio Maipo 

abaixo - ao fundo - já é a divisa com Argentina

contemplando...

bodes no caminho

a arquitetura moderna de Santiago 



indo para Fallerones e outras estaçoes de Ski - tambem quase divisa com Argentina

Santiago lá embaixo... na neblina

um poste com ferramentas para consertar bicicleta. Cruzamos com muitas (mais de 100 eu diria) bicicletas subindo e descendo este trecho 

zig zag ou caracoles

escultura em Santiago 

Plaza de Armas bem cedo  -vazia

o sol nascendo na estrada para Mendoza - rumo Argentina


o vale do rio Aconcagua

os Caracoles famosos 


uma vista de perto do Aconcagua - ponto mais alto fora da Asia
no lado argentino - ponte ferroviaria abandonada

em Uspallata

indo para Mendoza (via parque Vilavicencio) - vista dos Andes - parece que com tempo propicio dá para ver até o Aconcagua daqui

Guanaco - acho eu


mais uma rapozinha- parque Vilavicencio -

descida do parque (3 mil para mil metros de altitude ) rumo Mendoza


Cena da fundação de Mendoza

Cafe servido na rua - nao experimentamos - mas parecia ser bem feito

Monumento a libertação da Argentina e Chile no parque San Martin - Mendoza 


precio em Mendoza

Dante indo ao encontro de Beatrice (Divina Comedia) na praça Italia - Mendoza 

o famos e antigo predio das Comunicaçoes em Mendoza ...

nós no parque... coisa boa 

Mendoza é muito muito arborizada - bomd emais

saindo de mendoza - vista dos Andes - já dá vontade de voltar lá perto



o pampa argentino
nas sierras de Cordoba

nas sierras - palmeiras diferentes... região umida com certeza

rios na parte alta da sierra

a famosa estancia jesuitica de Candelaria - isoladissima no meio das sierras - dizem que dali vieram as mulas que foram parar no RS e depois foram levadas pelos tropeiros para Sorocaba - passando pelo PR (Lapa, Palmeira, Castro etc...) 

dupla de vigilantes

estancia jesuitica em Alta Gracia 

Vista de Cordoba do nosso apto 

e da-lhe papagaio 

Igreja Sagrado Coração de Jesus em Cordoba


rio canalizado em Cordoba e ponte imitando a famosa ponte do Calatrava no puerto Madero... 

homenagem a uma professora em Cordoba

Cabildo e Catedral de Cordoba


que impressão me causou esta estatua em madeira 
patio dos Jesuitas em Cordoba 

A Cañada de Cordoba - agua parecia bem limpa

Dia começando e nós indo rumo ao querido Brasil... 

Nem vou comentar... Bom viajar (demais até...) - mas quando a gente ve as marcas do nosso pais - é bom demais tambem

Sao Miguel das Missoes 


Museu projetado pelo Lucio Costa

o salto do Yacuma  - rio Uruguay 



Balsa ligando RS com SC - Itapiranga  - rio Uruguai
Pois -é  agora saltou pro inicio da viagem - Lago Ypcarai perto de Assunção 


a magnifica ponte sobre o rio Paraguai em Assunção - mais pra cima tem a ponte antiga - da ruta Transchaco 
a cobertura com bambu ou taquara - Assunção 

Palacio do governo em Assunção 

Museu do Barro em Assunção 


arquitetura mais ousada em Assunção 

abaixo o rio Parana em Corrientes - largo...


barcos que navegam pelo rio Parana 


a ponte mais fantastica - cruzando o rio Parana em Corrientes - rumo ao Chaco Argentino

por do sol no Rio Parana - na praia de Corrientes


Cruzando o rio Parana de novo - rumo Salta

no meio do Chaco ... que nome né?


o chaco - plano e arvores atarracadas...

loja antiga no centro de Salta - delicia ficar vendo o que vendem. Atendimento mais ou menos - mas vale a pena

plaza maior em Salta 

igreja San Francisco - bonita por dentro e por fora. Salta

catedral Salta e Convento San Bernardo (só abre pelas 7 da manhã)


patio do Cabildo

igreja San Francisco de dia


As esquinas de origem espanhola - ou assim ou balcão no andar de cima ou a quina cortada em 45 graus 

vista  da pre Cordilheira - em Salta 

Trem a energia solar no vale do rio Grande

arvore centenaria em Purmamarca

o morro das 7 cores em Purmamarca


paleta del pintor se chama - pela variaçao de cores

subindo para Hornocal - ao fundo a pre Cordilheira - depois Altiplano e depois os Andes - bem longe ainda...

Hornocal ou morro das 14 cores...



outra montanha com varias cores

lhama (ou alpaca)  - da criação de Dona Saturnina - perto de Abra Pampa

igreja de San Francisco em Yavi 


Tear antigo em Yavi

marco do final da ruta 40 -isso se tornou uma praga - o pessoal encher destas bobagens de adesivos e tampar a placa em si... muito estranho


entrando na Bolivia - mudam os trajes
e mais multi colores 



garganta na quebrada de Humahuaca

cardones na pukara de Tilcara

reconstrução na Pukara - muito fake - não convence. Bobagem...





a cuesta de Lipan ao longe e abaixo - ja tendo subido um pouco 

Salinas Grandes 



Pedras no altiplano

vicunhas (ou guanacos?) 

do paso Jama para San Pedro Atacama - as paisagens sempre maravilhosas

la embaixo San Pedro, salar, oasis, vale - lugar especial 
Vale da Lua em San Pedro

as nuvens com arco iris embutido 


Os Andes ao fundo e o oasis na frente

no Vale da Lua 



nos geisers de El Tatio - frio... mas maravilhoso



acumulo de deposição na saida do geiser 

este debaixo cheirava forte a enxofree... 





mais uma raposinha 
as lagunas de agua no meio do salar





flamingos e seu jeito peculiar de achar comida no fundo da laguna 


o vulcão Licacanbur...


esquinas em adobe

igrejinha tipica do altiplano 

lhamas na estrada

indo de Susques para San Antonio de Los Cobres - outro vulcão 

o famoso viaduto da Polvorilla - trem das nuvens - etc.. 

a montanha Acay e a direita o seu passo 

Lá no alto 

na catedral de Santiago (que salto que foi né ?) 

represa del Yeso

Eliana maravilhada com lugar tão fantastico e especial 



Nos no el Yeso

vista do lago 

vinicola Alyan no vale del Maipo 






brindando o por do sol... 



o Mapocho em Santiago - as montanhas ao fundo... 
arte de rua

curtindo Bella Vista em Santiago 



o predio da CTC - primeiro mega predio em Santiago

nossa ceia de Natal em Santiago - Eliana enfeitou como pode a mesa e o local... 

brindando o Natal

vale do Aconcagua


Caracoles - indo pra Argentina 


O Aconcagua ao fundo

vale no lado Argentino 


Nós e o Aconcagua

fazendo cafe no vale dos Andes - Argentina

descida para Mendoza - vindo de Uspallata pelo caminho mais complicado

os dois famosos juntos com dois outros famosos...





Monumento aos Libertadores

almoçando no La Criolla em Lujan - muito bom 

Lujan de Cuyo e na vinicola Carmelo Patti - com ele mesmo (ao vivo e mais jovem ao fundo) 



nas sierras de Cordoba 

aproveitando a agua fresca nas sierras

cafe na estancia Candelaria




fim de tarde em Cordoba - as sierras ao fundo 
  
Eliana olhando de perto os detalhes da igreja Sagrado Coração - em Cordoba 


Cordoba de dia

e o rio que passa pelo meio da cidade - este é o chamado rio primeiro - tem o rio segundo, terceiro e cuarto (inclusive cidade com este nome) 

ruas de Cordoba

na plaza San Martin - em Cordoba 





fim de tarde - vista do nosso apto em Cordoba






Sao Miguel das Missoes

Ijuiz 



o salto Yacuma 


ultimo café na estrada - perto Caçador na BR 153
a bagagem toda. incluindo corda, pá, fogareiro, roupa de frio e calor, sapato de caminhada, bastão de caminhada, ferramentas etc.