Viagem ao Piaui e arredores
Então. Tenho paixão especial pelo sertão do
Brasil – especialmente o norte de Minas Gerais e dali para o Norte, Nordeste,
Centro Oeste etc.
Em 2008 andei por ali um bom tempo. Outras
vezes visitei algumas áreas na região. Mas sempre uma vontade de voltar
Acabamos decidindo refazer uma boa parte da
região. Num roteiro basicamente pelo interior do Brasil – apesar de irmos rumo
da Bahia e Nordeste.. A famosa tentação das praias.
Foram 45 dias, 10.088 km. Alguns perrengues
(conto adiante) mas principalmente, maiormente, especialmente, paisagens
maravilhosas, gente fantástica e comidas deliciosas, especialmente as frutas é
claro.
O perigo deste tipo de viagem longa é que
tem muita coisa no caminho e você fica querendo parar em cada atração. Tem que
abrir mão um pouco. Meu critério principal é dar mais importância ou foco no
que está mais longe. Ou seja – se vamos para Bahia, Nordeste etc, aquilo que
fica em São Paulo, Sul de Minas, estado do Rio etc pode ser visitado em uma
viagem mais curta etc...
Esta viagem também serviu de teste forte
pro motor da TR 4 que foi refeito no ano passado. Na oficina do Walter
Trentini. Passou fácil em todos os testes. É uma companheira e tanto. Não espana
de jeito nenhum. Nossa convivência com a
TR4 (3 que já tive – a ultima junto com Eliana) sempre foi muito muito boa.
Enfim – saímos daqui numa madrugada de 28
de fevereiro. Travessia de São Paulo sempre um problema (congestionamento,
confusão etc...). Evitar passar por São Paulo sempre ou quase sempre é uma boa
pedida. A alternativa básica é 130 km antes, na Regis (BR 116) sair pra direita
e ir pelo litoral até Santos. La chegando uma opção é retornar ao planalto, no
rodoanel de São Paulo. Continuar pelo litoral é meio chato, pois a estrada até
São Sebastião tem muita curva, travessia de cidades etc.
Pouso em Paraty. Cidade que a gente curte,
mas cada vez mais é uma sucessão de lojas, bares, restaurantes enfim muvuca
turística, que exige foco para enxergar o que se esconde por trás. A descida da
serra de Cunha para Paraty é algo muito especial. Já vale o percurso.
Dia seguinte beirando o mar, com um banho
delicioso na praia do Laboratorio (perto de Angra) fomos até o Rio. O Rio,
sempre bom de estar lá. Andar pela rua, ver o agito nos botecos. Fomos num
boteco acompanhar Fluminense e Vasco, com as duas torcidas no boteco. Encontrar
amigos etc. Eliana teve uma leve (mais que leve eu diria) queimadura de sol. Se
distraiu na praia e sofreu. Mas passou.
Dali para Nova Friburgo, passando por
Lumiar e Sana. Duas cidadezinhas encravadas na serra, simpáticas, natureza
bonita. Enfim, muito bom. Friburgo fora as vendas de lingerie é uma cidade
comum e normal. Como toda a cidade encravada em vale apertado, o transito é
complicado pois acaba tendo vários funis e fica meio caótico.
Desta região para a frente, creio que a
nossa viagem começou com o proposito principal, que foi se dedicar ao interior,
sertão, belezas naturais. Fomos por dentro do estado do Rio e depois por Minas
Gerais até Alto Caparao. Subimos um pedaço do pico da Bandeira. Tempo
encoberto, nem dava vontade de subir muito mais. Mas mesmo assim é uma região
especialmente bonita. Para dar uma ideia básica, a gente estaciona o carro a
quase 2 mil metros de altitude. Dali parte a trilha rumo aos quase 3 mil metros
do pico da Bandeira. Estava tendo uma prova de corrida rustica, trechos de 40
km e até 80 km (este ia duas vezes ao pico da Bandeira). Fiquei pensando muito nisto,
pois sequer consigo entender do que se trata. Mas a turma com quem cruzamos,
tava mandando ver. Animada.
Fomos meio cortando Minas Gerais, acabamos
pegando um bom trecho de terra, sempre muita curva, morros, montanhas. Manhuaçu
agitada, ruas lotadas, a BR 262 (a terrível Vitoria – BH) super tumultuada.
Enfim – tem que ter calma, olho vivo e paciência.
Rumo NO aproximado. As serras mais elevadas
da serra do Espinhaço começam a aparecer ao longe, mas antes passamos por
Capelinha. Cidade que aparentemente cresceu e vive do agro negocio em volta.
Impressionante ver a diferença. Agitada, muitas lojas, motos, carros, ruas bem
pavimentadas. Percebemos vários reflorestamentos em volta mas deve ter algo
mais.
Sobre a Serra do Espinhaço (que eu gosto de
chamar Escudo Brasileiro por achar mais poético ou ufanista ou sei lá o que) se
estende desde Belo Horizonte até as beiras do Rio São Francisco na Bahia.
Grosso modo em linha reta dá coisa de 1.200 km. So que a dita cadeia vai meio
em forma sinuosa. Tem trecho que desaparece mais, em outros fica mais visível.
Mas sempre maravilhosa de se contemplar. Naturalmente o trecho chamado Chapada
Diamantina é o mais bonito (particularmente considero, faz tempo, o lugar mais
bonito do Brasil....)
Enfim – fomos dormir em Turmalina,
simpática cidade já na formação do Espinhaço. Tem o jeito típico de cidade do
interior. Bom de fazer parte mesmo que quase como expectador. Dia seguinte
seguimos, meio paralelo ou cortando um pouco, o Espinhaço, até Grão Mogol.
Bastante terra, mas estradas bem conservadas pois cortam trechos absurdamente
grandes de reflorestamento.
Grão Mogol é uma
pequena joia de cidade, ainda no estilo português- colonial, numa encosta de
morro, pouquíssimos turistas, poucos recursos. Mas simpática e agradável de
passear
Fomos fazer um
bom trecho da tal trilha do Barão (o de Grão Mogol – que ajudou muito a região,
é quase figura mítica por ali). Tem um tipo presépio de pedra, construído
aproveitando umas formações rochosas. Mas o melhor mesmo foi o banho de rio.
Muitas cachoeiras, mas preferimos pegar uma prainha na beira do rio. Tava uma
delícia. Agua fresca, mas não gelada. Bom demais.
E seguimos norte, rumo Bahia, Este trecho
tem paisagens lindíssimas do Espinhaço. Deve ter muuita coisa bonita para ver
por ali. Tem o parque estadual da Serra Nova. Pode ser um bom ponto de partida
para explorar a região. Realmente nos chamou muito a atenção.
Entramos na Bahia, pagamos R$ 12,00 num
côco (mas tinha muita agua, isto temos que reconhecer) e fomos em frente. Mais
uns trechos de terra. Até chegar no pé do Espinhaço novamente – em Livramento e
subindo para a famosa Rio de Contas.
O Google Maps indica o caminho mais rápido
sem indicar se tem trecho não pavimentado ou não. Não descobri como obter esta
informação. Tem horas que mesmo que demore um pouco mais você prefere ir pela
estrada asfaltada...
Creio que é minha terceira vez que durmo em
Rio de Contas (em 2022 apenas almoçamos ali). Conitnuo gostando muito da
cidade. Não sei dizer se prefiro aqui ou Mucuge. Esta cresceu bastante (mais
detalhes adiante).
Enfim, gostoso andar por ali. Muito quente,
mas bom mesmo assim. Dia seguinte fomos passear no interior do Rio de Contas. Rumo
a vila do Mato Grosso – fundada por portugueses. Lá no alto tomamos um café
delicioso. Passamos num Quilombo mas acabamos nos sentindo meio mal, pois
afinal o que estávamos indo fazer ali. Nem paramos o carro. Almoço na beira do
rio na Ponte do Coronel. Como levamos mesa, fogareiro etc fizemos uns ovos
mexidos, com queijo, tomate etc... Na sombra das arvores. Bom demais.
Proxima parada, Mucuge, mas antes disto
demos uma desviada para Ibicoara. Fomos visitar a cachoeira do Buracão. É algo
totalmente imperdível. Maravilhoso. Só indo para ver. Desde que fui da outra
vez já havia uma organização bem coesa dos guias. Taxa única de R$ 150,00 algo
assim. Fomo com o Helder (ou será Elder) – uma EXCELENTE guia – fone 77 99123
3682. Recomendo muito. Tem a possiblidade de juntar outras pessoas e irem
juntos. Fica mais barato, mas é a historia de conciliar as agendas. Um anda
rápido, outro devagar, outro quer ir no Rapel, outro tem carro que não vai bem
na terra etc... Enfim – acho que não vale a pena.
Mas a cachoeira é algo maravilhoso.
IMPERDIVEL mesmo. Tem uma caminhada de uns 40 minutos, acompanhando justamente
o rio que vai cair no buracão, já é uma boa paisagem para se contemplar, fora
que dá para tomar um banho para refrescar, por ali.
Vale ressaltar, que desde o Norte de Minas
e por tudo aqui e por TODA a viagem a
paisagem vai estar totalmente verde e luxuriante. Como eu nunca vi estas partes
do Brasil assim. Dizem que o inicio de ano foi realmente muito bom.
Dali numa grande reta por cima da chapada
chegamos a Mucugê. Como cresceu. Mas no núcleo ou centrinho continua do mesmo
jeito. Muito muito agradável. Sempre gostei e continuo gostando. Eliana então
gosta demais daqui. Dia seguinte era dia de feira na cidade, passeamos por ali,
curtimos o dia, descansamos da ida ao Buracão (tem que pensar nisto também,
evitar esforços maiores em dias seguidos, cada um sabendo da sua forma física,
estado de saúde etc.). No sábado fomos
até Xique Xique do Igatu (outro local extremamente gostoso de se ir) para subir
a rampa do Caim. São 5 km em subida. Pegou para mim, creio que o principal foi
o calor, camisa meio quente, algo assim. Se não fosse a ajuda da Eliana eu ia
ficar complicado. Mas tudo isto vira nada quando a gente chega lá no alto e ve
o vale do Paty em frente e o vale do Paraguaçu a esquerda. Maravilha, De babar.
Ficamos ali contemplando e pensando na sorte de poder contemplar e admirar algo
tão maravilhoso. Dali, voltar e rumo de casa. Chegamos esgotados de volta em
Mucuge. Por sorte, Eliana se animou a fazer um macarrão com molho e e
almondegas que estava uma delicia. Coisa
boa demais.
Pelas minhas contas o desnível é na faixa
de 160 a 200 metros entre Igatu e a rampa do Caim. Mas a caminhada é longa,
cheia de obstáculos etc.
Nesta e em outras viagens a gente prefere
alugar apto ou casa quando vai ficar 3 noites ou mais. Fica mais a vontade.
Lava roupa, prepara comidinhas. Organiza as malas etc...
No domingo dia 15 março, saímos cedo rumo a
gruta dos Brejoes, uma das bocas de caverna mais altas do Brasil. 113 metros.
No caminho parada para um reforço no café da manhã – mandioca, ovo frito,
linguiça, carne de sol, farofa temperada. Eita coisa boa demais.
Bem na chegada do vilarejo o rio estava
cheio demais. Deixamos o carro, atravessamos a pé e fomos até a vila. Tinha uma
impressão muito ruim deste vilarejo, ainda tenho. Mas é visível que pelo menos
uma parte da população está tentando dar uma melhorada no mesmo. Fomos lá até a
gruta, meio complicado também por causa do nível do rio, mas deu certo.
Passamos pela boca, um estalactite gigante, o tal bolo de noiva (uma piscina de
calcário circular, fantástica). Interessante que esta gruta é enorme e as formações
também – apesar de poucas, são gigantescas. Impressão que dá é que ela é de uma
formação mais recente que as medias das grutas que a gente visita. Muita pedra
lascada pelo chão. Etc.
Não fomos muito adiante pois a subida no
Caim no dia anterior ainda tinha seus efeitos. Guia Eunisio muito legal. Almoçamos ali mesmo. Comida
simples, não é barata. Mas tudo ótimo.
Voltamos pelo mesmo caminho, até Morro do
Chapeu onde dormimos. Dia seguinte – como diria Renato Russo – fomos direto a
Salvador. Desastre grande entre Feira e Salvador, um morto, vários carros e
caminhões envolvidos. Engavetamento total. Também todos a 150 por hora, de
repente dá confusão...
Por do sol na Bahia de Todos os Santos. Que
cidade, que lugar especial é este. Merece o nome – São Salvador da Bahia de
Todos os Santos. Saravá mesmo.
Salvador ficamos meio de bobeira, curtindo
o lugar, estava com um dente com problemas, precisei tratar o canal. Alias vale
comentar (não recebo nada por isto) – a gente sempre faz um seguro de viagens
quando vai de carro, por segurança. Fizemos com Allianz, nos atenderam super
bem quando precisei, tá faltando só reembolsarem a grana. Mas deve dar certo.
Saindo desta cidade maravilhosa, resolvemos
descansar ainda mais um pouco. Dois dias em Guarajuba. Virou um balneário de
gente bem chique, tudo cercado, um conglomerado de condomínios, enormes. Mas a
praia e o visual ainda maravilhosos. Viimos por de sol e nascer do sol. Tudo
maravilha. A partir dai rumo ao sertão finalmente,
Fomos pela linha verde até a divisa com
Sergipe, logo em seguida tomamos a direita numa via litorânea. Foi uma ótima
ideia. Tranquila, belas vistas
Logo para começar, após a cidade de
Indiaroba, mas antes de atravessar a grande ponte Jorge Amado, entramos num
vilarejo para ir comer a empada do Pascasio. Tudo muito bom. A empada, o lugar,
o atendimento, o preço etc.
E uma vila dedicada ao Aratu, uma espécie
de caranguejo que também vive no mangue.
Valeu muito a pena.
Quase em Aracaju, quando a gente vira a
direita na rua Jose Domingos Maia, logo na direita tem uma banca de agua de
coco com uma senhora fantástica (a dona) cuidando e atendendo, e contando
causos. Bom demais. Logo depois da loja Ponto Tem.
Aracaju também me espantou pelo tamanho,
que coisa. Aquela praia de Atalaia era deserta quando vi pela ultima vez, agora
um prédio atrás do outro. Fomos em frente pelo sertão, até Piranhas. Na beira
do rio São Francisco. Sempre maravilhoso. Muito quente. Cidade engraçada, pois
tem a parte baixa – junto a rio que é histórica. Tinha um trem ali do tempo de
D Pedro II que ia pro interior. Depois tem a parte alta e depois tem a antiga
vila dos trabalhadores na barragem de Xingó. A beira do rio esta a uns 50
metros de altitude e o ponto mais alto a uns 180 metros. Boa ladeira para ir e
vir. O rio encaixado em muitas pedras, estreito, canyon mesmo.
Pois é, estes famosos canyons de Xingo, a
forma básica para visitar é entrar num barco com musica alta, lotado de gente e
navegar tipo umas 2 horas até o local. Este passeio já é R$ 150,00 por pessoa. Lá
tem que alugar uma canoazinha que vai bem no estreito do Canyon. Enfim – não
tivemos força para tanto.
Pegamos nosso jipinho – que já foi
comentado que o apelido é TWMA – e fomos pela terra até o canyon em si. Para
piorar o pessoal não recomenda nadar por ali pois surgem piranhas e parentes de
piranhas de vez em quando. Enfim – não
consigo dizer que é uma atração imperdível. As paisagens, o lago da represa, o
canyon do rio São Francisco logo depois, a cidade de Piranhas etc... Na soma é
um passeio legal. Enfim....
Pelo que conclui, de barco se conseguia
entrar pela voz do S Fco, e subir até Piranhas. Lá tinha um terminal
ferroviário (com rotunda para girar a locomotiva e tudo) que ia rumo Oeste para
o interior - até Jatoba ou por ali.
Contornando as diversas quedas do rio, inclusive Paulo Afonso. A partir dali
voltava a ter navegação fluvial.
Umas notas extras sobre o São Francisco....
Tenho certa fascinação pelo rio. No colégio falava-se muito no rio da
integração nacional etc. Em 72 quando fomos para Norte e Nordeste, no retorno
(2ª vez que eu cruzava ela), vi o sol nascendo sobre o rio e aquilo me marcou
muito especialmente e ao longo dos anos nas diversas vezes que o atravessei,
sempre foi um momento especial na viagem. Pra piorar, na musica “O Ciume” do
Caetano ele menciona a famosa ponte entre Petrolina e Juazeiro, ligando
Pernambuco a Rio Bahia (isto lá em Feira de Santana), então continuo só
aumentando minha paixão pelo riozão. Ter ido na foz dele, na ponta do Peba,
também me impressionou muito. E um lugar especialmente bonito. Quanto ao lado
das quedas de agua, fui olhar no Google Earth.
Quando ele sai de MG e entra na Bahia, está
numa cota de 430 metros. Em linha reta até o meio da barragem de Sobradinho dá
quase 600 km (imagine seguindo o curso do rio), ali esta a 390 metros, ou seja uma queda de apenas 40 metros em uma
longa distancia. Dali até o lago de Xingo – cai para 140 metros. Com Paulo
Afonso e outras quedas no meio. Logo depois de Xingó, em Piranhas – já está a
15 metros de altitude. Ou seja – da Foz até Piranhas, bem navegável e depois de
Sobradinho até o meio de Minas. Idem.
E nossa intensa jornada pelo sertão do
Nordeste continua. Tanta coisa legal, pessoas especiais, comidas deliciosas.
Tudo muito bom.
Proxima etapa, sertão do Ceara, Juazeiro do
Norte – terra do Padre Cicero. Pegamos chuva forte na estrada (que coisa
incrível), passamos por Salgueiro que era apenas um vilarejo em 1972 quando
voltávamos de São Luis do Maranhão e não conseguimos dormir pois o quarto era
lotado de mariposas gigantes. Minha mãe, pai, Themis (minha irmã) e eu....
Juazeiro cresceu absurdamente também.
Passagem por lá foi bem precária. Eu com problemas no dente de novo, enfim
demos só uma geral na cidade. Ficamos apenas um dia.
Nós procuramos pelo menos ficar duas noites
em cada pouso. Dá uma sensação de menos angustia ou pressa. Quando por algum
motivo temos um trecho que é na base de 2 ou mais noites ficando apenas uma
noite, a gente coloca as roupas dos dois numa mala só, assim diminui a
movimentação na chegada e na saída.
De Juazeiro do Norte (ponto mais ao norte
desta viagem - 7 graus sul – Curitiba fica a 25 graus sul) fomos no rumo
Sudoeste para Petrolina. Acho que foi a cidade que mais me espantou pelo
crescimento. Incrivelmente agitada e movimentada. Ainda mais que são cidades
gêmeas – com Juazeiro na Bahia.
No caminho região bastante agreste, mas
também toda verde pela graça das chuvas. Quase em Petrolina, passamos por Lagoa
Grande, polo da produção de frutas e os tais vinhos do São Francisco. Tomamos
um espumante Brut de uva Syrah. Potável, mas nada de provocar tomar outra
garrafa.... Logo depois quebramos a esquerda para pegar uma estradinha que
chega em Petrolina beirando o S. Fco. Muito legal ver o rio na sua plenitude,
correndo forte, carregando plantas, distribuindo agua por tanto sertão deste
Brasil.
Enfim, chegamos a Petrolina, atravessamos a
ponte famosa, e eu tomei uma delicia de banho no Rio. Pessoal curtindo a quase
praia que tem por ali. Tambem atravessamos numa barquinha de passageiros, outro
passeio fantástico.
Jantamos num restaurante de padrão mais
alto. Delicia de jantar. Surubi na chapa. Bom demais.
Em seguida partimos rumo Oeste – dia 26
março – para o sul do Piaui. No caminho uma passada pela barragem de Sobradinho
– tem estrada em cima – muita fazenda de tilapia e o lago absurdamente grande.
Depois Casa Nova – que está enorme, caótica,
feia. Enfim algo a ser evitado. Na saída da cidade um carro da PM da Bahia
(estamos em uma rodovia federal – BR) nos para – com armas na mão, 3 policiais.
Querem saber se não posso dar carona para um deles. O banco traseiro lotado nos
livra desta IMPOSIÇÃO. Que falta de ética destes caras. Pena que não anotei
nomes, placa etc. para denunciar de forma mais clara. Sai realmente chocado com
a tranquilidade dos caras. Quase como se eu estivesse sendo escolhido.
Almoçamos em Remanso, bem adiante. Que não
era nada em 2008 e agora está bem grande também, mais ajeitada.
Dali
rumo norte, entramos no Piaui e chegamos a famosa São Raimundo Nonato. Cresceu
muito também, mas de forma horrível. Canaletas com algo similar a esgoto na
rua, tumulto geral, sujeira, crescimento desordenado, ruas esburacadas, carros
e motos parando de qualquer jeito. Mas enfim é o jeito deles viverem. Depois na
casa que alugamos, a agua da torneira, escura (tipo cinza chumbo), salobra e
com cheiro estranho. Enfim – complicado.
Arranjamos um guia Bruno (não recomendamos
de jeito nenhum) para no dia seguinte nos levar ao Parque da Capivara.
Que lugar fantástico, visitamos alguns
pontos, visitamos a cerâmica, almoçamos ali do lado. Tudo muito bom. Mas com
certeza devíamos ter ficado pelo menos mais um dia. Tem varias entradas no
parque e cada um com vários passeios. Claro que não com este guia.
O trabalho da Niede Guidon em criar e
manter este parque é algo digno de muita homenagem pela sociedade brasileira e
pelo mundo eu diria. Tuudo bem ajeitado, organizado, vias de acesso, caminhos,
placas etc. Só de ver o que foi feito ali já vale a visita.
Dia seguinte acordamos cedo e fomos pelo
sertão do Piaui rumo a Caracol, encontrar nosso guia Leonardo (que cara
excelente como guia – 89 98147 3543 ) e rumo ao Parque da serra das Confusões.
Este ainda está mais selvagem digamos. Mesma formação do pqe da Capivara,
felizmente o acesso agora está na maior parte asfaltado. Lembro que em 2008 o
trecho de Caracol até entrada do parque era bem ruim. Fizemos a trilha das
Andorinhas, com vistas fantásticas das formações e depois a gruta do riacho do
boi. Não é bem uma gruta, mas duas paredes de pedra que se encontram no alto.
Uns 20 metros de altura. Magnifico passeio indo mais pra dentro dela. Almoço na
Goreti na entrada do parque. Bem razoável e atendimento com muito carinho.
Lugar gostoso, até arranjaram uma melancia e umas frutas do conde para nós.
Voltamos para nosso hotel em Caracol. Super
simples, mas tudo OK e funcionando. Brincamos que era o hotel simples mais
ajeitado que já tínhamos visto. A noite espetinhos na frente do hotel – do
outro lado a prefeitura e uma arvore enorme, maravilhosa.
Dia seguinte para um momento que pode ser
chamado de culminante da viagem. A travessia pelo sertão, passagem pelo famoso
Canion do Viana (que no fundo era o grande objetivo da viagem) e finalmente
chegar do outro lado – em Bom Jesus do Piaui.
Saimos na manhã tranquila, tempo bom.
Asfalto até Guaribas e um pouco adiante. Dai uma subida para uma região de
chapada e de repente uma plaquinha na estrada dizendo – Viana. Simples assim. Estradinha estreita, galhos roçando o carro,
piso de areia, arvores baixas mas bem fechada, graças a chuva e ao tipo de
vegetação. Uns 24 km de reta direto. Mas tranquilo. Muitos pássaros. Trilhas
laterais de vez em quando. Coisa de caçador ou algo assim. De repente termina a
chapada e vem a descida pro Canyon. Tudo completamente deserto.
Começou a confusão. Umas valetas bem
fundas, tivemos que descer com muito cuidado e beirando o mato, para não
resvalar e cair dentro da valeta. Se cai, complica e bem...
Lá embaixo, muda a vegetação, arvores
maiores. Paramos prum cafezinho. Logo em seguida, um atoleiro, com bosta de
gado misturado e não teve jeito, motor do carro encavalou no terreno. Por sorte
ali perto tinha um pessoal, inclusive com manha para tirar. Nos ajudaram e
saímos. Segue em frente, muito areião pesado mas tranquilo. Até chegar na
galinhada da Claudiana. Pouso merecido. Hora de almoçar. Lugar super agradável.
Mas os paredões ainda estavam longe. A gente os vê, mas a distancia. Mais uns
15 km se aproximaram bem e dai começa a parte maravilhosa da jornada. Uma planície
toda cheia de capim e gado, muitas reentrâncias, os paredões formando um zilhão
de diferentes formas, o sol da tarde ajudando a mudar as aparências a todos os
instantes. E fomos indo, parando, curtindo, apreciando. Coisa maravilhosa.
Estrada com muito areião ainda, desvios por causa de lamaceiros. Coisa de uns
25 km o trecho encaixado entre as paredes. Vontade de ficar ali um tempão,
passear pelas reentrâncias (tem uma gruta por ali), andar pela parte de cima da
chapada etc.
Quando termina, ainda faltam 33 km
aproximadamente para Bom Jesus. Mas dai que a coisa complicou. Dois alagamentos
fortes, não foi fácil atravessar. Cheguei a pensar que ia perder o carro. Agua
veio por cima do capô até a base do parabrisa. Uma represa rompeu e alagou a
estrada em dois pontos. A manha? Olhar o
outro lado do alagamento e tentar seguir o traçado da estrada. Quando a gente
bobeia, o carro cai da estrada, afunda, atola etc... Tinha hora que o escape
fazia barulho de barco – com os gases borbulhando dentro da agua. Eliana me
ajudou muito em todos os momentos. Ficou calma, fez o que podia para dar uma
mão (exemplo : enquanto eu dava uma ajuda ao motor (140 cv mais uma besta...)
para empurrar o carro, ela manobrou (bem...). Como deu tudo certo, foi uma
aventura e tanto. Não gosto de abusar dos limites, mas neste caso não tinha
jeito. Só para comentar – voltar para trás e dar a volta seriam 300 km, uns 180
na terra. Claro que se a gente sabe que vai perder o carro etc prefere isto,
mas na hora você resolve, decide que vai dar certo. Por sorte e alguma pericia
deu certo.
Enfim, sol se pondo chegamos a Bom Jesus.
Quando a gente chega e ve o jeito da cidade já ve que o agro anda ali, pro bem
e pro mal. Supermercado, pizzaria, muito carro bom, movimento grande etc.
Ficamos num hotel gostoso, comemos uma pizza com suco de frutas bem boas e
descansamos. Dia seguinte fui levar a TWMA para a segunda lavagem da viagem.
Ali perto, coisa de 60 km, tem umas
chapadas onde plantam muita soja. Os gaúchos (paranaenses do Sudoeste do estado
no meio) já chegaram faz tempo. Este terreno começa no sul da Bahia (Luis
Eduardo Magalhaes, Roda Velha etc) e vem subindo até a região de Balsas no
Maranhão. Haja chapada.
E tomamos rumo sul, estrada boa, chapadas
em volta. Certo ponto tem um desvio para Barreiras do Piaui, mais a Oeste. Dali
tem o caminho pouco percorrido que vai até a vila de “por enquanto” no Jalapao.
Perto de São Felix. Já tive planos de percorrer. Mas nem cogitei desta vez. E
com a chuvarada que temos visto – ia estar muito muito difícil de atravessar.
Nem me fale...
No meio da tarde chegamos a Formosa do Rio
Preto, já na Bahia, naquela região onde junta Piaui, Maranhao, Tocantins e
Bahia. Tem até uma sigla MATOPIBA. Cidade simples, mas ficamos nuns chalés na
beira do rio Preto. Que delicia. Fui despachar umas cartas na agencia dos
Correios – muito engraçado o jeito. Me senti realmente num lugar bem distante.
Tudo muito simples etc. A funcionaria não gostou que eu ia querer mandar cartas
simples, sem AR, sem SEDEX etc. Era segunda feira umas 4 da tarde, as cartas só
seriam mandadas pra frente na quarta feira a tarde. Como o Brasil é grande.
Dia seguinte, meio nublado, tomamos a
estrada que vai pro Jalapão, Mateiros. Inicio é asfalto, dai vem as chapadas,
muitas fazendas, muitos caminhões, silos etc.. O usual de região agrícola. De
repente acaba o asfalto e a lameira fica pesada. Duvida se estávamos no caminho
certo. Estavamos, mas tem dois caminhos ali das chapadas para Mateiros. Este
que estávamos mais curto e ótimo em tempo seco. E outro mais longo, mas melhor
em tempo chuvoso. Enfim fomos indo em frente. Tem um ponto que a estrada chega
na divisa BA- TO e vai numa reta por um bom tempo bem em cima da divisa. Até
uma pedra bem peculiar, chamada baliza da divisa. Dali tomamos a direita
(oeste) rumo a Mateiros. Descemos levemente a chapada e chegamos em
Mateiros.
Impressionante ver como esta região e
tantas outras no Brasil, distantes, isoladas, difícil acesso e mesmo assim são
ocupadas pelos brasileiros há MUIIIITO tempo. Como o pessoal vai buscando onde
se estabelecer. Algo difícil para a gente que é urbano entender.
Mateiros cresceu muito e ficou horrível.
Crescimento bagunçado mas principalmente as ruas esburacadas. O acesso para
quem vem do Oeste (que é o principal para os turistas, pois vem de Palmas,
Brasilia etc) parece uma brincadeira, com buracos enormes, valetas.
Aparentemente o prefeito não está nem ai. E querem começar a cobrar pedágio
para entrar na cidade. Ai sim hein? Que
tristeza ver. Realmente esta volta ao Jalapão me decepcionou. Mas enfim, faz
parte.
Dia seguinte optamos por tomar o rumo de
São Felix, visitar o fervedouro do Ceiça (que parece foi o primeiro a ser
frequentado por ali e de certa forma empurrou a fama do Jalapão), o quilombo
Mumbuca (ótimo de se visitar). Gente boa, loja legal de capim dourado etc.
Fomos no fervedouro do encontro das aguas, mas acesso difícil. No meio da tarde
voltamos. Achamos que ficar visitando vários fervedouros não era o caso. No
Ceiça chegamos e ficamos 2 horas curtindo lá, sem ninguém. Bom demais. De certa
forma nos satisfez totalmente.
Isso é algo que a gente sempre se debate.
Ficar um longo tempo num local e aprofundar bem a experiência ali ou visitar de
uma forma mais rápida (mas nunca apressada) diversas atrações ou cidades etc...
Meio que sem solução. Eliana e eu vamos alternando conforme está nosso
sentimento a respeito.
Saimos de Mateiros rumo Sul, garoas ainda,
estrada com lama, areiao etc. Na entrada das dunas que agora estão quase
totalmente ocupadas por vegetação (pelo jeito não estão se movendo) encontramos
Abenita. Na casa dela, na frente da entrada pras dunas, acampei em 2008. Agora
ela trabalha pro parque. Tentamos
algumas quilômetros na estrada pra Cachoeira da Velha mas desistimos (em 2008
também não fomos), muito muito escorregadio o terreno, região deserta, ninguém
circulando etc. No caminho para Ponte
Alta cruzamos com varias camionetes chegando pois era inicio do feriado de
Pascoa. Maioria esmagadora, tanto ali como em Mateiros era de Pajero Dakar.
Interessante.
A certa altura uma Dakar se enfiou numa
valeta funda, duas descidas, a que eles vinham e a que nós íamos. Quando
cheguei no topo vi que descida com curva e aquela geleiazinha de lama cobrindo
a pista, melhor se acautelar. Traçao nas 4, diferencial travado e em 2ª marcha,
fui descendo devagar. A turma do outro lado acho que foi mais confiante. Mas
amarramos uma corda e rapidinho rebocamos pra fora. Como tinha crianças e a
esposa do cara parecia bem desesperada (com certeza não acostumada com estas
situações) – achei melhor ajudar a resolver rapidinho a coisa.
Em Ponte Alta uma pousada deliciosa, fora
da cidade, piscina com vista maravilhosa. Muito bom. Foi um bom descanso. Dia
seguinte, passagem por Natividade e Arraias. Tempo de sol maravilhoso. Estas
duas cidades são do ciclo do ouro ou diamante. Seculo 18 e 19. Bem
interessantes, especialmente porque estão com muito pouca alteração. Quase como
Grão Mogol. Mas estas aqui mais legais. Mais pra frente a divisa com Goiás e a
subida para a Chapada dos Veadeiros. A gente sai de uns 450 metros e vai a
1500. Paisagem de campos de altitude, muitas pedras. Lindissima. Finalmente
chegamos a Alto Paraiso de Goias. É marcante porque aqui já é região de
influencia de Brasilia, então definitivamente deixamos Norte, Nordeste, sertão
etc e voltamos pra este lado do Brasil mais povoado. Considero tanto Brasilia
como Belo Horizonte meio limítrofes entre estes dois lados do pais. Como
cresceu esta cidade. Espantoso. Tenho repetido isto. Não sei dizer qual me
impressionou mais. Mas Alto Paraiso em 2003 era um lugar horrível. E agora tem
restaurante e boteco estilo São Paulo. Gentrificação violenta.
Aqui aconteceu algo engraçado. Quando fomos
marcar o hotel, a gente sempre usa o Booking (95% das vezes eu diria), eu coloquei
a vila de São Jorge e apareceu um hotel que pela foto era “igual” a um bem
gostoso que eu havia ficado em 2003 por ai. Demos mais uma olhada e reservamos.
Quando estava passando por Alto Paraiso, pronto pros 30 km seguintes ate São
Jorge (não chama mais vila), me deu um estalo e fui olhar. Só a foto era
parecida, o hotel ficava ali em Alto Paraiso. Gostamos muito e deu tudo certo.
A noite um jantar em alto padrão, para compensar os perrengues dos últimos
dias.
4 abril, sábado de aleluia. Fomos até São
Jorge, direto na Raizama, que considero, fora as caminhadas dentro do parque, o
lugar mais legal dali. Cientes de que a muvuca tendia a ser grande considerando
o feriado. Tivemos sorte. Fomos os primeiros a chegar, não tinha ninguém,
andamos lá por baixo um tempão curtindo. Foi aparecendo gente mas em pequena
quantidade, tranquilamente etc. A questão da muvuca nem é bem a quantidade de pessoas,
mas a turma falando alto, dando risadas, fazendo bagunça na trilha, escutando
musica etc. Enfim foi uma visita muito
proveitosa e legal. Acabou sendo igual ao Jalapão. Pois não visitamos mais
nada.... Não tinha como considerando o feriado. Tudo lotadaço. Fomos no Vale da
Lua, quase não tinha nem lugar para estacionar. Mas voltaremos com certeza.
Para variar almoçamos no restaurante da Nenzinha. Esta está lá desde antes de
todo mundo. Uma delicia. Não é barato, mas é bom demais. A comida, o local etc
Fim de tarde de volta a Alto Paraiso. Lavei
o carro de novo (a lama do Jalapão tava incomodando). 3ª e ultima vez. Dia
seguinte rumo a Brasilia – finalmente. Eliana não conhecia. Foi muito legal
apresentar a ela a capital do Brasil. Morei lá uns 2 anos em 2003. Gostei
demais. De tudo. Esta conexão que o pessoal faz da cidade com os políticos que
lá pululam, quando você está lá nem percebe. Tem muita coisa boa na cidade.
Ficamos dois dias passeando de um lado pra outro. Eu mostrando para ela os
lugares legais. Dica de um guia lá em São Jorge, agendamos visita ao Itamarati.
Que passeio legal. Imperdivel. Mas não vá de carro. Ali na Esplanada em geral é
muito difícil estacionar carro. Mas o palácio em si é muito interessante. A
cidade também cresceu de forma absurda. Dois exemplos: a) Não consegui achar o
flat que morei logo que cheguei lá. Tem tanto prédio em volta que mesmo estando
na frente dele, fiquei desconfiado que não era ali. b) quando saímos para BH,
5:15 da manhã a pista sentido Brasilia já estava totalmente tomada de veículos.
Não estavam congestionados, mas a pista muito cheia. Toda a extensão até
Luziania.
Outro local que acho legal em Brasilia é a
capela N Sra Graças – na asa sul, simples, singela, frugal e linda.
Sem maiores detalhes, saímos cedo rumo BH.
Ao entrar em Minas, o primeiro pão de queijo com linguiça. Eita coisa boa.
Depois 3 Marias. O imenso lago. Tenho lembrança nítida quando passei aqui a
primeira e única (sem contar esta claro) vez, com meus pais e Themis (irmã)
rumo a Brasilia. Comemos um surubi delicioso. Tentei repetir a pedida. Não deu
certo. Estrada cada vez mais movimentada, chegada em BH especialmente
complicada, pois hora do rush da tarde mais chuva pesada que caiu por ali.
Gostamos de BH, mas como é difícil a vida por ali. Transito, gente na rua,
muito pedinte etc. Mas a gente sempre volta.
Afinal tem o mercado central. Que lugar
legal. Passamos a manhã por ali. Abacaxi doce, bolo de tangerina no sabiá,
queijos no laticínios Costa etc
Jogo rápido, fomos – mais uma vez – visitar
o Inhotim. Saimos cedo, no contra fluxo, chegamos lá bem na hora de abrir.
Fomos visitar uns lados que fazia tempo não íamos. No meio da tarde rumo
Formiga para dormir. Cidade simpática mas as ruas meio confusas.
Dia seguinte rumo estado de São Paulo.
Passamos pelas represas de Furnas, maior muvuca pois era sábado 11 de abril.
Fim de semana etc. Entra em São Paulo estradas melhoram. Eu brinco que ate a
topografia paulista ajuda. Parece menos acidentado o panorama. Enfim – a gente
sente que entrou numa região com outro padrão. Parada em Ribeirão Preto para um
café com irmã e cunhado da Eliana e fim de tarde em Matão.
Matão super simpática e aparentemente num
pique de crescimento muito forte. Produção de implementos agrícolas, Citrosuco,
agricultura etc.
Domingo comemorando aniversario da Samantha
(filha da Eliana) e na segunda feira tomei o rumo de casa. Eliana ficou com a
filha mais uns dias
Cheguei no final do dia em Curitiba. Bom
estar de volta na nossa casa. Mas já pensando em outro passeio.
COMER e DORMIR – DICAS:
- Nova Friburgo
Lanche
na padaria Suspiro
- Manhuaçu
Hotel
San Diego
- Grão Mogol
Hotel
Central da Laura. Nem tanto pelo hotel mas pelo carinho e atenção dela
Restaurante
prato feito ao lado do café Bicalho na rua central. Simples, gostoso, barato.
Para que pedir mais?
- Rio de Contas
Espetinho
da Chapada
- Ibicoara
Coffee
chapada – na rua principal. Mais pelo atendimento super carinhoso. Mas a comida
é boa
- Mucugê
Restaurante
dona Nena. Já fomos outras vezes. Comida caseira boa e bem feita. Vale a pena
- Morro do Chapeu
Rest
Casarão
- Feira de Santana
Na
BA – 052 – um pouco antes de chegar na BR 116 – restaurante Raiz Caipira
- Salvador
Di
Liana – rest Italiano ($)
Porró
– na rua direita de Santo Antonio. Alem de bom, bem atendido, a vista é
espetacular. ($)
- Arembepe
Rest
Mar Aberto – bem defronte ao mar
- Guarajuba
Pousada
Praia Guarajuba
Rest
Carlinhos – meio caro, mas o lugar compensa em tudo
- Indiaroba
Na
vila mais adiante (rumo Aracaju) antes ponte Jorge Amado – empada do Pascasio.
Muito bom. Vista muito legal. Vale a pena
- Piranhas
Hotel
pousada nordestina
Rest
Dona Gui (junto Dunen hotel)
- Juazeiro do Norte
Restaurante
Mão de Pilão
- Petrolina
Da
Vila Orla Restaurante ($)
- Remanso
Rest
Brito – no posto gasolina na entrada.
- Caracol
Espetinho
em frente a prefeitura e ao hotel Recreio.
Na
entrada pro parque serra das Confusões – rest da Goreti (tem que reservar
antes)
- Canion do Viana
Galinhada
(tem outras comidas) da Claudiana. Uns 6 km do Viana – rumo Bom Jesus (entre o
Canion e a vilazinha ou lugarejo ou seja lá o que for – chamada Viana) – 089 981216305
- Bom Jesus
Hotel
Brasão
Pizzaria
Maranata
- Formosa do Rio Preto
Hotel
Cosme e Damião – os chalés pertinho do rio. Maravilha
- Mateiros
Pousada
Bela Vista – é simples mas tem tudo certinho. A vista (especialmente no final
do dia é fantástica) e o dono Devair está sempre procurando ajeitar e fazer o
melhor.
Rest
Rosa do Jalapão
- Ponte Alta
Pousada
Capim Dourado – IMPERDIVEL. Tudo ótimo
Rest
Tamboril
- Ponte Alta
Pousada
Jardim Eden. Muito legal ficar ali. Tudo de bom.
- Vila de São Jorge (agora apenas São
Jorge)
Restaurante
da Nenzinha. ($) – mas vale a pena
- São Gabriel
Café
D`unat – beira da estrada
- Brasilia
Dom
Francisco na ASBAC
- Matão
Restaurante
Olivio
- Santo Antonio da Platina
Restaurante
Skinão Grill – por kg muito bom.
A EVITAR
Apesar de achar ruim ficar criticando os
locais, tem uns que são ruins demais. Tem que alertar os outros. Fico lendo os casos e rindo comigo mesmo,
pensando para quem pode ser útil esta informação...eheheh
Juazeiro do Norte – CE – restaurante Aroma
e Sabor na praça Pe Cicero. Este fomos porque era feriado e não conseguimos
achar nada razoável ali por perto.
Santa Cruz – PE – restaurante Sabores do
Sertão na BR 122 – acho que a pior comida de toda a viagem.
Corrente – PI – restaurante Lira na BR 135
uns km ao norte da cidade
Brasilia – Xique Xique – tem muita fama,
mas serviço meia boca, comida assim assim e preço muito alto. Não vale a pena
mesmo
Matão – Hotel Pouso Novo junto a rodoviária
E AGORA - DÁ-LHE FOTO
praia do Laboratorio e a maravilhosa enseada de Angra dos Reis
Gabinete português de leitura
no estacionamento para subir ao Pico da Bandeira
Pico da Bandeira lá em cima - quase chegamos lá...
a serra do Espinhaço ao longe, entre Turmalina e Grão Mogol
Grão Mogol
trilha do Barão em Grão Mogol
praia no rio em Grão Mogol
frutas diferentes da chapada Diamantina
fazendo almoço na ponte do Coronel - perto de Rio de Contas
Rio de Contas - viela e praça
cachoeira do Buracão em Ibicoara
Buracão visto de cima
Comendo flores em Mucugê
morada de garimpeiros na subida pra rampa do Caim
Na rampa do Caim - rio Paraguaçu ao fundo
idem - rio Paty
Mucugê
boca (113 metros) da gruta dos Brejões
a boca vista pelo lado de dentro
e o famoso bolo de noiva lá dentro
sem comentários - São Salvador da Bahia de Todos os Santos
Com os queridissimos - Janete e Nivaldo
praia de Arembepe - pequena amostra de como o paraiso pode (ou poderia?) ser
por de sol em Guarajuba
e mais adiante - o nascer do sol - idem
Piranhas - AL - rio São Francisco no final do dia
Piranhas - se preparando pra noite
padre Cicero em Juazeiro do Norte
rio Sao Francisco perto de Petrolina
a famosa ponte que liga Pernambuco a Rio Bahia - prainha (boa prum banho -tava bom demais)
por do sol em Petrolina - estação da ferrovia conservada
travessia entre Juazeiro e Petrolina
chegamos ao Piaui
Serra da Capivara
Serra das Confusões
Trono na serra das confusões
Serra das Confusões
gruta do riacho do boi na serra das Confusões
iluminação zenital
Serra das confusões ainda - solidão da TR 4
na chapada rumo ao canyon do Viana - 23 km assim
De repente - muita valeta na descida da chapada
chegando no Canyon
Rio Preto em Formosa
os chapadões entre Bahia e Tocantins
fim de tarde em Mateiros
lojinha no quilombo Mumbuca
Fervedouro do Ceiça
piscina em Ponte Alta do Tocantins
Arraias
Raizama na chapada os Veadeiros - banho de rio sempre faz bem
Hidromassagem na Raizama
jardim de Maytrea na Chapada Veadeiros - outra amostra do paraiso
Jardins no Itamaraty
represa de 3 Marias
Abacaxi em BH
Inhotim - belo pra onde se olhe
chapadas, planicies e rios de agua limpida - Jalapão
e papagaios
a famosa escada e o lustre do palacio Itamarati
rio Sao Francisco logo apos a barragem de 3 Marias
o vale visto da subida pro pico da Bandeira - região de Alto Caparaó
Chegando em Rio de Contas - a Chapada Diamantina
acima idem - abaixo igreja na vila do Mato Grosso (perto de Rio de Contas) - fundada e habitada prioritamente por portugueses e descendentes.
casa de garimpeiro na subida pra rampa do Caim





















































































.jpg)

.jpg)

.jpg)



























Nenhum comentário:
Postar um comentário