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domingo, 26 de abril de 2026

CANION DO VIANA , PIAUI , NORDESTE e muita coisa mais no caminho - de ida e de volta 97_2026

 

Viagem ao Piaui e arredores

 Esse ficou longo hein?  se preparem - cura quase qualquer insonia. Podia ter uns 3 capitulos, mas a editora não deixou. Então ai vai....

Então. Tenho paixão especial pelo sertão do Brasil – especialmente o norte de Minas Gerais e dali para o Norte, Nordeste, Centro Oeste etc.

Em 2008 andei por ali um bom tempo. Outras vezes visitei algumas áreas na região. Mas sempre uma vontade de voltar

Acabamos decidindo refazer uma boa parte da região. Num roteiro basicamente pelo interior do Brasil – apesar de irmos rumo da Bahia e Nordeste.. A famosa tentação das praias.

Foram 45 dias, 10.088 km. Alguns perrengues (conto adiante) mas principalmente, maiormente, especialmente, paisagens maravilhosas, gente fantástica e comidas deliciosas, especialmente as frutas é claro.

O perigo deste tipo de viagem longa é que tem muita coisa no caminho e você fica querendo parar em cada atração. Tem que abrir mão um pouco. Meu critério principal é dar mais importância ou foco no que está mais longe. Ou seja – se vamos para Bahia, Nordeste etc, aquilo que fica em São Paulo, Sul de Minas, estado do Rio etc pode ser visitado em uma viagem mais curta etc...

Esta viagem também serviu de teste forte pro motor da TR 4 que foi refeito no ano passado. Na oficina do Walter Trentini. Passou fácil em todos os testes. É uma companheira e tanto. Não espana de jeito nenhum.  Nossa convivência com a TR4 (3 que já tive – a ultima junto com Eliana) sempre foi muito muito boa.

Enfim – saímos daqui numa madrugada de 28 de fevereiro. Travessia de São Paulo sempre um problema (congestionamento, confusão etc...). Evitar passar por São Paulo sempre ou quase sempre é uma boa pedida. A alternativa básica é 130 km antes, na Regis (BR 116) sair pra direita e ir pelo litoral até Santos. La chegando uma opção é retornar ao planalto, no rodoanel de São Paulo. Continuar pelo litoral é meio chato, pois a estrada até São Sebastião tem muita curva, travessia de cidades etc.

Pouso em Paraty. Cidade que a gente curte, mas cada vez mais é uma sucessão de lojas, bares, restaurantes enfim muvuca turística, que exige foco para enxergar o que se esconde por trás. A descida da serra de Cunha para Paraty é algo muito especial. Já vale o percurso.

Dia seguinte beirando o mar, com um banho delicioso na praia do Laboratorio (perto de Angra) fomos até o Rio. O Rio, sempre bom de estar lá. Andar pela rua, ver o agito nos botecos. Fomos num boteco acompanhar Fluminense e Vasco, com as duas torcidas no boteco. Encontrar amigos etc. Eliana teve uma leve (mais que leve eu diria) queimadura de sol. Se distraiu na praia e sofreu. Mas passou.

Dali para Nova Friburgo, passando por Lumiar e Sana. Duas cidadezinhas encravadas na serra, simpáticas, natureza bonita. Enfim, muito bom. Friburgo fora as vendas de lingerie é uma cidade comum e normal. Como toda a cidade encravada em vale apertado, o transito é complicado pois acaba tendo vários funis e fica meio caótico.

Desta região para a frente, creio que a nossa viagem começou com o proposito principal, que foi se dedicar ao interior, sertão, belezas naturais. Fomos por dentro do estado do Rio e depois por Minas Gerais até Alto Caparao. Subimos um pedaço do pico da Bandeira. Tempo encoberto, nem dava vontade de subir muito mais. Mas mesmo assim é uma região especialmente bonita. Para dar uma ideia básica, a gente estaciona o carro a quase 2 mil metros de altitude. Dali parte a trilha rumo aos quase 3 mil metros do pico da Bandeira. Estava tendo uma prova de corrida rustica, trechos de 40 km e até 80 km (este ia duas vezes ao pico da Bandeira). Fiquei pensando muito nisto, pois sequer consigo entender do que se trata. Mas a turma com quem cruzamos, tava mandando ver.  Animada.

Fomos meio cortando Minas Gerais, acabamos pegando um bom trecho de terra, sempre muita curva, morros, montanhas. Manhuaçu agitada, ruas lotadas, a BR 262 (a terrível Vitoria – BH) super tumultuada. Enfim – tem que ter calma, olho vivo e paciência.

Rumo NO aproximado. As serras mais elevadas da serra do Espinhaço começam a aparecer ao longe, mas antes passamos por Capelinha. Cidade que aparentemente cresceu e vive do agro negocio em volta. Impressionante ver a diferença. Agitada, muitas lojas, motos, carros, ruas bem pavimentadas. Percebemos vários reflorestamentos em volta mas deve ter algo mais.

Sobre a Serra do Espinhaço (que eu gosto de chamar Escudo Brasileiro por achar mais poético ou ufanista ou sei lá o que) se estende desde Belo Horizonte até as beiras do Rio São Francisco na Bahia. Grosso modo em linha reta dá coisa de 1.200 km. So que a dita cadeia vai meio em forma sinuosa. Tem trecho que desaparece mais, em outros fica mais visível. Mas sempre maravilhosa de se contemplar. Naturalmente o trecho chamado Chapada Diamantina é o mais bonito (particularmente considero, faz tempo, o lugar mais bonito do Brasil....)

Enfim – fomos dormir em Turmalina, simpática cidade já na formação do Espinhaço. Tem o jeito típico de cidade do interior. Bom de fazer parte mesmo que quase como expectador. Dia seguinte seguimos, meio paralelo ou cortando um pouco, o Espinhaço, até Grão Mogol. Bastante terra, mas estradas bem conservadas pois cortam trechos absurdamente grandes de reflorestamento.

Grão Mogol é uma pequena joia de cidade, ainda no estilo português- colonial, numa encosta de morro, pouquíssimos turistas, poucos recursos. Mas simpática e agradável de passear

Fomos fazer um bom trecho da tal trilha do Barão (o de Grão Mogol – que ajudou muito a região, é quase figura mítica por ali). Tem um tipo presépio de pedra, construído aproveitando umas formações rochosas. Mas o melhor mesmo foi o banho de rio. Muitas cachoeiras, mas preferimos pegar uma prainha na beira do rio. Tava uma delícia. Agua fresca, mas não gelada. Bom demais.

 

E seguimos norte, rumo Bahia, Este trecho tem paisagens lindíssimas do Espinhaço. Deve ter muuita coisa bonita para ver por ali. Tem o parque estadual da Serra Nova. Pode ser um bom ponto de partida para explorar a região. Realmente nos chamou muito a atenção.

Entramos na Bahia, pagamos R$ 12,00 num côco (mas tinha muita agua, isto temos que reconhecer) e fomos em frente. Mais uns trechos de terra. Até chegar no pé do Espinhaço novamente – em Livramento e subindo para a famosa Rio de Contas.

O Google Maps indica o caminho mais rápido sem indicar se tem trecho não pavimentado ou não. Não descobri como obter esta informação. Tem horas que mesmo que demore um pouco mais você prefere ir pela estrada asfaltada...

Creio que é minha terceira vez que durmo em Rio de Contas (em 2022 apenas almoçamos ali). Conitnuo gostando muito da cidade. Não sei dizer se prefiro aqui ou Mucuge. Esta cresceu bastante (mais detalhes adiante).

Enfim, gostoso andar por ali. Muito quente, mas bom mesmo assim. Dia seguinte fomos passear no interior do Rio de Contas. Rumo a vila do Mato Grosso – fundada por portugueses. Lá no alto tomamos um café delicioso. Passamos num Quilombo mas acabamos nos sentindo meio mal, pois afinal o que estávamos indo fazer ali. Nem paramos o carro. Almoço na beira do rio na Ponte do Coronel. Como levamos mesa, fogareiro etc fizemos uns ovos mexidos, com queijo, tomate etc... Na sombra das arvores. Bom demais.

Proxima parada, Mucuge, mas antes disto demos uma desviada para Ibicoara. Fomos visitar a cachoeira do Buracão. É algo totalmente imperdível. Maravilhoso. Só indo para ver. Desde que fui da outra vez já havia uma organização bem coesa dos guias. Taxa única de R$ 150,00 algo assim. Fomo com o Helder (ou será Elder) – uma EXCELENTE guia – fone 77 99123 3682. Recomendo muito. Tem a possiblidade de juntar outras pessoas e irem juntos. Fica mais barato, mas é a historia de conciliar as agendas. Um anda rápido, outro devagar, outro quer ir no Rapel, outro tem carro que não vai bem na terra etc... Enfim – acho que não vale a pena.

Mas a cachoeira é algo maravilhoso. IMPERDIVEL mesmo. Tem uma caminhada de uns 40 minutos, acompanhando justamente o rio que vai cair no buracão, já é uma boa paisagem para se contemplar, fora que dá para tomar um banho para refrescar, por ali.

Vale ressaltar, que desde o Norte de Minas e por tudo aqui e por TODA  a viagem a paisagem vai estar totalmente verde e luxuriante. Como eu nunca vi estas partes do Brasil assim. Dizem que o inicio de ano foi realmente muito bom.

Dali numa grande reta por cima da chapada chegamos a Mucugê. Como cresceu. Mas no núcleo ou centrinho continua do mesmo jeito. Muito muito agradável. Sempre gostei e continuo gostando. Eliana então gosta demais daqui. Dia seguinte era dia de feira na cidade, passeamos por ali, curtimos o dia, descansamos da ida ao Buracão (tem que pensar nisto também, evitar esforços maiores em dias seguidos, cada um sabendo da sua forma física, estado de saúde etc.).  No sábado fomos até Xique Xique do Igatu (outro local extremamente gostoso de se ir) para subir a rampa do Caim. São 5 km em subida. Pegou para mim, creio que o principal foi o calor, camisa meio quente, algo assim. Se não fosse a ajuda da Eliana eu ia ficar complicado. Mas tudo isto vira nada quando a gente chega lá no alto e ve o vale do Paty em frente e o vale do Paraguaçu a esquerda. Maravilha, De babar. Ficamos ali contemplando e pensando na sorte de poder contemplar e admirar algo tão maravilhoso. Dali, voltar e rumo de casa. Chegamos esgotados de volta em Mucuge. Por sorte, Eliana se animou a fazer um macarrão com molho e e almondegas que estava uma delicia.  Coisa boa demais.

Pelas minhas contas o desnível é na faixa de 160 a 200 metros entre Igatu e a rampa do Caim. Mas a caminhada é longa, cheia de obstáculos etc.

Nesta e em outras viagens a gente prefere alugar apto ou casa quando vai ficar 3 noites ou mais. Fica mais a vontade. Lava roupa, prepara comidinhas. Organiza as malas etc...

No domingo dia 15 março, saímos cedo rumo a gruta dos Brejoes, uma das bocas de caverna mais altas do Brasil. 113 metros. No caminho parada para um reforço no café da manhã – mandioca, ovo frito, linguiça, carne de sol, farofa temperada. Eita coisa boa demais.

Bem na chegada do vilarejo o rio estava cheio demais. Deixamos o carro, atravessamos a pé e fomos até a vila. Tinha uma impressão muito ruim deste vilarejo, ainda tenho. Mas é visível que pelo menos uma parte da população está tentando dar uma melhorada no mesmo. Fomos lá até a gruta, meio complicado também por causa do nível do rio, mas deu certo. Passamos pela boca, um estalactite gigante, o tal bolo de noiva (uma piscina de calcário circular, fantástica). Interessante que esta gruta é enorme e as formações também – apesar de poucas, são gigantescas. Impressão que dá é que ela é de uma formação mais recente que as medias das grutas que a gente visita. Muita pedra lascada pelo chão. Etc.

Não fomos muito adiante pois a subida no Caim no dia anterior ainda tinha seus efeitos. Guia Eunisio  muito legal. Almoçamos ali mesmo. Comida simples, não é barata. Mas tudo ótimo.

Voltamos pelo mesmo caminho, até Morro do Chapeu onde dormimos. Dia seguinte – como diria Renato Russo – fomos direto a Salvador. Desastre grande entre Feira e Salvador, um morto, vários carros e caminhões envolvidos. Engavetamento total. Também todos a 150 por hora, de repente dá confusão...

Por do sol na Bahia de Todos os Santos. Que cidade, que lugar especial é este. Merece o nome – São Salvador da Bahia de Todos os Santos.  Saravá mesmo.

Salvador ficamos meio de bobeira, curtindo o lugar, estava com um dente com problemas, precisei tratar o canal. Alias vale comentar (não recebo nada por isto) – a gente sempre faz um seguro de viagens quando vai de carro, por segurança. Fizemos com Allianz, nos atenderam super bem quando precisei, tá faltando só reembolsarem a grana. Mas deve dar certo.

Saindo desta cidade maravilhosa, resolvemos descansar ainda mais um pouco. Dois dias em Guarajuba. Virou um balneário de gente bem chique, tudo cercado, um conglomerado de condomínios, enormes. Mas a praia e o visual ainda maravilhosos. Viimos por de sol e nascer do sol. Tudo maravilha. A partir dai rumo ao sertão finalmente,

Fomos pela linha verde até a divisa com Sergipe, logo em seguida tomamos a direita numa via litorânea. Foi uma ótima ideia. Tranquila, belas vistas

Logo para começar, após a cidade de Indiaroba, mas antes de atravessar a grande ponte Jorge Amado, entramos num vilarejo para ir comer a empada do Pascasio. Tudo muito bom. A empada, o lugar, o atendimento, o preço etc.

E uma vila dedicada ao Aratu, uma espécie de caranguejo que também vive no mangue.  Valeu muito a pena.

Quase em Aracaju, quando a gente vira a direita na rua Jose Domingos Maia, logo na direita tem uma banca de agua de coco com uma senhora fantástica (a dona) cuidando e atendendo, e contando causos. Bom demais. Logo depois da loja Ponto Tem.

Aracaju também me espantou pelo tamanho, que coisa. Aquela praia de Atalaia era deserta quando vi pela ultima vez, agora um prédio atrás do outro. Fomos em frente pelo sertão, até Piranhas. Na beira do rio São Francisco. Sempre maravilhoso. Muito quente. Cidade engraçada, pois tem a parte baixa – junto a rio que é histórica. Tinha um trem ali do tempo de D Pedro II que ia pro interior. Depois tem a parte alta e depois tem a antiga vila dos trabalhadores na barragem de Xingó. A beira do rio esta a uns 50 metros de altitude e o ponto mais alto a uns 180 metros. Boa ladeira para ir e vir. O rio encaixado em muitas pedras, estreito, canyon mesmo.

Pois é, estes famosos canyons de Xingo, a forma básica para visitar é entrar num barco com musica alta, lotado de gente e navegar tipo umas 2 horas até o local. Este passeio já é R$ 150,00 por pessoa. Lá tem que alugar uma canoazinha que vai bem no estreito do Canyon. Enfim – não tivemos força para tanto.

Pegamos nosso jipinho – que já foi comentado que o apelido é TWMA – e fomos pela terra até o canyon em si. Para piorar o pessoal não recomenda nadar por ali pois surgem piranhas e parentes de piranhas de vez em quando. Enfim –  não consigo dizer que é uma atração imperdível. As paisagens, o lago da represa, o canyon do rio São Francisco logo depois, a cidade de Piranhas etc... Na soma é um passeio legal. Enfim....

Pelo que conclui, de barco se conseguia entrar pela voz do S Fco, e subir até Piranhas. Lá tinha um terminal ferroviário (com rotunda para girar a locomotiva e tudo) que ia rumo Oeste para o interior -  até Jatoba ou por ali. Contornando as diversas quedas do rio, inclusive Paulo Afonso. A partir dali voltava a ter navegação fluvial.

Umas notas extras sobre o São Francisco.... Tenho certa fascinação pelo rio. No colégio falava-se muito no rio da integração nacional etc. Em 72 quando fomos para Norte e Nordeste, no retorno (2ª vez que eu cruzava ela), vi o sol nascendo sobre o rio e aquilo me marcou muito especialmente e ao longo dos anos nas diversas vezes que o atravessei, sempre foi um momento especial na viagem. Pra piorar, na musica “O Ciume” do Caetano ele menciona a famosa ponte entre Petrolina e Juazeiro, ligando Pernambuco a Rio Bahia (isto lá em Feira de Santana), então continuo só aumentando minha paixão pelo riozão. Ter ido na foz dele, na ponta do Peba, também me impressionou muito. E um lugar especialmente bonito. Quanto ao lado das quedas de agua, fui olhar no Google Earth.

Quando ele sai de MG e entra na Bahia, está numa cota de 430 metros. Em linha reta até o meio da barragem de Sobradinho dá quase 600 km (imagine seguindo o curso do rio), ali esta a 390 metros,  ou seja uma queda de apenas 40 metros em uma longa distancia. Dali até o lago de Xingo – cai para 140 metros. Com Paulo Afonso e outras quedas no meio. Logo depois de Xingó, em Piranhas – já está a 15 metros de altitude. Ou seja – da Foz até Piranhas, bem navegável e depois de Sobradinho até o meio de Minas. Idem.

E nossa intensa jornada pelo sertão do Nordeste continua. Tanta coisa legal, pessoas especiais, comidas deliciosas. Tudo muito bom.

Proxima etapa, sertão do Ceara, Juazeiro do Norte – terra do Padre Cicero. Pegamos chuva forte na estrada (que coisa incrível), passamos por Salgueiro que era apenas um vilarejo em 1972 quando voltávamos de São Luis do Maranhão e não conseguimos dormir pois o quarto era lotado de mariposas gigantes. Minha mãe, pai, Themis (minha irmã) e eu....

Juazeiro cresceu absurdamente também. Passagem por lá foi bem precária. Eu com problemas no dente de novo, enfim demos só uma geral na cidade. Ficamos apenas um dia.

Nós procuramos pelo menos ficar duas noites em cada pouso. Dá uma sensação de menos angustia ou pressa. Quando por algum motivo temos um trecho que é na base de 2 ou mais noites ficando apenas uma noite, a gente coloca as roupas dos dois numa mala só, assim diminui a movimentação na chegada e na saída.

De Juazeiro do Norte (ponto mais ao norte desta viagem - 7 graus sul – Curitiba fica a 25 graus sul) fomos no rumo Sudoeste para Petrolina. Acho que foi a cidade que mais me espantou pelo crescimento. Incrivelmente agitada e movimentada. Ainda mais que são cidades gêmeas – com Juazeiro na Bahia.

No caminho região bastante agreste, mas também toda verde pela graça das chuvas. Quase em Petrolina, passamos por Lagoa Grande, polo da produção de frutas e os tais vinhos do São Francisco. Tomamos um espumante Brut de uva Syrah. Potável, mas nada de provocar tomar outra garrafa.... Logo depois quebramos a esquerda para pegar uma estradinha que chega em Petrolina beirando o S. Fco. Muito legal ver o rio na sua plenitude, correndo forte, carregando plantas, distribuindo agua por tanto sertão deste Brasil.

Enfim, chegamos a Petrolina, atravessamos a ponte famosa, e eu tomei uma delicia de banho no Rio. Pessoal curtindo a quase praia que tem por ali. Tambem atravessamos numa barquinha de passageiros, outro passeio fantástico.

Jantamos num restaurante de padrão mais alto. Delicia de jantar. Surubi na chapa. Bom demais.

Em seguida partimos rumo Oeste – dia 26 março – para o sul do Piaui. No caminho uma passada pela barragem de Sobradinho – tem estrada em cima – muita fazenda de tilapia e o lago absurdamente grande.

Depois Casa Nova – que está enorme, caótica, feia. Enfim algo a ser evitado. Na saída da cidade um carro da PM da Bahia (estamos em uma rodovia federal – BR) nos para – com armas na mão, 3 policiais. Querem saber se não posso dar carona para um deles. O banco traseiro lotado nos livra desta IMPOSIÇÃO. Que falta de ética destes caras. Pena que não anotei nomes, placa etc. para denunciar de forma mais clara. Sai realmente chocado com a tranquilidade dos caras. Quase como se eu estivesse sendo escolhido.  

Almoçamos em Remanso, bem adiante. Que não era nada em 2008 e agora está bem grande também, mais ajeitada.

 Dali rumo norte, entramos no Piaui e chegamos a famosa São Raimundo Nonato. Cresceu muito também, mas de forma horrível. Canaletas com algo similar a esgoto na rua, tumulto geral, sujeira, crescimento desordenado, ruas esburacadas, carros e motos parando de qualquer jeito. Mas enfim é o jeito deles viverem. Depois na casa que alugamos, a agua da torneira, escura (tipo cinza chumbo), salobra e com cheiro estranho. Enfim – complicado.

Arranjamos um guia Bruno (não recomendamos de jeito nenhum) para no dia seguinte nos levar ao Parque da Capivara.

Que lugar fantástico, visitamos alguns pontos, visitamos a cerâmica, almoçamos ali do lado. Tudo muito bom. Mas com certeza devíamos ter ficado pelo menos mais um dia. Tem varias entradas no parque e cada um com vários passeios. Claro que não com este guia.

O trabalho da Niede Guidon em criar e manter este parque é algo digno de muita homenagem pela sociedade brasileira e pelo mundo eu diria. Tuudo bem ajeitado, organizado, vias de acesso, caminhos, placas etc. Só de ver o que foi feito ali já vale a visita.

Dia seguinte acordamos cedo e fomos pelo sertão do Piaui rumo a Caracol, encontrar nosso guia Leonardo (que cara excelente como guia – 89 98147 3543 ) e rumo ao Parque da serra das Confusões. Este ainda está mais selvagem digamos. Mesma formação do pqe da Capivara, felizmente o acesso agora está na maior parte asfaltado. Lembro que em 2008 o trecho de Caracol até entrada do parque era bem ruim. Fizemos a trilha das Andorinhas, com vistas fantásticas das formações e depois a gruta do riacho do boi. Não é bem uma gruta, mas duas paredes de pedra que se encontram no alto. Uns 20 metros de altura. Magnifico passeio indo mais pra dentro dela. Almoço na Goreti na entrada do parque. Bem razoável e atendimento com muito carinho. Lugar gostoso, até arranjaram uma melancia e umas frutas do conde para nós.

Voltamos para nosso hotel em Caracol. Super simples, mas tudo OK e funcionando. Brincamos que era o hotel simples mais ajeitado que já tínhamos visto. A noite espetinhos na frente do hotel – do outro lado a prefeitura e uma arvore enorme, maravilhosa.

Dia seguinte para um momento que pode ser chamado de culminante da viagem. A travessia pelo sertão, passagem pelo famoso Canion do Viana (que no fundo era o grande objetivo da viagem) e finalmente chegar do outro lado – em Bom Jesus do Piaui.

Saimos na manhã tranquila, tempo bom. Asfalto até Guaribas e um pouco adiante. Dai uma subida para uma região de chapada e de repente uma plaquinha na estrada dizendo – Viana. Simples assim.  Estradinha estreita, galhos roçando o carro, piso de areia, arvores baixas mas bem fechada, graças a chuva e ao tipo de vegetação. Uns 24 km de reta direto. Mas tranquilo. Muitos pássaros. Trilhas laterais de vez em quando. Coisa de caçador ou algo assim. De repente termina a chapada e vem a descida pro Canyon. Tudo completamente deserto.

Começou a confusão. Umas valetas bem fundas, tivemos que descer com muito cuidado e beirando o mato, para não resvalar e cair dentro da valeta. Se cai, complica e bem...

Lá embaixo, muda a vegetação, arvores maiores. Paramos prum cafezinho. Logo em seguida, um atoleiro, com bosta de gado misturado e não teve jeito, motor do carro encavalou no terreno. Por sorte ali perto tinha um pessoal, inclusive com manha para tirar. Nos ajudaram e saímos. Segue em frente, muito areião pesado mas tranquilo. Até chegar na galinhada da Claudiana. Pouso merecido. Hora de almoçar. Lugar super agradável. Mas os paredões ainda estavam longe. A gente os vê, mas a distancia. Mais uns 15 km se aproximaram bem e dai começa a parte maravilhosa da jornada. Uma planície toda cheia de capim e gado, muitas reentrâncias, os paredões formando um zilhão de diferentes formas, o sol da tarde ajudando a mudar as aparências a todos os instantes. E fomos indo, parando, curtindo, apreciando. Coisa maravilhosa. Estrada com muito areião ainda, desvios por causa de lamaceiros. Coisa de uns 25 km o trecho encaixado entre as paredes. Vontade de ficar ali um tempão, passear pelas reentrâncias (tem uma gruta por ali), andar pela parte de cima da chapada etc.

Quando termina, ainda faltam 33 km aproximadamente para Bom Jesus. Mas dai que a coisa complicou. Dois alagamentos fortes, não foi fácil atravessar. Cheguei a pensar que ia perder o carro. Agua veio por cima do capô até a base do parabrisa. Uma represa rompeu e alagou a estrada em dois pontos. A manha?  Olhar o outro lado do alagamento e tentar seguir o traçado da estrada. Quando a gente bobeia, o carro cai da estrada, afunda, atola etc... Tinha hora que o escape fazia barulho de barco – com os gases borbulhando dentro da agua. Eliana me ajudou muito em todos os momentos. Ficou calma, fez o que podia para dar uma mão (exemplo : enquanto eu dava uma ajuda ao motor (140 cv mais uma besta...) para empurrar o carro, ela manobrou (bem...). Como deu tudo certo, foi uma aventura e tanto. Não gosto de abusar dos limites, mas neste caso não tinha jeito. Só para comentar – voltar para trás e dar a volta seriam 300 km, uns 180 na terra. Claro que se a gente sabe que vai perder o carro etc prefere isto, mas na hora você resolve, decide que vai dar certo. Por sorte e alguma pericia deu certo.

Enfim, sol se pondo chegamos a Bom Jesus. Quando a gente chega e ve o jeito da cidade já ve que o agro anda ali, pro bem e pro mal. Supermercado, pizzaria, muito carro bom, movimento grande etc. Ficamos num hotel gostoso, comemos uma pizza com suco de frutas bem boas e descansamos. Dia seguinte fui levar a TWMA para a segunda lavagem da viagem.

Ali perto, coisa de 60 km, tem umas chapadas onde plantam muita soja. Os gaúchos (paranaenses do Sudoeste do estado no meio) já chegaram faz tempo. Este terreno começa no sul da Bahia (Luis Eduardo Magalhaes, Roda Velha etc) e vem subindo até a região de Balsas no Maranhão. Haja chapada.

E tomamos rumo sul, estrada boa, chapadas em volta. Certo ponto tem um desvio para Barreiras do Piaui, mais a Oeste. Dali tem o caminho pouco percorrido que vai até a vila de “por enquanto” no Jalapao. Perto de São Felix. Já tive planos de percorrer. Mas nem cogitei desta vez. E com a chuvarada que temos visto – ia estar muito muito difícil de atravessar. Nem me fale...

No meio da tarde chegamos a Formosa do Rio Preto, já na Bahia, naquela região onde junta Piaui, Maranhao, Tocantins e Bahia. Tem até uma sigla MATOPIBA. Cidade simples, mas ficamos nuns chalés na beira do rio Preto. Que delicia. Fui despachar umas cartas na agencia dos Correios – muito engraçado o jeito. Me senti realmente num lugar bem distante. Tudo muito simples etc. A funcionaria não gostou que eu ia querer mandar cartas simples, sem AR, sem SEDEX etc. Era segunda feira umas 4 da tarde, as cartas só seriam mandadas pra frente na quarta feira a tarde. Como o Brasil é grande.

Dia seguinte, meio nublado, tomamos a estrada que vai pro Jalapão, Mateiros. Inicio é asfalto, dai vem as chapadas, muitas fazendas, muitos caminhões, silos etc.. O usual de região agrícola. De repente acaba o asfalto e a lameira fica pesada. Duvida se estávamos no caminho certo. Estavamos, mas tem dois caminhos ali das chapadas para Mateiros. Este que estávamos mais curto e ótimo em tempo seco. E outro mais longo, mas melhor em tempo chuvoso. Enfim fomos indo em frente. Tem um ponto que a estrada chega na divisa BA- TO e vai numa reta por um bom tempo bem em cima da divisa. Até uma pedra bem peculiar, chamada baliza da divisa. Dali tomamos a direita (oeste) rumo a Mateiros. Descemos levemente a chapada e chegamos em Mateiros. 

Impressionante ver como esta região e tantas outras no Brasil, distantes, isoladas, difícil acesso e mesmo assim são ocupadas pelos brasileiros há MUIIIITO tempo. Como o pessoal vai buscando onde se estabelecer. Algo difícil para a gente que é urbano entender.

Mateiros cresceu muito e ficou horrível. Crescimento bagunçado mas principalmente as ruas esburacadas. O acesso para quem vem do Oeste (que é o principal para os turistas, pois vem de Palmas, Brasilia etc) parece uma brincadeira, com buracos enormes, valetas. Aparentemente o prefeito não está nem ai. E querem começar a cobrar pedágio para entrar na cidade. Ai sim hein?  Que tristeza ver. Realmente esta volta ao Jalapão me decepcionou. Mas enfim, faz parte.

Dia seguinte optamos por tomar o rumo de São Felix, visitar o fervedouro do Ceiça (que parece foi o primeiro a ser frequentado por ali e de certa forma empurrou a fama do Jalapão), o quilombo Mumbuca (ótimo de se visitar). Gente boa, loja legal de capim dourado etc. Fomos no fervedouro do encontro das aguas, mas acesso difícil. No meio da tarde voltamos. Achamos que ficar visitando vários fervedouros não era o caso. No Ceiça chegamos e ficamos 2 horas curtindo lá, sem ninguém. Bom demais. De certa forma nos satisfez totalmente.

Isso é algo que a gente sempre se debate. Ficar um longo tempo num local e aprofundar bem a experiência ali ou visitar de uma forma mais rápida (mas nunca apressada) diversas atrações ou cidades etc... Meio que sem solução. Eliana e eu vamos alternando conforme está nosso sentimento a respeito.

Saimos de Mateiros rumo Sul, garoas ainda, estrada com lama, areiao etc. Na entrada das dunas que agora estão quase totalmente ocupadas por vegetação (pelo jeito não estão se movendo) encontramos Abenita. Na casa dela, na frente da entrada pras dunas, acampei em 2008. Agora ela trabalha pro parque.  Tentamos algumas quilômetros na estrada pra Cachoeira da Velha mas desistimos (em 2008 também não fomos), muito muito escorregadio o terreno, região deserta, ninguém circulando etc.  No caminho para Ponte Alta cruzamos com varias camionetes chegando pois era inicio do feriado de Pascoa. Maioria esmagadora, tanto ali como em Mateiros era de Pajero Dakar. Interessante.

A certa altura uma Dakar se enfiou numa valeta funda, duas descidas, a que eles vinham e a que nós íamos. Quando cheguei no topo vi que descida com curva e aquela geleiazinha de lama cobrindo a pista, melhor se acautelar. Traçao nas 4, diferencial travado e em 2ª marcha, fui descendo devagar. A turma do outro lado acho que foi mais confiante. Mas amarramos uma corda e rapidinho rebocamos pra fora. Como tinha crianças e a esposa do cara parecia bem desesperada (com certeza não acostumada com estas situações) – achei melhor ajudar a resolver rapidinho a coisa.

Em Ponte Alta uma pousada deliciosa, fora da cidade, piscina com vista maravilhosa. Muito bom. Foi um bom descanso. Dia seguinte, passagem por Natividade e Arraias. Tempo de sol maravilhoso. Estas duas cidades são do ciclo do ouro ou diamante. Seculo 18 e 19. Bem interessantes, especialmente porque estão com muito pouca alteração. Quase como Grão Mogol. Mas estas aqui mais legais. Mais pra frente a divisa com Goiás e a subida para a Chapada dos Veadeiros. A gente sai de uns 450 metros e vai a 1500. Paisagem de campos de altitude, muitas pedras. Lindissima. Finalmente chegamos a Alto Paraiso de Goias. É marcante porque aqui já é região de influencia de Brasilia, então definitivamente deixamos Norte, Nordeste, sertão etc e voltamos pra este lado do Brasil mais povoado. Considero tanto Brasilia como Belo Horizonte meio limítrofes entre estes dois lados do pais. Como cresceu esta cidade. Espantoso. Tenho repetido isto. Não sei dizer qual me impressionou mais. Mas Alto Paraiso em 2003 era um lugar horrível. E agora tem restaurante e boteco estilo São Paulo. Gentrificação violenta.

Aqui aconteceu algo engraçado. Quando fomos marcar o hotel, a gente sempre usa o Booking (95% das vezes eu diria), eu coloquei a vila de São Jorge e apareceu um hotel que pela foto era “igual” a um bem gostoso que eu havia ficado em 2003 por ai. Demos mais uma olhada e reservamos. Quando estava passando por Alto Paraiso, pronto pros 30 km seguintes ate São Jorge (não chama mais vila), me deu um estalo e fui olhar. Só a foto era parecida, o hotel ficava ali em Alto Paraiso. Gostamos muito e deu tudo certo. A noite um jantar em alto padrão, para compensar os perrengues dos últimos dias.

4 abril, sábado de aleluia. Fomos até São Jorge, direto na Raizama, que considero, fora as caminhadas dentro do parque, o lugar mais legal dali. Cientes de que a muvuca tendia a ser grande considerando o feriado. Tivemos sorte. Fomos os primeiros a chegar, não tinha ninguém, andamos lá por baixo um tempão curtindo. Foi aparecendo gente mas em pequena quantidade, tranquilamente etc. A questão da muvuca nem é bem a quantidade de pessoas, mas a turma falando alto, dando risadas, fazendo bagunça na trilha, escutando musica etc.  Enfim foi uma visita muito proveitosa e legal. Acabou sendo igual ao Jalapão. Pois não visitamos mais nada.... Não tinha como considerando o feriado. Tudo lotadaço. Fomos no Vale da Lua, quase não tinha nem lugar para estacionar. Mas voltaremos com certeza. Para variar almoçamos no restaurante da Nenzinha. Esta está lá desde antes de todo mundo. Uma delicia. Não é barato, mas é bom demais. A comida, o local etc

Fim de tarde de volta a Alto Paraiso. Lavei o carro de novo (a lama do Jalapão tava incomodando). 3ª e ultima vez. Dia seguinte rumo a Brasilia – finalmente. Eliana não conhecia. Foi muito legal apresentar a ela a capital do Brasil. Morei lá uns 2 anos em 2003. Gostei demais. De tudo. Esta conexão que o pessoal faz da cidade com os políticos que lá pululam, quando você está lá nem percebe. Tem muita coisa boa na cidade. Ficamos dois dias passeando de um lado pra outro. Eu mostrando para ela os lugares legais. Dica de um guia lá em São Jorge, agendamos visita ao Itamarati. Que passeio legal. Imperdivel. Mas não vá de carro. Ali na Esplanada em geral é muito difícil estacionar carro. Mas o palácio em si é muito interessante. A cidade também cresceu de forma absurda. Dois exemplos: a) Não consegui achar o flat que morei logo que cheguei lá. Tem tanto prédio em volta que mesmo estando na frente dele, fiquei desconfiado que não era ali. b) quando saímos para BH, 5:15 da manhã a pista sentido Brasilia já estava totalmente tomada de veículos. Não estavam congestionados, mas a pista muito cheia. Toda a extensão até Luziania.

Outro local que acho legal em Brasilia é a capela N Sra Graças – na asa sul, simples, singela, frugal e linda.

Sem maiores detalhes, saímos cedo rumo BH. Ao entrar em Minas, o primeiro pão de queijo com linguiça. Eita coisa boa. Depois 3 Marias. O imenso lago. Tenho lembrança nítida quando passei aqui a primeira e única (sem contar esta claro) vez, com meus pais e Themis (irmã) rumo a Brasilia. Comemos um surubi delicioso. Tentei repetir a pedida. Não deu certo. Estrada cada vez mais movimentada, chegada em BH especialmente complicada, pois hora do rush da tarde mais chuva pesada que caiu por ali. Gostamos de BH, mas como é difícil a vida por ali. Transito, gente na rua, muito pedinte etc. Mas a gente sempre volta.

Afinal tem o mercado central. Que lugar legal. Passamos a manhã por ali. Abacaxi doce, bolo de tangerina no sabiá, queijos no laticínios Costa etc

Jogo rápido, fomos – mais uma vez – visitar o Inhotim. Saimos cedo, no contra fluxo, chegamos lá bem na hora de abrir. Fomos visitar uns lados que fazia tempo não íamos. No meio da tarde rumo Formiga para dormir. Cidade simpática mas as ruas meio confusas.

Dia seguinte rumo estado de São Paulo. Passamos pelas represas de Furnas, maior muvuca pois era sábado 11 de abril. Fim de semana etc. Entra em São Paulo estradas melhoram. Eu brinco que ate a topografia paulista ajuda. Parece menos acidentado o panorama. Enfim – a gente sente que entrou numa região com outro padrão. Parada em Ribeirão Preto para um café com irmã e cunhado da Eliana e fim de tarde em Matão.

Matão super simpática e aparentemente num pique de crescimento muito forte. Produção de implementos agrícolas, Citrosuco, agricultura etc.

Domingo comemorando aniversario da Samantha (filha da Eliana) e na segunda feira tomei o rumo de casa. Eliana ficou com a filha mais uns dias

Cheguei no final do dia em Curitiba. Bom estar de volta na nossa casa. Mas já pensando em outro passeio.

 

 

 

 

 

 

COMER e DORMIR – DICAS:

 

- Nova Friburgo

                Lanche na padaria Suspiro

- Manhuaçu

                Hotel San Diego

- Grão Mogol

                Hotel Central da Laura. Nem tanto pelo hotel mas pelo carinho e atenção dela

                Restaurante prato feito ao lado do café Bicalho na rua central. Simples, gostoso, barato. Para que pedir mais?

- Rio de Contas

                Espetinho da Chapada

- Ibicoara

                Coffee chapada – na rua principal. Mais pelo atendimento super carinhoso. Mas a comida é boa

- Mucugê

                Restaurante dona Nena. Já fomos outras vezes. Comida caseira boa e bem feita. Vale a pena

- Morro do Chapeu

                Rest Casarão

- Feira de Santana

                Na BA – 052 – um pouco antes de chegar na BR 116 – restaurante Raiz Caipira

- Salvador

                Di Liana – rest Italiano ($)

                Porró – na rua direita de Santo Antonio. Alem de bom, bem atendido, a vista é espetacular.  ($)

- Arembepe

                Rest Mar Aberto – bem defronte ao mar

- Guarajuba

                Pousada Praia Guarajuba

                Rest Carlinhos – meio caro, mas o lugar compensa em tudo

- Indiaroba

                Na vila mais adiante (rumo Aracaju) antes ponte Jorge Amado – empada do Pascasio. Muito bom. Vista muito legal. Vale a pena

- Piranhas

                Hotel pousada nordestina

                Rest Dona Gui (junto Dunen hotel)

- Juazeiro do Norte

                Restaurante Mão de Pilão

 

- Petrolina

                Da Vila Orla Restaurante ($)

- Remanso

                Rest Brito – no posto gasolina na entrada.

- Caracol

                Espetinho em frente a prefeitura e ao hotel Recreio.

                Na entrada pro parque serra das Confusões – rest da Goreti (tem que reservar antes)

- Canion do Viana

                Galinhada (tem outras comidas) da Claudiana. Uns 6 km do Viana – rumo Bom Jesus (entre o Canion e a vilazinha ou lugarejo ou seja lá o que for – chamada Viana) – 089 981216305

- Bom Jesus

                Hotel Brasão

                Pizzaria Maranata

- Formosa do Rio Preto

                Hotel Cosme e Damião – os chalés pertinho do rio. Maravilha

- Mateiros

                Pousada Bela Vista – é simples mas tem tudo certinho. A vista (especialmente no final do dia é fantástica) e o dono Devair está sempre procurando ajeitar e fazer o melhor.

                Rest Rosa do Jalapão

- Ponte Alta

                Pousada Capim Dourado – IMPERDIVEL. Tudo ótimo

                Rest Tamboril

- Ponte Alta       

                Pousada Jardim Eden. Muito legal ficar ali. Tudo de bom.

- Vila de São Jorge (agora apenas São Jorge)

                Restaurante da Nenzinha. ($) – mas vale a pena

- São Gabriel

                Café D`unat – beira da estrada

 

- Brasilia

                Dom Francisco na ASBAC

 

- Matão

                Restaurante Olivio

 

- Santo Antonio da Platina

                Restaurante Skinão Grill – por kg muito bom.

 

 

 

A EVITAR

Apesar de achar ruim ficar criticando os locais, tem uns que são ruins demais. Tem que alertar os outros.  Fico lendo os casos e rindo comigo mesmo, pensando para quem pode ser útil esta informação...eheheh

 

Juazeiro do Norte – CE – restaurante Aroma e Sabor na praça Pe Cicero. Este fomos porque era feriado e não conseguimos achar nada razoável ali por perto.

Santa Cruz – PE – restaurante Sabores do Sertão na BR 122 – acho que a pior comida de toda a viagem.

Corrente – PI – restaurante Lira na BR 135 uns km ao norte da cidade

Brasilia – Xique Xique – tem muita fama, mas serviço meia boca, comida assim assim e preço muito alto. Não vale a pena mesmo

Matão – Hotel Pouso Novo junto a rodoviária




 E AGORA - DÁ-LHE FOTO



Parati e sua famosa maré alta

praia do Laboratorio e a maravilhosa enseada de Angra dos Reis


Gabinete português de leitura

no estacionamento para subir ao Pico da Bandeira


Pico da Bandeira lá em cima - quase chegamos lá...

a serra do Espinhaço ao longe, entre Turmalina e Grão Mogol


Grão Mogol

trilha do Barão em Grão Mogol

praia no rio em Grão Mogol



A igreja de pedras em Rio de Contas

Ponte do Coronel perto de Rio de Contas- tem muito rio assim na região da serra do Espinhaço


frutas diferentes da chapada Diamantina

fazendo almoço na ponte do Coronel - perto de Rio de Contas



Rio de Contas - viela e praça

cachoeira do Buracão em Ibicoara
Buracão visto de cima

Comendo flores em Mucugê

morada de garimpeiros na subida pra rampa do Caim


Na rampa do Caim - rio Paraguaçu ao fundo

idem - rio Paty


Mucugê

boca (113 metros) da gruta dos Brejões


a boca vista pelo lado de dentro

e o famoso bolo de noiva lá dentro


sem comentários  - São Salvador da Bahia de Todos os Santos

Com os queridissimos - Janete e Nivaldo

praia de Arembepe - pequena amostra de como o paraiso pode (ou poderia?) ser


por de sol em Guarajuba

e mais adiante - o nascer do sol - idem



comendo empada de aratu no Pascasio

os famosos canyons de Xingo - rio São Francisco


Piranhas - AL - rio São Francisco no final do dia

Piranhas - se preparando pra noite




padre Cicero em Juazeiro do Norte

rio Sao Francisco perto de Petrolina


a famosa ponte que liga Pernambuco a Rio Bahia - prainha (boa prum banho -tava bom demais)

por do sol em Petrolina - estação da ferrovia conservada


travessia entre Juazeiro e Petrolina

chegamos ao Piaui


Serra da Capivara

Serra das Confusões


Trono na serra das confusões

Serra das Confusões



gruta do riacho do boi na serra das Confusões

iluminação zenital 



Serra das confusões ainda - solidão da TR 4

na chapada rumo ao canyon do Viana - 23 km assim


De repente - muita valeta na descida da chapada

chegando no Canyon








Rio Preto em Formosa

os chapadões entre Bahia e Tocantins


fim de tarde em Mateiros

lojinha no quilombo Mumbuca


Fervedouro do Ceiça

piscina em Ponte Alta do Tocantins



Arraias

Raizama na chapada os Veadeiros - banho de rio sempre faz bem


Hidromassagem na Raizama

jardim de Maytrea na Chapada Veadeiros - outra amostra do paraiso


palacio da Alvorada e Catedral - Brasilia

Jardins no Itamaraty

represa de 3 Marias


Abacaxi em BH

Inhotim - belo pra onde se olhe



escutando ruidos da terra - 200 metros de profundidade
Inhotim - tudo fosforecendo



os retões entre Bahia e Tocantins - rumo Jalapão

mas com uma paradinha prum banho de rio saudavel...

chapadas, planicies e rios de agua limpida - Jalapão

e papagaios

a famosa Ponte Alta do Tocantins - tá proibido passar até pedestre

Arraias

chegando na Chapada dos Veadeiros

 Raizama - canionzinho apertado

Palacio do Planalto - Brasilia

a famosa escada e o lustre do palacio Itamarati

rio Sao Francisco logo apos a barragem de 3 Marias

foto de indios abraçados em Inhotim

Instalção de luminarias no Inhotim

Nova Friburgo na chuva


região do pico da Bandeira

o pico lá em cima nos desafiando

o vale visto da subida pro pico da Bandeira - região de Alto Caparaó

ruela em Grão Mogol

Grão Mogol ao longe

serra do Espinhaço nos acompanhando na ida de Grão Mogol para Bahia

Chegando em Rio de Contas - a Chapada Diamantina

Picos da Chapada Diamantina - perto de Rio de Contas

acima idem - abaixo igreja na vila do Mato Grosso (perto de Rio de Contas) - fundada e habitada prioritamente por portugueses e descendentes. 

casa de garimpeiro na subida pra rampa do Caim

o vale do Paty -na rampa do Caim 

mangues ao sul de Aracaju

rio São Francisco em Piranhas

Juazeiro do Norte - fim da tarde
arvore com promessas ao Padre Cicero


Acima e abaixo - Serra da Capivara